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== Definição ==
O principal problema na definição do que é arte é o fato de que esta definição varia com o tempo e de acordo com as várias culturas[[cultura]]s humanas. Devemos, pois, ter em mente que a própria definição de arte é uma construção cultural variável e sem significado constante. Muito do que hoje uma cultura ou grupo chama de arte não era ou não é considerado como tal por culturas ou grupos diferentes daqueles onde foi produzida, e até numa mesma época e numa mesma cultura pode haver múltiplas acepções do que é arte. As sociedades pré-industriais em geral não possuem ou possuíam sequer um termo para designar arte.<ref name="Dissanayake">Dissanayake, Ellen. ''What is art for?'' University of Washington Press, 1990, pp. 34-39</ref> Numa visão muito simplificada, a arte está ligada principalmente a um ou mais dos seguintes aspectos:<ref name="Dissanayake"/>
 
* a manifestação de alguma habilidade especial,
* a criação artificial de algo pelo ser humano;
* o desencadeamento de algum tipo de resposta no ser humano, como o senso de [[prazer]] ou [[beleza]];
* a apresentação de algum tipo de ordem, padrão ou [[harmonia]];
* a transmissão de um senso de novidade e ineditismo;
* a expressão da realidade interior do criador;
* a comunicação de algo sob a forma de uma linguagem especial;
* a noção de valor e importância;
* a excitação da [[imaginação]] e a [[Fantasia (psicologia)|fantasia]];
* a indução ou comunicação de uma experiência-pico;
* coisas que possuam reconhecidamente um sentido;
* coisas que deem uma resposta a um dado problema.
 
Ao mesmo tempo, mesmo que uma dada atividade seja considerada arte de modo geral, há muita inconsistência e [[subjetividade]] na aplicação do termo. Por exemplo, é hábito, entre os [[ocidente|ocidentais]], chamar de arte o [[canto]] [[ópera|operístico]], mas cantar despreocupadamente enquanto trabalhamos muitas vezes não é tido como arte. Pode haver, assim, uma série de outros parâmetros que as culturas empregam para separar o que consideram arte do que não consideram.<ref name="Dissanayake"/>
 
Mesmo que se possa, em tese, estabelecer parâmetros gerais válidos [[consenso|consensualmente]], a análise de cada caso pode ser extraordinariamente complexa e inconsistente. Num contexto geográfico, se a cultura ocidental chama de arte a ópera, possivelmente uma cultura não ocidental poderia considerar aquele tipo de canto muito estranho. Na perspectiva [[história|histórica]], muitas vezes um objeto considerado artístico em uma determinada época pode ser considerado não- artístico em outra.<ref name="Dissanayake"/>
 
=== História do conceito ===
No ocidente, um conceito geral de arte, ou seja, aquilo que teriam em comum coisas tão distintas como, por exemplo, um [[madrigal]] [[renascentista]], uma [[catedral]] [[Arquitetura gótica|gótica]], a [[poesia]] de [[Homero]], os [[auto]]s de mistério medievais, um [[retábulo]] [[barroco]], só começou a se formar em meados do século XVIII, embora a palavra já estivesse em uso há séculos para designar qualquer habilidade especial.<ref>Guignon, Charles. "Meaning in the Work of Art: a hermeneutic perspective". In: French, Peter A. e Wettstein, Howard K. ''Meaning in the arts''. Wiley-Blackwell, 2003, pp. 26-27</ref>
 
