Abrir menu principal

Alterações

Sem alteração do tamanho, 13h52min de 19 de janeiro de 2018
→‎Impacto cultural: Corrigida a posição da imagem
=== Uso historiográfico ===
[[Imagem:Praçatiradentes.JPG|esquerda|thumb|[[Estátua]] mostrando Tiradentes a ser [[forca|enforcado]], na ''Praça Tiradentes'', em [[Belo Horizonte]].]]
[[Ficheiro:Polício Militar do Piauí (Monumento).JPG|miniaturadaimagem|Estátua de Tiradentes no Quartel do Comando Geral da [[Polícia Militar do Estado do Piauí]].]]
Tiradentes permaneceu, após a [[Independência do Brasil]], relativamente obscuro, pois o país continuou sendo uma monarquia regida pela [[Casa de Bragança]], e os dois monarcas, [[Pedro I do Brasil|Pedro I]] e [[Pedro II do Brasil|Pedro II]], eram descendentes de [[Maria I de Portugal|D. Maria I]], contra a qual Tiradentes conspirara e que havia assinado sua sentença de morte. Além disso, Tiradentes era republicano. O "''Código Criminal do Império do Brasil''", sancionado em 16 de dezembro de 1830, também previa penas graves para quem conspirasse contra o imperador e contra a monarquia:
 
Foi a [[Proclamação da República do Brasil|República]] – ou, mais precisamente, os ideólogos [[positivismo|positivistas]] que presidiram sua fundação – que buscaram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do Brasil, mitificando a sua biografia. Daí a sua iconografia tradicional, de barba e camisolão, à beira do cadafalso, vagamente assemelhada a [[Jesus Cristo]] e, obviamente, desprovida de verossimilhança. Como militar, o máximo que Tiradentes poder-se-ia permitir era um discreto bigode. Na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, os detentos eram obrigados a raspar barba e cabelo a fim de evitar [[piolho]]s. Segundo o jornalista [[Pedro Doria]], relatos da época declaravam que Tiradentes era "um homem alto, grisalho, a barba benfeita, bigodes bem-aparado", e o barbudo semelhante a Cristo só surgiu no [[século XX]]. Em 21 de abril de 1890 houve a primeira grande festa oficial em homenagem a Tiradentes, idealizada e realizada pelo governo republicano, então recém empossado. O marechal [[Deodoro da Fonseca]] presidiu a solenidade, sendo o orador do evento [[Silva Jardim]]. Antes mesmo dessa data os republicanos criaram o Clube Tiradentes, em 1882, cultuando seu herói todo dia 21 de abril.<ref>CHIAVENATO, pág. 100.</ref> A comemoração da data foi suprimida e restabelecida por diversas vezes durante o século XX e mobilizou grupos políticos, intelectuais e a opinião pública em vários debates. Em 1930, o feriado chegou a ser extinto por [[Getúlio Vargas]], porém o feriado retornou ao calendário já em 1933, após pressão de grupos políticos que consideravam necessário a sua comemoração como forma de valorização da memória do país.<ref name="HV">{{Citar web |url=http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_memoria_de_21_de_abril.html |título=A memória de 21 de abril |língua= |autor= |obra=História Viva |data= |acessodata=24 de maio de 2016}}</ref>
 
[[Ficheiro:Polício Militar do Piauí (Monumento).JPG|miniaturadaimagem|Estátua de Tiradentes no Quartel do Comando Geral da [[Polícia Militar do Estado do Piauí]].]]
Em 1953 a escritora [[Cecília Meireles]] imortalizou o sonho de liberdade dos inconfidentes na obra literária [[Romanceiro da Inconfidência]]. A popularidade e uso da imagem de Tiradentes foi reforçada em 1960, quando o presidente [[Juscelino Kubitschek]] oficializou a cerimônia do dia 21 de abril que ocorre todos os anos em [[Ouro Preto]].<ref name="HV"/> E em [[1965]] o então presidente e marechal [[Humberto de Alencar Castelo Branco|Castelo Branco]], durante seu governo no [[Ditadura militar no Brasil (1964–1985)|regime militar brasileiro]] tornou o dia 21 de abril além de uma data nacional um feriado comemorado no mesmo dia da morte de Tiradentes pela Lei Nº 4. 897, de 9 de dezembro de 1965.<ref name="BE">{{citar web| url=http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/tiradentes.htm|titulo=21 de Abril — Dia de Tiradentes |autor= FERNANDES, Cláudio| obra= Brasil escola| acessodata= 24 de maio de 2016}}</ref><ref name="feriado nacional">{{citar web |url=http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L4897.htm |título=LEI No 4.897, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. |autor=Humberto de Alencar Castelo Branco e Arthur da Costa e Silva |publicado=Presidência da Republica Brasileira/Casa civil |data=13 de Dezembro de 1965 |acessodata=24 de maio de 2016}}</ref> Também o nome do movimento, "Inconfidência Mineira", e de seus participantes, os "inconfidentes", foi cunhado posteriormente, denotando o caráter negativo da sublevação – ''inconfidente'' é aquele que trai a confiança.<ref>{{citar web |url=http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?id=49099 |título=Tiradentes: um homem republicano |autor=|publicado=Diário da Manhã_Erechim-RS |data=16 de abril de 2013|acessodata=7 de julho de 2013}}</ref><ref name=em>{{citar web |url=http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2014/04/06/noticia_arte_e_livros,153329/heroi-sem-rosto.shtml|título=Herói Sem Rosto|autor=Ana Clara Brant |publicado=Estado de Minas |data=4 de abril de 2014|acessodata=7 de julho de 2013}}</ref>
[[Imagem:5 CENTAVOS Brasil 1998.jpg|miniaturadaimagem|Efígie na moeda de 5 centavos da segunda [[Real (moeda)#Moedas|família do Real]].]]
 
Outra versão diz que por inconfidência era termo usado na legislação portuguesa na época colonial e que "entendia-se por inconfidência a quebra da fidelidade devida ao rei, envolvendo, principalmente, os crimes de traição e conspiração contra a Coroa", e, que para julgar estes crimes eram criadas "juntas de inconfidência".<ref>{{citar web|url=http://www.tjba.jus.br/publicacoes/mem_just/volume2/cap8.htm|título=Memória da Justiça Brasileira - Volume 2|website=www.tjba.jus.br}}</ref>
=== Feriado ===
{{Artigo principal|Tiradentes (feriado nacional)}}
[[Imagem:5 CENTAVOS Brasil 1998.jpg|miniaturadaimagem|Efígie na moeda de 5 centavos da segunda [[Real (moeda)#Moedas|família do Real]].]]
Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte, [[21 de abril]], feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do [[Panteão da Pátria e da Liberdade]], sendo considerado Herói Nacional.