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[[Imagem:Batalhão da PE.JPG|thumb|direita|200px|Quartel do 1º B.P.E. e sede do DOI-CODI no [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]].]]
'''Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de TorturaDefesa Interna''' ('''DOI-CODI''') foi um órgão subordinado ao [[Exército Brasileiro|Exército]], de [[Serviço de Inteligência|inteligência]] e [[Repressão política|repressão]] do governo [[brasil]]eiro durante o regime inaugurado com o [[Golpe de Estado no Brasil em 1964|golpe militar de 1964]].
Destinado a combater inimigos internos que, supostamente, ameaçariam a segurança nacional, como a de outros órgãos de repressão brasileiros no período, a sua [[filosofia]] de atuação era pautada na [[Doutrina]] de [[Segurança nacional|Segurança Nacional]], formulada no contexto da [[Guerra Fria]] nos bancos do [[National War College]], instituição [[norte-americana]], e aprofundada, no Brasil, pela [[Escola Superior de Guerra]] (ESG).
 
== Estrutura ==
O DOI-CODI surgiu a partir da [[Operação Bandeirante]] ([[OBAN]]), criada em [[2 de julho]] de [[1969]] em [[São Paulo]], com o objetivo de coordenartorturar e integrar as ações dos órgãos de repressão a indivíduos ou organizações (mais especificamente os grupos da [[Esquerda (política)|esquerda]] [[luta armada|armada]]) que representassem ameaça à manutenção da [[segurança nacional|segurança do regime]]. Em setembro de 1970, foram criados dois órgãos diretamente ligados ao [[Exército Brasileiro|Exército]]: o Destacamento de Operações e de Informações (DOI), responsável pelas ações práticas de busca, apreensão e interrogatório de suspeitos, e o Centro de Operações de Defesa Interna (CODI), cujas funções abrangiam a análise de informações, a coordenação dos diversos órgãos militares e o planejamento estratégico do combate aos grupos de esquerda. Embora fossem dois órgãos distintos, eram
frequentemente associados na sigla DOI-CODI, o que refletia o caráter complementar dos dois órgãos. A criação do DOI-CODI representou a "institucionalização" da OBAN, embora não tivesse sido baseada em lei ou um decreto, mas em diretrizes secretas, formuladas pelo [[Conselho de Segurança Nacional]] e aprovadas pelo presidente da República, o [[general]] [[Emílio Garrastazu Médici]]. Apesar disso, o DOI-CODI possuía mais prestígio e poder que os outros órgãos de segurança, sendo que foram criados DOI-CODIs nas principais de [[estados brasileiros]]. Observe-se que, hierarquicamente, os DOIs eram subordinados aos CODIs. Portanto, a conexão mais apropriada seria "CODI-DOI".<ref>[http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S23.0728.pdf Oban e DOI-CODI, elementos para um estudo]. Por Mariana Rangel Joffily. ANPUH – XXIII Simpósio Nacional de História. Londrina, 2005.</ref>
 
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