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→‎Origens e cursus honorum: Naquela época não existiam "cidadãos italianos"
Severo era de origem [[berberes|berbere]]<ref>''[[Encyclopedia Americana]]'', Scholastic Library Publishing, 2005, v. 3, p. 569:
{{Quote1|Berberes: ...Os mais conhecidos deles foram o autor romano Apuleio, o imperador romano Septímio Severo, e Santo Agostinho, cuja mãe era berbere.}}</ref><ref>Henri Irénée Marrou, ''Crise de notre temps réflexion chrétienne de 1930 à 1975'', Beauchesne, 1978, p. 124.</ref><ref>Marcel le Glay, ''Rome : Tome 2, Grandeur chute de l'Empire '' , Librairie Académique Perrin, 2005, p. 336.</ref><ref>[[Gilbert Meynier]]. ''L’Algérie des origines : De la préhistoire à l’avènement de l’Islam '' , La découverte, 2007, p. 74.</ref> e [[Cartago|púnico]]<ref>Anne Daguet-Gagey, ''Septime Sévère'', Payot, 2000, p. 38.</ref><ref>[[:en:Michael Grant (author)|Michael Grant]], ''The Severans'', Routlegde, 1996, p. 7.</ref><ref>Nascéra Benseddik, ''Thagaste, Souk Ahras, Pátrie de saint Augustin'', Inas, 2004, p. 25:
{{Quote1|O púnico nasce a partir de um encontro entre dois mundos, um indígena e outro oriental. Trata-se do resultado de uma mestiçagem étnica e cultural.}}</ref> através do seu pai, [[Públio Septímio Geta]], que obteve a [[cidadania romana]] no [[século I]]. A sua mãe Fúlvia Pia descendia de uma família na que se combinavam, através de uma série de matrimônios, cidadãos[[lista italianosde povos itálicos|itálicos]] com habitantes do Norte da África.<ref>Claude Briand-Ponsart, ''L'Afrique romaine : De l'Atlantique à la Tripolitaine 146 av. J.-C. — 533 ap. J.-C.'', Armand Collin, 2005, p. 70.</ref> Ambos os ramos familiares estavam compostos por notáveis; o seu avô servira como [[prefeito romano|prefeito]] de [[Léptis Magna]] antes que [[Tibério]] convertesse a cidade numa colônia governada por um [[duúnviro]]. Severo nasceu em Léptis Magna, onde mais tarde, quando se tornou imperador, ele construíu um palácio, como memorial da sua boa sorte.<ref name="procopio.edificios.6.4.5">[[Procópio de Cesareia]], ''Sobre os edifícios'', Livro VI, 4.5</ref>
 
Contraiu matrimônio com [[Júlia Domna]], uma mulher [[árabes|árabe]] da [[Síria (província romana)|Síria]].<ref>Maxime Rodinson, ''Les Arabes (1979) '' , Puf, 2002, p. 58:
Graças a um dos seus primos que frequentara a corte imperial, Severo deixou Léptis Magna e foi a Roma com 18 anos de idade. Ali serviu em numerosos postos civis e militares. Foi eleito questor em Roma em [[169]], degrau necessário para a posterior participação no [[Senado romano|senado]], e serviu como questor provincial na [[Córsega e Sardenha|Sardenha]] ([[171]]), região insular da Itália no [[Mediterrâneo]] Ocidental, a 200 quilômetros da [[península Itálica]].
 
Nomeado [[Legado romano|legado]] em [[173]], cargo de emissário ou oficial do estado-maior, do procônsul na África, [[Gaio Septímio Severo]], voltou a Léptis Magna e casou-se ([[176]]) com Pácia Marciana, que morreu sem ter filhos, poucos anos depois. Tornou-se pretor ([[177]]), comandante de legião na [[Síria (província romana)|Síria]] ([[180]]-[[182]]) e foi nomeado governador da [[Gália Lugdunense]] em [[184]], antiga região da Europa que compreendia a atual [[França]], parte do território [[Bélgica|belga]] e oeste da [[Alemanha]]. Viúvo, casou-se ([[187]]) com [[JuliaJúlia Domna]], membro de importante família de sacerdotes de Emesa, na Síria, com a qual teve os filhos [[Caracala]] ([[188]]) e [[Geta]] ([[189]]).
 
Durante o reinado de [[Cómodo|Cômodo]], desempenhou brilhantemente a sua carreira senatorial, e foi destinado durante uma época para a Gália Lugdunense, onde nasceram os seus dois filhos varões.
 
Graças ao apoio do [[prefeito do pretório|prefeito]] da [[guarda pretoriana]], [[Emílio Laeto]], obteve o posto de [[legadoLegado (Roma)romano|''legatus''legado]] da [[administração provincialProvíncia romana|província]] da [[Panônia|Panônia Superior]], na qual lhe foi dado o comando de três [[legião romana|legiões]] para defender a fronteira.
 
=== Luta pelo trono: O ano dos cinco imperadores ===
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