Na [[Antiguidade clássica]], uma das principais bases da civilização ocidental e a primeira cultura que refletiu sobre o tema, considerava-se arte qualquer atividade que envolvesse uma habilidade especial: habilidade para construir um barco, para comandar um exército, para convencer o público em um [[discurso]], em suma, qualquer atividade que se baseasse em regras definidas e que fosse sujeita a um aprendizado e desenvolvimento [[técnica|técnico]]. Em contraste, a poesia, por exemplo, não era tida como arte, pois era considerada fruto de uma [[Inspiração artística|inspiração]].<ref>Tatarkiewicz, Władysław. ''Historia de la estética I. La estética antigua''. Madrid: Akal, 2002, p. 39</ref> [[Platão]] definiu arte como uma capacidade de fazer coisas de modo [[inteligência|inteligente]] através de um [[aprendizado]], sendo um reflexo da capacidade [[Criatividade|criadora]] do ser humano;<ref>Beardsley, Monroe C. e Hospers, John. ''Estética. Historia y fundamentos''. Madrid: Cátedra, 1990, p. 20.</ref> [[Aristóteles]] a definiu como uma disposição de produzir coisas de forma [[razão|racional]], e [[Quintiliano]] a entendia como aquilo que era baseado em um método e em uma ordem.<ref>Tatarkiewicz (2002), p. 39.</ref> Já [[Cassiodoro]] destacou seu aspecto produtivo e ordenado, assinalando três funções para ela: ensinar, comover e agradar ou dar prazer.<ref>Tatarkiewicz ''Historia de la estética II. La estética medieval''. Madrid: Akal, 1989, vol. II, p. 87-88.</ref>
 
[[Imagem:Michelangelo Buonarroti - Jugement dernier.jpg|thumb|300px180px|''O Juízo Final'', de [[Michelangelo]]: a arte veiculando todo um [[universo]] [[símbolo|simbólico]], tendo um propósito [[educação|educativo]].]]
 
Essa visão atravessou a [[Idade Média]], mas, no [[Renascimento]], iniciou-se uma mudança, separando-se os ofícios produtivos e as ciências[[ciência]]s das artes propriamente ditas, e incluindo-se, pela primeira vez, a poesia no domínio artístico. A mudança foi influenciada pela [[tradução]] para o [[língua italiana|italiano]] da ''[[Poética]]'' de Aristóteles e pela progressiva ascensão social do artista, que buscava um afastamento dos [[artesanato|artesãos]] e artífices e uma aproximação dos [[intelectual|intelectuais]], cientistas e [[filosofia|filósofos]]. O objeto artístico passou a ser considerado tanto fonte de prazer como meio de assinalar distinções sociais de [[poder]], [[riqueza]] e prestígio, incrementando-se o [[mecenato]] e o [[colecionismo]].<ref>Tatarkiewicz (2002), p. 43.</ref> Começaram a aparecer também diversos [[tratado (estudo)|tratados]] sobre as artes, como o ''[[De pictura]]'', ''[[De statua]]'' e ''[[De re aedificatoria]]'', de [[Leon Battista Alberti]], e os ''Comentários'' de [[Lorenzo Ghiberti]]. Ghiberti foi o primeiro a periodizar a [[história da arte]], distinguindo a [[arte clássica]], a [[arte medieval]] e a [[arte renascentista]].<ref>Beardsley e Hospers, p. 44.</ref>
 
O Renascimento e o [[Maneirismo]] assinalam o início da arte moderna. O conceito de [[beleza]] se relativizou, privilegiando-se a visão pessoal e a imaginação do artista em detrimento do conceito mais ou menos unificado e de índole científica do Renascimento. Também se deu valor ao fantástico e ao [[grotesco]]. Para [[Giordano Bruno]], havia tantas artes quantos eram os artistas, introduzindo o conceito de [[originalidade]], pois, para ele, a arte não tem normas, não se aprende e procede da inspiração.<ref>Tatarkiewicz, Władysław. ''Historia de la estética III. La estética moderna 1400-1700''. Madrid: Aka, 1991, vol. III, p. 367-368.</ref>
 
