Diferenças entre edições de "Zona de desenvolvimento proximal"

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'''Zona de Desenvolvimento <s>Proximal</s>''' '''Iminente''' (ZDI) (''зона ближайшего развития''), é um conceito elaborado por [[Vygotsky|Vigotsky]], e define a distância entre o ''nível de desenvolvimento atual'', determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e asua gama de possibilidades, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro (uma criança mais velha). Quer dizer, é a série de informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis.
 
Esta ideia aproxima-se à de [[Jim Cummins]], de ''informação mais um'' (ou i + 1), que afirma que o indivíduo não pode construir conhecimento novo sem uma estrutura, um fundamento, de aprendizagem prévia. Lev Vygotsky diz que o indivíduo não pode transpor um expediente de aprendizagem sem algum conhecimento anterior cognitivamente relacionado, a fim de conectar e suportar a nova informação.
Palincsar (1998), um estudante que fez trabalho considerável, casando a ZDPI com o constructo de "scaffolding", afirma que "… [a ZDI] é talvez um dos mais usados e menos compreendidos constructos que aparecem na literatura educacional contemporânea" (Palincsar, 1998, pág. 370). Entre os principais motivos para essa afirmação está o fato das pessoas terem retirado a ZDI de sua estrutura teórica original (passando a ser usada mais como ferramenta explanatória - desconsiderado o seu poder descritivo), e a interpretação literal da ideia de capacidade, através da qual as pessoas tendem a criar espaços, para a performance assistida, ao invés de olhar para a gama de possibilidades de artefatos culturais (inclusive elementos da própria tarefa), que estão presentes na aprendizagem, e que mediam a aprendizagem na ZDI (Palincsar, 1998).
 
Segundo Chaiklin, a ''interpretação comum'' da ZDI (Chaiklin, 2003, pág. 41) compreende três suposições: ''suposição de generalidade'' - por meio da qual se assume a aplicabilidade universal da ZDI; ''suposição de ajuda'' – semelhante ao argumento de Palincsar sobre a ZDI ter sido realinhada para assumir que a aprendizagem requer a intervenção de um especialista; e ''suposição potencial'' – por meio da qual a ZDP é vista como um tipo de propriedade natural do estudante, que permite a melhor aprendizagem com menor dificuldade.
 
Chaiklin (2003) critica a ''interpretação comum'' em três fundamentos. Primeiro, a ZDI deve estar relacionada ao desenvolvimento global ao longo do tempo, ao invés de tratar da aprendizagem de qualquer habilidade específica; segundo, é fato aceite que uma criança pode fazer mais se houver a direção e colaboração de uma pessoa mais capaz. O que muitos pesquisadores evitam é entender o significado da assistência provida, em relação à aprendizagem de habilidades e o desenvolvimento global do estudante. Finalmente, o potencial de um estudante não é propriedade de uma criança (como em "nesta fase ela está em sua Zona de Desenvolvimento Proximal"), pelo contrário, a ZDI é uma indicação de presença de imaturidade, ou do processo de amadurecimento, como se queira, funções psicológicas que podem ser um trampolim para intervenções significantes.
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