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==História ==
O primeiro assentamento permanente conhecido na cidade de Toledo é uma série de fortes (muralhas) celtibéricos. Um dos primeiros assentamentos estava localizado no Cerro del Bu ( numa colina na margem esquerda do [[rio Tejo]] ), onde foram obtidos inúmeros vestígios nas escavações, o que pode ser visto no actual Museu - [[Hospital de Santa Cruz]] em Toledo.
 
O aço de Toledo, conhecido por ser incrivelmente duro e tecnologicamente avançado na época, era trabalhado tradicionalmente desde cerca de {{AC|500|n}} e chamou a atenção dos romanos quando foi usado por [[Aníbal]] nas [[Guerras Púnicas]] no século {{-séc|III A.C.}} Logo, tornou-se uma fonte padrão de armamento para as legiões romanas.
 
O aço toledano era famoso pela sua liga de alta qualidade, a [[Hispânia]] era conhecida desde o {{AC-séc|século IV|n}}, por causa da alta qualidade de espadas de todos os tamanhos e armaduras provenientes desta região (além de outros utensílios), em desenho e [[ergonomia]]. Modelos como a Falcata Ibérica (uma espada curta) ou a GladiusGládio HispanensisHispanense (uma espada curta romana) foram usados ​​por cartagineses e romanos desde os tempos da Segunda Guerra Púnica (séculos II e {{AC|III|n}}).
 
Em {{AC|193 A.C.|x}}, depois de grande resistência, [[Marco FulvioFúlvio Nobilior]] conquistou a cidade. Os romanos reconstruiramreconstruíram-na e renomearam como Toleto (''Toletum'') na província de CarpetaniaCarpetânia. A cidade desenvolveu uma importante indústria de ferro e passou a exportar para todo o [[Império Romano]] e, também passaram a cunhar moedas. A área onde a cidade foi colonizada sofreu um profundo processo de romanização, como evidenciado pelos inúmeros restos de vilas romanas, especialmente nas margens do Tejo.
 
Os romanos deixaram muitos vestígios em Toledo, principalmente na arquitectura e infra-estruturas da cidade como um imponente [[aqueduto]], dos quais apenas as fundações foram preservadas em ambos os lados do Tejo, estradas e pontes que existem até hoje, um [[circo]], templos, teatros, um [[anfiteatro]], igrejas antigas, moradias e muitos outros. Há muitos outros vestígios, apesar de terem sido dados como desaparecidos.
 
Após as primeiras [[Invasões bárbaras da Península Ibérica|incursões germânicas]] no {{séc|III}}, as antigas muralhas foram reconstruidasreconstruídas para fins defensivos; no entanto, em 411 B.C. a cidade foi conquistada pelos [[alanos]], graças à sua impressionante arte da guerra, que por sua vez foram derrotados pelos [[visigodos]] em 418 B.C. Depois de ter derrotado o seu adversário Agila{{lknb|Ágila|I}}, Atanagildo estabeleceu a sua côrte na cidade e mais tarde com Leovigildo, tornou-se capital do reino e arcebispado hispano-visigodo, que adquiriu grande importância religiosa e civil (como evidenciado pelos Conselhos de Toledo) e cultural. Muito perto de Toledo, na cidade de Guadamur, Tesouros, conjunto excepcional de coroas dos reis visigodos foram encontrados.
 
Toledo foi a capital da Hispânia [[visigodos|visigótica]], desde o reinado de [[Leovigildo]], até a [[invasão muçulmana da Península Ibérica|conquista moura]] da [[Península Ibérica]] no {{séc|VIII}}.
 
Entre 714 e 715 foi conquistada por [[Tariq ibn ZiyadTárique]] e submetidos ao domínio muçulmano. Os árabes chamaram-na de ''Tulaytula'' (árabe طليطلة ). Durante o [[Califado de Córdoba]] ({{nwrap||797 - |1035)}}, Toledo foi centro de tensão étnica e religiosa, além de muitas revoltas que envolviam todo o centro-sul da Península Ibérica. A esmagadora maioria de população católica (cerca de 95% - 99% da população da região) em Toledo tornou-se fonte de preocupação constante para os governantes islâmicos, os mais temidos eram os camponeses de fé cristã ou pagã e, durante o emirado de[[Al -Hakam{{lknb|Al-Hakam]]Aláqueme|I}}, explodiu uma grande revolta em toda região em volta de Toledo. O emir enviou o oscense Muladi AmrúsAmrus benibne YusufIúçufe (chamado Amorroz em crônicas Cristãs) para subjugar a região incluindo partes onde hoje são as modernas províncias espanholas de [[Cidade Real (província)|CiudadCidade Real]], [[Cuenca (província)|Cuenca]] e [[Albacete (província)|Albacete]], usando um truque cruel. Este é o caso conhecido como o dia do poço. AmrúsAmrus organizou um banquete no palácio do governador e convidou para comer na principal cidade. Às portas da residência, fez uma aposta de carrascos, quando os convidados chegaram, eles cortaram o pescoço, os corpos foram jogados em uma vala (daí o nome pelo qual é conhecido episódio). No entanto, houve novas rebeliões em 811 e em 829, depois de sua morte. Outra grande revolta estourou em Julho de 932 e se estendeu até 939 durante o governo de [[Abd al-Rahman {{lknb|Abderramão|III]]}}, exatamente na mesma região onde hoje é a comunidade autônoma de [[Castela-Mancha|Castilla La-Mancha]], de Cuenca a CiudadCidade Real modernos, e foi necessário um cerco de três ou quatro anos para recuperar.
 