No século XVIII, começou a se consolidar a [[estética]] como um elemento-chave para a definição de arte como hoje a entendemos - a despeito da vagueza e inconsistências do conceito. Até então, toda a arte do ocidente estava indissociavelmente ligada a uma ou mais funções definidas, ou seja, era uma atividade essencialmente utilitária: servia para a transmissão de conhecimento, para a estruturação e decoração de [[ritual|rituais]] e [[festa|festividades]], para a [[invocação]] ou mediação de poderes espirituais ou mágicos, para o embelezamento de edifícios[[edifício]]s, locais e cidades, para a distinção social, para a recordação da história e a preservação de [[tradição|tradições]], para a educação [[moral]], [[civismo|cívica]], [[religião|religiosa]] e cultural, para a consagração e perpetuação de [[valor (ética)|valores]] e ideologias[[ideologia]]s socialmente relevantes, e assim por diante.<ref>Guignon, pp. 27-28</ref>
 
Esta mudança de [[paradigma]] estava ligada a transformações culturais desencadeadas pelo [[cientificismo]] e pelo [[iluminismo]]. Estas correntes de pensamento passaram a defender a tese de que a arte não era uma [[ciência]], não podia descrever com exatidão a realidade, e por isso não poderia ser um veículo adequado para o conhecimento verdadeiro. Não sendo uma ciência, a arte passou para a esfera da [[emoção]], da [[sensorialidade]] e do [[sentimento]]. A própria origem da palavra estética deriva de um termo grego que significa [[sensação]]. Em trabalhos de [[Jean-Baptiste Dubos]], [[Friedrich von Schlegel]], [[Arthur Schopenhauer]], [[Théophile Gautier]] e outros nasceu o conceito de [[arte pela arte]], onde ela tinha um fim em si mesma, despojando-a de toda a sua antiga funcionalidade e utilidade prática e associações com a moral. Ao mesmo tempo em que isso abriu um novo e rico campo filosófico, gerou dificuldades importantes: perdeu-se a capacidade de se entender a arte antiga em seu próprio contexto, onde ela era toda funcional - um testemunho desta tendência é a proliferação de [[museu]]s no século XIX, instituições onde todos os tipos de arte são apresentados fora de seu contexto original -, e criaram-se conceitos inteiramente baseados na subjetividade, tornando cada vez mais difícil encontrar-se pontos objetivos em comum que pudessem ser aplicados a qualquer tipo de arte, tanto para defini-la quanto para valorá-la ou interpretar seu significado. O esteticismo foi um dos elementos teóricos básicos para a emergência do [[Romantismo]], que rejeitou o utilitarismo da arte e deu um valor principal à [[criatividade]], à [[intuição]], à liberdade e à visão individuais do artista, erigindo-o ao status de [[demiurgo]] e [[profeta]] e fomentando com isso o culto do [[Gênio (pessoa)|gênio]]. Por outro lado, o esteticismo ofereceu uma alternativa para a descrição de aspectos do mundo e da vida que não estão ao alcance da ciência e da razão.<ref>Guignon, pp. 28-30</ref><ref>Eco, Umberto. ''Historia de la belleza''. Barcelona: Lumen, 2004, pp. 329-333</ref> [[Charles Baudelaire]] foi um dos primeiros a analisar a relação da arte com o progresso e a era industrial, prefigurando a noção de que não existe beleza absoluta, mas que é relativa e mutável de acordo com os tempos e com as predisposições de cada indivíduo. Acreditava que a arte tinha um componente eterno e imutável - sua alma - e um componente circunstancial e transitório - seu corpo. Este dualismo nada mais do que expressava a dualidade inerente ao homem em seu anelo pelo ideal e seu enfrentamento da realidade concreta.<ref>Bozal, Valeriano et alii. ''Historia de las ideas estéticas y de las teorías artísticas contemporáneas''. Madrid: Visor, 2000, vol. I, p. 324-329.</ref>
[[Imagem:Malevich.black-square.jpg|thumb|esquerda|[[Kazimir Malevich]]: ''Quadrado negro sobre fundo branco'', uma das obras paradigmáticas da escola abstrata]]
 
