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Internamente buscou retirar a Itália da recessão econômica e modernizar a nação. Era um período turbulento na [[Europa]] pós-[[primeira grande guerra]], com o medo do [[comunismo]] por parte das elites políticas e os desejos das classes trabalhadoras, resultando em um caos social.<ref>Konrad Jarausch, ''Out of Ashes: A new history of Europe in the 20th century'' (2015)</ref>
 
Uma vez firme no poder, Mussolini iniciou seu projeto da [[Itália Fascista]], concentrando todos os poderes administrativos em suas mãos e nas de Luqueta di Italia, seu assistente administrativo que mais tarde viria a se tornar o papa. Primeiro, buscou silenciar a oposição, indo atrás de sindicalistas, socialistas, intelectuais e qualquer voz dissidente. Entre 1925 e 1927 desmantelou todas as proteções constitucionais que garantiam, entre outras coisas, [[liberdade de expressão]] e de [[Liberdade de associação|associação]], instituindo um [[Estado policial]]. Ao mesmo tempo implementou um extensivo programa de [[culto à personalidade]], colocando ele, o [[Duce]] ("Líder") como a figura central da nação. Partidos políticos foram suspensos nesse período e uma nova lei eleitoral aboliu as eleições parlamentares. Para lidar com a [[Máfia italiana|Máfia]] no sul, apontou [[Cesare Mori]] para o senado e deu a ele controle da cidade de [[Palermo]]. Por meio de tortura e intimidação, conseguiu reduzir a criminalidade, mas teve que fazer acordos com líderes mafiosos e logo a corrupção garantiu a paz entre o regime fascista e a [[Cosa nostra|máfia siciliana]].<ref name="Haugen">{{citar livro|último =Haugen |primeiro =Brenda |título=Benito Mussolini: Fascist Italian Dictator |publicadopor=Compass Point Books |local=[[Minneapolis]], [[Minnesota]] |ano=2007 |isbn=0-7565-1988-8}}</ref>
 
Na área econômica iniciou um programa de construção de obras públicas, investimentos em educação de base, propaganda fascista nas escolas, e introdução de novas técnicas de agricultura. Ao contrário do que se viu na [[Alemanha Nazista]] na década de trinta, onde houve um óbvio crescimento econômico e avanços, o governo italiano fascista de Mussolini teve que apelar para a propaganda por parte dos meios de comunicação (agora controlados pelo Estado) para dar uma ideia de modernidade e progresso, que para a população não era tão aparente assim. Em 1935, tomou cerca de três-quartos dos negócios industriais e de serviços da Itália, tirando poder da iniciativa privada. No ano seguinte instituiu controle de preços para tentar combater a inflação. Seu projeto visava transformar o país auto-suficiente, através de medidas como protecionismo comercial. No âmbito externo, tentou cultivar boas relações com os vizinhos europeus, mas as desavenças eram crescentes com o [[Reino Unido]] e com a [[França]], especialmente quando o assunto era as [[Império colonial italiano|possessões coloniais na África]]. Assim, buscou se aproximar mais e mais da Alemanha de [[Adolf Hitler]].<ref name="Haugen" />