Diferenças entre edições de "Jorge Sampaio"

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Faz os estudos secundários nos liceus lisboetas Pedro Nunes e Passos Manuel. A seguir prossegue estudos superiores na [[Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa]], onde se licenciou em [[1961]].
 
===Carreira política===
Jorge Sampaio iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na [[Faculdade de Direito de Lisboa]]. Envolvido na contestação ao regime [[Estado Novo (Portugal)|salazarista]], foi presidente da [[Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa]], em [[1959]]-[[1960|60]] e em [[1960]]-[[1961|61]], e secretário-geral da Reunião Inter-Associações Académicas (RIA), em [[1961]]-[[1962]]. Foi, nessa qualidade, um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos [[1960|60]] — início de um longo e generalizado movimento de contestação estudantil, que teve o seu auge na [[Universidade de Lisboa]] em [[1962]] e na [[Universidade de Coimbra]] em [[1969]].
 
No contexto das lutas académicas, Sampaio cria com [[João Cravinho]] e outros, o MAR - Movimento de Ação Revolucionário, de esquerda radical, onde também chega a participar [[Vasco Pulido Valente]].<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref> A seguir vai aproximar-se dos católicos progressistas, aproximando-se de [[António Alçada Baptista]] e [[João Bénard da Costa]]; e acompanhado por [[Vasco Pulido Valente]]; todos colaboradores de [[O Tempo e o Modo]]<ref>[hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/.../OTempoeoModo/OTempoeoModo_guiao.pdf Hemeroteca Digital]</ref>. Antes, publicara artigos na [[Seara Nova]], mais ligado à velha esquerda republicana oposicionista<ref>[http://jorgesampaio.pt/jorgesampaio/pt/jorge-sampaio/ Jorge Sampaio]</ref>.
 
O seu nome encontra-se na lista de colaboradores da publicação académica ''[[Quadrante (1958)|Quadrante]]'' <ref >{{Citar web |autor=Ana Cabrera |título= Ficha histórica:Quadrante – a revolta de uma elite perante a crise da universidade |url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/Quadrante.pdf | formato=pdf |publicado=[[Hemeroteca Municipal de Lisboa]] |acessodata=30 de março de 2015}}</ref> (1958-1962) publicada pela [[Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa|AAFDL]].
 
===Carreira profissional e política anterior ao [[25 de abril de 1974]]===
Após a licenciatura em [[Direito]], que concluiu em [[1961]], Jorge Sampaio iniciou a sua carreira profissional como advogado, que o levou a envolver-se muitas vezes na defesa de presos políticos.
 
 
Também desempenhou funções diretivas na [[Ordem dos Advogados]].
 
===Carreira política===
====Antes do [[25 de abril de 1974]]====
Jorge Sampaio iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na [[Faculdade de Direito de Lisboa]]. Envolvido na contestação ao regime [[Estado Novo (Portugal)|salazarista]], foi presidente da [[Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa]], em [[1959]]-[[1960|60]] e em [[1960]]-[[1961|61]], e secretário-geral da Reunião Inter-Associações Académicas (RIA), em [[1961]]-[[1962]]. Foi, nessa qualidade, um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos [[1960|60]] &mdash; início de um longo e generalizado movimento de contestação estudantil, que teve o seu auge na [[Universidade de Lisboa]] em [[1962]] e na [[Universidade de Coimbra]] em [[1969]].
 
No contexto das lutas académicas, Sampaio cria com [[João Cravinho]] e outros, o MAR - Movimento de Ação Revolucionário, de esquerda radical, onde também chega a participar [[Vasco Pulido Valente]].<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref> A seguir vai aproximar-se dos católicos progressistas, aproximando-se de [[António Alçada Baptista]] e [[João Bénard da Costa]]; e acompanhado por [[Vasco Pulido Valente]]; todos colaboradores de [[O Tempo e o Modo]]<ref>[hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/.../OTempoeoModo/OTempoeoModo_guiao.pdf Hemeroteca Digital]</ref>. Antes, publicara artigos na [[Seara Nova]], mais ligado à velha esquerda republicana oposicionista<ref>[http://jorgesampaio.pt/jorgesampaio/pt/jorge-sampaio/ Jorge Sampaio]</ref>.
 
Prosseguindo a sua acção como opositor à ditadura, candidatou-se, nas [[Eleições legislativas portuguesas de 1969|eleições legislativas de 1969]], à [[Assembleia Nacional]], integrando as listas da [[CDE]], que em [[Lisboa]] se opunha à [[CEUD]] (esta liderada por [[Mário Soares]] e com incorporação da [[Comissão Eleitoral Monárquica]]).
De resto, desenvolveu uma constante atividade política e intelectual, participando nos movimentos de resistência à ditadura e propugnando ao mesmo tempo uma alternativa democrática de matriz socialista, aberta aos novos horizontes do pensamento político europeu.<ref>[http://www.presidencia.pt/?idc=13 Museu da Presidência]</ref>
 
===Carreira política pós=Pós-[[25 de abril de 1974|25 de abril]]====
Após o golpe de [[Revolução dos Cravos|25 de abril de 1974]], Jorge Sampaio foi fundador do [[Movimento de Esquerda Socialista]] ([[MES]]).
 
Ainda em [[1989]] sucedeu a [[Vítor Constâncio]] como secretário-geral do [[PS (Portugal)|PS]], cargo que ocupou até [[1992]], quando perdeu a chefia do partido para [[António Guterres]].
 
====Presidência da República====
Em [[1995]] Jorge Sampaio anunciou o desejo de se candidatar à Presidência da República, o que o levou a demitir-se da presidência da Câmara de [[Lisboa]].
 
As suas intervenções presidenciais foram reunidas em seis volumes, sob o título ''Portugueses'' (I, II, III, IV, V e VI).
 
====Pós-Presidência da República====
Em Maio de 2006, foi nomeado pelo Secretário-Geral das [[Nações Unidas]] Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose. Em 26 de Abril de 2007 foi nomeado Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, [[Ban Ki-moon]].
 
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