Machado: diferenças entre revisões

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De Machado utensílios passou ao significado de machado apelido
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[[Ficheiro:Axt Handwerk.jpg|thumb|right|250px|Lâmina de um machado de mão em corte de madeira.]]
Um '''machado''' é uma ferramenta de corte, ferramenta essa originária do [[martelo]], sendo um martelo que tem pelo menos uma das extremidades amoladas e própria para o corte, sendo portanto um martelo concebido para o corte e derrubamento de [[árvore]]s, e outras ações. Tradicionalmente, é construído mediante a fixação de uma [[cunha]] perpendicular a um cabo de [[madeira]], podendo o cabo ser de metal, como extensão de seu corpo.
 
O apelido “Machado” teve origem em Martim Pires, que o adoptou por seu pai e avô terem rebentando a porta da muralha a machado, quando da reconquista de Santarém (1147). Provêm da geração de Riba-Douro, do Conde Monio “Gasco”, a linhagem “postrimeira das cinco que andaram a filhar o Reino de Portugal” (Livro Velho, 1270).
Por ser cunha mesmo mal amolado consegue fender pela transferência de energia. A técnica correta na utilização do machado como ferramenta de corte consiste em golpeá-lo em dois planos alternadamente com 15° entre estes, para que os cavacos possam soltar-se.
 
Monio “Gasco” da Biscaia veio na armada dos Gascões para recuperar o Porto (982), na companhia do irmão Sisnando e do Bispo Onego de Vandôme. Morreu na conquista de Riba-Douro (1022) com os filhos Gomes e Egas Moniz.
Foi utilizado na [[antiguidade]], vide obra de [[Sun Tzu]], a Arte da Guerra, bem como também o seu precedente e originário, o [[martelo]], tanto para corte pelo golpeamento e engenharia de combate, quanto para o [[combate]] propriamente dito. No [[combate]], o ''machado'' era de difícil manejo, quando grande e dispositivo em máquinas de guerra na forma de arietes catapultas e outras engenharias próprias para abrir brechas nas fortalezas, porém extremamente eficaz na utilização pela infantaria e cavalaria, quando pequenos de até um metro de comprimento, como o [[martelo]], até mesmo para quebrar [[escudos]] e carros de guerra, decepar cabeças tanto em combate como pelos executores e/ou carrascos, como o seu precedente o [[martelo]].
 
Egas Moniz “Velho”, falecido em 1022, casou com Toda Ermiges da Maia, filha de Ermígio Alboazar e Vivili Trutesendes. Foram pais de Mónio.
 
Mónio Viegas, documentado entre 1045 e 1081, foi grande proprietário e casou com Unisco Trastamires da Maia, filha de Trastemiro Alboazar e de Dordia Soares. Foram pais de Egas.
 
Do matrimónio de Egas Moniz com Doroteia Odoriz, filha de Odorio Espinhel, Sr. de Roças, nasceu Mónio (Felgueiras Gaio, 1678).
 
Mónio Viegas, referenciado entre 1092 e 1128, foi governador de Arouca e o pai de Mem.
 
Mem Moniz de Ganderei casou com Cristina Gonçalves. Chefiou a ala esquerda na batalha de Ourique (1139) e foi o que, com os filhos, rompeu à machadada as portas de Santarém. Daí o apelido de Machado adoptado pelos descendentes.
 
Pedro Mendes de Ganderei, que sucedeu ao pai no senhorio da Quinta de Ganderei, casou com Elvira Martins de Nomães e com outra Elvira Martins, filha de Martim Fernandes de Riba-Vizela, de quem teve Martim.
 
Martim Pires Machado, o primeiro do apelido, era vivo em 1249. Casou com Maria Pires Moniz, filha de Pedro Moniz e neta de D. Sancho I e Maria Moniz, a qual era irmã do Martim Moniz (D. Pedro Conde de Barcelos, 1344) entalado nas portas de Lisboa (1147) quando da reconquista.
 
Encontra-se nas Actas de Vereação de Loulé (1493) o escudeiro Pedro Martins Machado.
 
Muitos louletanos descendem de Leonor Machada, amante de Lopo Fernandes da Ponte, Padre de Loulé (1570-1590), preso pela Inquisição entre 1583 e 1585.
 
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