Diferenças entre edições de "Guiné (região)"

141 bytes removidos ,  00h23min de 27 de dezembro de 2017
sem resumo de edição
{{Sem-fontes|data=março de 2011| angola=| arte=| Brasil=| ciência=| geografia=| música=| Portugal=| sociedade=|1=|2=|3=|4=|5=|6=}}
{{Reciclagem|data=Fevereiro de 2008}}
 
'''Guiné''' é o nome dado à costa [[África|africana]] que vai aproximadamente desde o cabo [[Cabo Verde (cabo)|Verde]], no [[Senegal]], até à foz do rio [[Ogooué]], no [[Gabão]]. Por vezes, é estendido mais a sul até à foz do rio [[Rio Congo]]. Também incluídos nesta região costumam estar os [[arquipélago]]s no [[Oceano Atlântico]] ([[Cabo Verde]], [[São Tomé e Príncipe|São Tomé]]). Outras fontes identificam a região da Guiné como sendo a região da África situada a sul do [[SahelSael]].
 
== Etimologia ==
Atribui-se a designação "Guiné" pelos [[portugueses]], embora não se tenha a certeza de qual a origem. Conjectura-se que pode ser derivado de [[Império Gana|Gana]].
 
== Geografia física ==
[[Orografia|Orograficamente]], a região é geralmente caracterizada por terrenos baixos, sendo os [[maciço]]s montanhosos (por exemplo, [[Fouta Djallon|Futa Djalon]]) pouco numerosos. É uma zona bastante recortada por rios (por exemplo: [[Rio Senegal|Senegal]], [[Rio Gâmbia|Gâmbia]], [[Rio Volta|Volta]], [[Rio Níger|Níger]]) com terrenos facilmente alagáveis (por exemplo: lago [[Lago Volta|Volta]], delta do [[Delta do Níger|Níger]]). A vegetação acompanha o clima, sendo em grande parte da região constituída por [[Floresta tropical pluvial|florestas tropicais húmidas]], mas podendo haver [[Floresta equatorial|florestas equatoriais]] nas zonas próximas do [[Linha do Equador|Equador]], mais a sul, e [[Floresta subtropical subperenefólia|vegetação subtropical]] nas zonas tropicais secas. As [[savana]]s encontram-se mais no interior.
 
== Geografia humana ==
A população encontra-se mais concentrada nas zonas costeiras, sendo o [[delta do Níger]] uma das zonas de maior [[densidade populacional]] de África. Trata-se de uma população diversificada, geralmente classificada conforme os [[Família linguística|grupos linguísticos]] (línguas [[Línguas africanas ocidentais|Atlântico-Ocidental]], [[Línguas mandês|Mandê]], [[Línguas Kru|Kru]], [[Línguas Kwa|Kwa]], [[Línguas Ijo|Ijo]], [[Línguas bantas|Bantas]]). As principais atividades económicas continuam centradas no [[sector primário]].
 
== História ==
Tradicionalmente, essa região não viu surgir [[estado]]s grandes (exceção: [[Reino do Benim|reino de Benim]]), o que contrasta com a região do SahelSael, a norte, que viu suceder uma série de impérios ([[Império Gana|Gana]], [[Império do Mali|Mali]], [[Império songhaiSongai|SonghaiSongai]], [[Império Kanem-Bornude Canem|Kanem-BornuCanem]]). A vegetação densa favoreceu a constituição de pequenos estados [[Autossuficiência|autossuficientes]], por vezes reduzidos à dimensão [[Tribo|tribal]] e não à dimensão [[Etnia|étnica]]. Presume-se que os primeiros [[europeus]] a entrar em contacto com a costa da Guiné foram [[Descobrimentos portugueses|navegadores portugueses]] no [[Século {{séc|XV]]}}. Para implementar o seu comércio na região, os portugueses erigiram [[feitoria]]s fortificadas (por exemplo: [[Arguim]], [[Acra]], [[São Jorge da Mina]]), mas foram, progressivamente, perdendo o controlo da região para [[franceses]] e [[ingleses]].
 
Entre os séculos [[Século XV|XV]] e [[Século XIX|XIX]], a ocupação europeia foi limitada (resumia-se a alguns pontos da costa) e a principal atividade económica era o [[comércio]], principalmente [[Comércio atlântico de escravos|de escravos]], o que dizimou tribos inteiras.<ref>BUENO, E. ''A viagem do descobrimento: a verdadeira história da expedição de Cabral''. Rio de Janeiro. Objetiva. 1998. p. 75.</ref> Durante o Século {{séc|XIX}}, e culminando na [[Conferência de Berlim]], nota-se uma incrementação da ação colonizadora por parte de potências europeias, que acabam por dividir o território em várias [[Neocolonialismo|colónias]].
 
A diversidade dos produtos explorados pelos europeus na região pode ser notada pelo nome que deram a algumas das suas colónias: [[Costa do Ouro]] (hoje em dia [[Gana]]), [[Costa dos Escravos]] (hoje em dia [[Benim]]), [[Costa da Pimenta]] (hoje em dia [[Libéria]] e [[Serra Leoa]]), [[Costa do Marfim]] (mantém o mesmo nome). Por vezes, as colónias eram conhecidas conforme o nome da potência colonial europeia administrante: [[Guiné Francesa]] (hoje em dia [[Guiné]]), [[Guiné Portuguesa]] (hoje em dia [[Guiné-Bissau]]), [[Guiné Espanhola]] (hoje em dia [[Guiné Equatorial]]). Aproximadamente a partir da [[década de 1960]], dá-se a [[independência]] dos diversos estados que constituem hoje a região da Guiné, mantendo-se, no entanto, grandemente, as fronteiras herdadas da divisão colonial.