Em que pese a grande influência do esteticismo, cujo corolário apareceria no início do século XX na forma do [[abstracionismo]], uma apoteose do individualismo artístico,<ref>Eco, p. 415-417.</ref> houve correntes que o combateram. [[Hippolyte Taine]] elaborou uma teoria de que a arte tem um fundamento [[sociologia|sociológico]], aplicando-lhe um [[determinismo]] baseado na raça, no contexto social e na época. Reivindicou para a estética um caráter científico, com pressupostos racionais e empíricos. [[Jean Marie Guyau]] apresentou uma perspectiva [[evolucionista]], afirmando que a arte está na vida e evolui com ela, e assim como a vida se organiza em sociedades, a arte deve ser um reflexo da sociedade que a produz.<ref>Givone, Sergio. ''Historia de la estética''. Madrid: Tecnos, 2001, p. 102-104.</ref> A estética sociológica teve associações com os movimentos políticos de esquerda, especialmente o [[socialismo utópico]], defendendo para a arte o retorno a uma função social, contribuindo para o desenvolvimento das sociedades e da fraternidade humana, como se percebe nos trabalhos de [[Henri de Saint-Simon]], [[Lev Tolstoi]] e [[Pierre Joseph Proudhon]], entre outros. [[John Ruskin]] e [[William Morris]] denunciaram a banalização da arte causada pelo esteticismo e pela sociedade industrial, e defenderam a volta ao sistema corporativo e artesanal medieval.<ref>Givone (2001), p. 112-113.</ref><ref>Beardsley e Hospers, p. 73.</ref>
 
Na mesma época, a arte começou a ser estudada sob o ponto de vista [[psicologia|psicológico]] e [[semiótica|semiótico]] através da contribuição de [[Sigmund Freud]]. Ele declarou que a arte poderia ser uma forma de representação de [[desejo]]s e de [[Mecanismo de defesa|sublimação]] de [[Pulsão|pulsões]] [[Irracionalidade|irracionais]] [[Recalque (psicanálise)|reprimidas]]. Disse que o artista era um [[narcisismo|narcisista]], e que as obras de arte podiam ser analisadas da mesma forma que os [[sonho]]s, os [[símbolo]]s e as [[doença mental|doenças mentais]]. Continuou nessa linha seu discípulo [[Carl Jung]], que introduziu o conceito de [[arquétipo]] na análise artística.<ref>Givone (2001), p. 108-111.</ref> Outra novidade foi introduzida por [[Wilhelm Dilthey]], considerando arte e [[vida]] serem uma unidade. Prefigurando a [[arte contemporânea]], reconheceu a importância da reação do público na definição do que é um objeto artístico, o que instaurava uma espécie de anarquia do gosto, inaugurando a estética cultural. Reconheceu também que a época assinalava uma mudança social e uma nova interpretação da realidade. Ao artista, caberia intensificar nossa [[visão de mundo]] em uma obra coerente e significativa.<ref>Bozal (2000), vol. I, p. 379-380.</ref>
 