Após a decomposição do [[Califado de Córdoba]] em 1035, tornou-se capital do [[Taifa de Toledo]], no entanto, seu taifa teve que pagar párias aos reis de Castela para manter o moribundo domínio maometano.
Em 1162 a cidade foi conquistada pelo rei {{lknb|Fernando|II de Leão}}, durante o período turbulento de {{lknb|Alfonso|VIII de Castela}}. O Rei Leonês nomeado Fernando Rodríguez de Castro "o castelhano " , membro da Casa de Castro, governador da cidade. A cidade de Toledo permaneceu na posse de Leão até 1166, quando foi recuperada pelos castelhanos.
 
Durante a guerra civil castelhana, Toledo lutou ao lado de [[Pedro I]], e depois de sofrer um longo cerco, foi tomada em janeiro de 1369. Ao longo da [[Idade Média]], a cidade foi crescendo, especialmente a partir do século {{séc|XIV}}.
 
Desde tempos pre-romanos, Toledo era famosa por sua produção de [[aço]], especialmente espadas e armaduras, e a cidade ainda é um centro de manufatura de facas e pequenas ferramentas de aço. Após {{lknb|Filipe|II|de Espanha}} mudar a [[corte]] de Toledo para [[Madrid]] em 1561, a cidade entrou em lento declínio, do qual nunca se recuperou.
 
Nos últimos anos da Idade Média, a rainha {{lknb|Isabel|I de Castela}} ({{nwrap||1451 - |1504)}} ampliou a cidade, e na Catedral de Toledo os reis católicos proclamaram [[Joana de Castela|Joana]] como herdeira à coroa espanhola em '''1502''', a [[Espanha]] se tornava o primeiro Estado oficialmente unificado. A participação ativa na unificação do primeiro Estado moderno da Europa e do Mundo foi na presença dos nobres castelhanos, especialmente os aristocratas da família [[Álvarez de Toledo]],. Isabel tinha construído em Toledo o Mosteiro de San Juan de los Reyes, para comemorar a batalha de Toro e ser enterrada lá com o marido, mas, depois decidiu enterrar-se na segunda cidade, onde seus restos mortais hoje descansam.
 
Foi uma das primeiras cidades que aderiram à revolta das Comunidades em 1520, com líderes comunitários como [[Pedro Laso de la Vega]] e [[Juan de Padilla]]. Após a derrota na Batalha de Villalar, plebeus Toledanos liderados por [[Maria Pacheco]], viúva de [[Padilla]], foram os mais resistentes aos projetos de CharlesCarlos I, até a sua rendição em 1522. Toledo se tornou uma das sede do Tribunal do Império.
 
Toledo perdeu muito de seu peso político e social na segunda metade do {{séc|XVI}}. A ruína da indústria têxtil acentuou o declínio da cidade, embora mantivesse a sua importância como centro de poder eclesiástico.
===Artes e cultura ===
 
[[Cervantes]] descreveu Toledo como a "glória da [[Espanha]]". A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio [[Rio Tejo|Tejo]], e tem muitos sítios históricos, incluindo o [[Alcázar de Toledo|Alcázar]], a [[catedral de Toledo|catedral]] (a igreja primaz da Espanha), e o [[Zocodover]], seu mercado central. Do {{séc|V}} ao [[século XVI|XVI]] cerca de trinta [[sínodo]]s aconteceram em Toledo. O primeiro foi no [[400|ano 400]]. No sínodo de 589 o rei visigótico [[Recaredo]] declarou sua conversão; no sínodo de 633, conduzido pelo enciclopedista [[Isidoro de Sevilha]], decretou a uniformidade da [[liturgia]] em todo o [[reino visigótico]] e tomou medidas restritivas contra [[judeus]] batizados que recaíssem em sua antiga [[fé]]. O [[Terceiro Concílio de Constantinopla|concílio de 681]] assegurou ao arcebispo de Toledo a primazia no reino da Espanha. O último concílio que ocorreu em Toledo, entre 1582 e 1583, foi conduzido em detalhes por [[Filipe II de Espanha]].
 
A parte do {{séc|XIV}}, Toledo tinha uma considerável comunidade judia, até que eles [[Decreto de Alhambra|foram expulsos da Espanha]] em 1492; a cidade tem importantes monumentos religiosos, como a [[Sinagoga de Santa María la Blanca]], a [[sinagoga de El Tránsito]], e a [[mesquita de Cristo de la Luz]].
 
No {{séc|XIII}} Toledo era um importante centro cultural sob o domínio de {{lknb|Afonso|X|de Castela}}, cuja alcunha era "''El Sabio''" ("Oo Sábio") por seu amor ao conhecimento. A escola de tradutores de Toledo tornou disponíveis grandes trabalhos acadêmicos e [[filosofia|filosóficos]] produzidos em árabe e [[hebraico]] (que eram originalmente do grego) ao traduzi-los para o [[latim]].
 
A catedral é notável por sua incorporação de luz, e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze, e múltiplas tonalidades de [[mármore]], uma obra-prima [[Idade Média|medieval]]. A cidade foi local de residência de [[El Greco]] no final de sua vida, e é tema de muitas de suas pinturas, incluindo ''[[O Enterro do Conde de Orgaz]]'', exibido na [[Igreja de Santo Tomé]]. É uma das três catedrais góticas (estilo francês) espanholas do {{séc|XIII}}, sede da [[Arquidiocese de Toledo]], sendo considerada a obra magna desse estilo no país.