Diferenças entre edições de "Dinastia merovíngia"

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acrescentar a presença da Lei Sálica sobre o direito exclusivo dos homens governarem
(acrescentar a presença da Lei Sálica sobre o direito exclusivo dos homens governarem)
[[File:Cover of Merovingian sarcophagus Musee de Saint Germain en Laye.jpg|thumb|Cobertura de um [[sarcófago]] merovíngio com o monograma cristão IX, [[Musée d'Archéologie Nationale]]]]
[[File:312 Poitiers baptisterio.JPG|thumb|[[Baptistère Saint-Jean|Batistério de São João]], Poitiers]]
A cultura merovíngia era tão completamente embebida de religião que Ytzhak Hen julgou que poder-se-ia apresentar a cultura popular merovíngia como essencialmente um sinônimo de sua religião, o que ele mostra através de textos escritos.<ref>Yitzhak Hen, ''Culture and Religion in Merovingian Gaul, A.D. 481-751'' (New York: Brill) 1995</ref> A cultura merovíngia certamente testemunhou uma extensa proliferação de santos. A cultura era refletida inclusive no governo, com a presença dos prefeitos dos palácios dispersados pelo reino que partilhavam o poder com rainhas ou mães de reis muito jovens, pelo motivo de que naturalmente a mulher era excluída nas partilhas que ocorriam quando um rei merovíngio morria, deixando as terras apenas para seus filhos, não deixando assim de pertencer à família. tais reivindicações eram invocadas através da [[Lei sálica|Lei Sálica]] como uma justificativa mal concebida de manter o poder na mão dos homens. Se ocasionalmente as esposas e as viúvas assumissem o controle, é porque elas o mantêm e nesse caso a tradição era a de que “o poder pertence àquele que é capaz de exercê-lo.”<ref>{{citar livro|título=Carlos Magno|ultimo=FAVIER|primeiro=Jean|editora=Estação Liberdade|ano=2004|local=São Paulo|páginas=23-24|acessodata=11/01/2018}}</ref>
 
O [[cristianismo]] foi levado aos francos pelos monges, a começar pelo batismo de Clóvis I, que adotando o cristianismo, foi o primeiro rei Franco cristão, sob um povo cristão<ref>{{citar livro|título=Carlos Magno|ultimo=FAVIER|primeiro=Jean|editora=Estação Liberdade|ano=2004|local=São Paulo|páginas=17 - 25|acessodata=11/01/2018}}</ref>. Apesar das práticas cristãs e de suas artes sacras, a coroação não foi beneficiada com a celebração oficial que ocorria no Império Romano ou veio a acontecer já no Reino Carolíngio. Apesar de tudo, Clóvis utilizou da conversão para a propagação do poder religioso, já que notou que a igreja crescia consideravelmente no que dizia respeito ao Império Romano. Com isso assumindo sua autoridade sobre os bispos em 511, mesmo ano de sua morte. É válido saber que com a divisão do Império Romano e posteriormente a queda do império do ocidente, os bispos mantiveram seus poderes e recursos nas cidades, ainda ligadas ao Império que agora se chamava [[Império Bizantino]], e também com os povos germânicos, poder esse que decorreu no surgimento de monastérios por toda região da [[Gália]], [[Nêustria]], e [[Austrásia]].
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