Na primeira metade do século XX, conceitos inovadores foram introduzidos pela [[Escola de Frankfurt]], destacando-se [[Walter Benjamin]] e [[Theodor Adorno]], estudando os efeitos da [[industrialização]], da [[tecnologia]] e da [[cultura de massa]] sobre a arte. Benjamin analisou a perda da [[Aura (arte)|aura]] do objeto artístico na sociedade contemporânea, e Adorno refletiu que a arte não é um reflexo mecânico da sociedade que a produz, pois a arte expressa o que não existe e indica a possibilidade de transformação e [[Transcendência (filosofia)|transcendência]]. Representante do [[pragmatismo]], [[John Dewey]] definiu a arte como "a culminação da natureza", defendendo que a base da estética é a experiência sensorial. A atividade artística seria uma consequência da atividade natural do ser humano, cuja forma organizativa depende dos condicionamentos ambientais em que se desenvolve. Assim, arte seria o mesmo que "expressão", onde fins e meios se fundem em una experiência agradável. Já [[Ortega y Gasset]] apontou o caráter elitista e a desumanização da arte de [[vanguarda]], devido ao seu [[hermetismo]], ao repúdio da imitação da natureza e à perda da perspectiva histórica. Na escola [[semiótica]], [[Luigi Pareyson]] elaborou uma estética [[hermenêutica]], onde arte é a interpretação da [[verdade]]. Para ele, a arte é "formativa", ou seja, expressa uma forma de fazer que ao mesmo tempo inventa sua própria [[linguagem]] e seus meios. Assim a arte não seria o resultado de um projeto predeterminado, mas simplesmente encontraria o resultado no processo de fazer. Pareyson influenciou a chamada [[Escola de Turim]], que desenvolveu o conceito [[ontológico]] de arte. [[Umberto Eco]], seu maior expoente, afirmou que a obra de arte só existe em sua interpretação, na abertura de múltiplos significados que pode ter para o espectador.<ref>Givone, p. 122-230</ref>
[[Imagem:Fontaine Duchamp.jpg|thumb|180px|esquerda|''A fonte'', de [[Marcel Duchamp]], originalmente um [[urinol]]: um exemplo da transformação contemporânea do conceito de arte.]]
 
Chegando-se aos meados do século XX, o assunto se tornou tão complexo, volátil e subjetivo que muitos estudiosos abandonaram de todo a ideia de que a definição do que é arte é de alguma forma possível. A título de exemplo, cite-se algumas opiniões: [[Morris Weitz]] declarou que "o próprio caráter aventuroso e expansivo da arte, suas constantes mutações e novidades, torna ilógico que estabeleçamos qualquer conjunto de propriedades definidas". [[Robert Rosenblum]] disse que "hoje em dia a ideia de definirmos arte é tão remota que não acredito que alguém teria coragem de fazê-lo", e [[Wladyslaw Tatarkiewicz]] afirmou que "nosso século chegou à conclusão de que conseguirmos uma definição abrangente do que é arte é não apenas algo dificílimo, como impossível". Essas visões, porém, não impediram que outros críticos lançassem opiniões diferentes, crendo ser possível uma definição. Alguns delas contornaram o problema central da definição propriamente dita, e estabeleceram parâmetros externos para definir o fato artístico, recorrendo à consagração institucional, à autoridade, ou à resposta do público ou de pessoas consideradas peritas. Um exemplo é a definição de [[George Dickie]]: "um objeto artístico é em primeiro lugar um artefato, e em segundo, é um conjunto de aspectos que legitimou sua proposta de merecer atenção especial de alguma pessoa ou pessoas agindo em nome de alguma instituição social". Às vezes se recorre à sua localização e ao contexto cultural, como na declaração de [[Thomas McEvilley]], dizendo que "é arte o que está num museu... Parece bem claro que hoje em dia mais ou menos qualquer coisa pode ser chamada de arte. A questão é: ela foi chamada de arte pelo 'sistema de arte'? Em nosso século, isso é tudo o que é preciso para definir arte". Na mesma linha de ideias, [[Robert Hughes (crítico)|Robert Hughes]] disse que algo é arte "se foi criado com o fim expresso de ser considerado como tal e foi colocado em um contexto em que é visto como tal".<ref>Torres, Louis e Kamhi, Michelle Marder. ''What art is: the esthetic theory of Ayn Rand''. Open Court Publishing, 2000, pp. 94-100</ref> Segundo a definição da ''[[Encyclopædia Britannica]]'', arte é aquilo que é criado deliberadamente pelo homem como uma expressão de habilidade ou da imaginação.<ref name=brit>[http://www.britannica.com/EBchecked/topic/630806/art/ "Art"]. In: ''Encyclopædia Britannica Online''. Web. 23 de Fevereiro de 2012</ref>