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A junta militar liderada por Barre que chegou ao poder após um [[golpe de Estado]], tratou de adaptar o [[socialismo científico]] às necessidades da Somália. Baseou-se fortemente nas tradições da [[República Popular da China|China]]. Promoveu o [[trabalho voluntário]] na agricultura e a construção de estradas e hospitais. Quase toda a indústria, bancos e empresas foram nacionalizadas. [[Cooperativas agrárias]] foram incentivadas. O governo proibiu o clanismo e destacou a lealdade às [[centralismo|autoridades centrais]]. Um nova escrita totalmente nova para a língua somali foi introduzida. Para espalhar a nova linguagem, os métodos e a mensagem da revolução, as escolas secundárias foram fechadas em [[1974]] e 25.000 alunos entre 14 a 16 anos de idade e um adicional de 3.000 empregados do serviço militar e civil foram enviados para as zonas rurais para educar seus parentes nômades. <ref name="apostolopoulos">{{Citation|title=The Sociology of Tourism |author=Yiorgos Apostolopoulos|pages=41}}</ref>
 
A Somália, vítima da [[Guerra Fria]] devido a sua localização estratégica pela passagem do [[Mar Vermelho]], suscitou o interesses das [[superpotência]]s, os [[Estados Unidos]] e a [[União Soviética]]. O Governo Barre inclinou-se em primeiro lugar para os soviéticos, que o ajudouajudaram financeiramente até [[1977]]. Os Estados Unidos, se aproveitando a ruptura somali com a União Soviética, passaram a apoiouapoiar o regime de Barre, ajudouajudando oso somalisgoverno somali a enfrentar a [[Etiópia]] na [[Guerra de Ogaden]], esta última apoiada pelos soviéticos.
 
Em [[1980]], os clãs passaram a exigir mais autonomia, particularmente nas regiões do norte do país (que inclui a antiga [[Somalilândia britânica]]). Barre enviou tropas para controlar os grupos pró-independência mediante a forte repressão, sem sucesso; porque em [[1991]], as milícias rebeldes foram capazes de penetrar em [[Mogadíscio]] que posteriormente foi capturada e pôs fim não só ao seu governo, mas também a integração de seu próprio estado que se desmembrou em diferentes setores controlados pelos líderes dos clãs e o surgimento de novas repúblicas não reconhecidas internacionalmente como a [[Somalilândia]], entre outras. Desde então, os restos territoriais da Somália são controlados pelos "[[senhor da guerra|senhores da guerra]]" agrupados em clãs e pelo [[direito consuetudinário]] dos clãs, deixando o país numa [[anarquia na Somália|situação de total anarquia]], sem um governo efetivo. Ele ainda foi um representante do comunismo islâmico no [[África|continente africano]].<ref name="Pjdlfw">Peter John de la Fosse Wiles, ''The New Communist Third World: an essay in political economy'', (Taylor & Francis: 1982), p.279.</ref>