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== Psicologia da arte ==
[[Imagem:VanGogh-self-portrait-with bandaged ear.jpg|thumb|180px|esquerda|''[[Autorretrato com a orelhaOrelha cortadaCortada]]'' (1889), de [[Vincent van Gogh]]. A [[psicanálise]] permite compreender certos aspectos da [[personalidade]] do artista.]]
 
A [[psicologia da arte]] é a ciência que estuda os fenômenos da criação e apreciação artística desde uma perspectiva [[psicologia|psicológica]]. A arte é, como manifestação da atividade humana, suscetível a ser analisada de forma psicológica, estudando os diversos processos mentais e culturais que ocorrem durante a criação da arte, tanto em sua criação como em sua recepção por parte do público. Por outro lado, como fenômeno da conduta humana, pode servir como base de análise da [[consciência]] humana, sendo, a percepção estética, um fator distintivo do ser humano como [[espécie]], que o diferencia dos [[animal|animais]]. A psicologia da arte é uma ciência [[interdisciplinaridade|interdisciplinar]], que deve recorrer fortemente a outras disciplinas científicas para poder efetuar sua análise, desde - logicamente - a [[história da arte]], até a [[filosofia]] e a [[estética]], passando pela [[sociologia]], [[antropologia]], [[neurobiologia]], etc. Também está estritamente conectada com o resto dos ramos da psicologia, desde a [[psicoanálisepsicanálise]] até a [[psicologia cognitiva]], [[Psicologia evolucionista|evolutiva]] ou [[psicologia social|social]], passando pela [[psicobiologia]] e os estudos de personalidade.
 
Assim mesmo, aA nível [[fisiologia|fisiológico]], a psicologia da arte estuda os processos básicos da atividade humana - como a [[percepção]], a [[emoção]] e a [[memória humana|memória]]-, assim como as funções superiores do [[pensamento]] e da [[linguagem]]. Entre seus objetos de estudo, se encontram tanto a percepção de [[cor]] (recepção [[retina|retiniana]] e processamento do [[córtex cerebral|córtex]]) e a análise da forma, como os estudos sobre a criatividade, capacidades cognitivas ([[símbolo]]s, [[ícone (semiótica)|ícones]]s), e a [[Arte terapia|arte como [[terapia]]. Para o desenvolvimento dessa disciplina foram essenciais as contribuições de [[Sigmund Freud]], [[Gustav Fechner]], a [[Gestalt|escola de ''Gestalt'']] (dentro da qual se destacam os trabalhos de [[Rudolf Arnheim]]), [[Lev Vygotski]], [[Howard Gardner]] etc.<ref>Marty (1999), p. 13-14.</ref>
 
Uma das principais correntes da psicologia da arte tem sido a Escola de ''Gestalt'', que afirma que estamos condicionados pela nossa cultura -em sentido antropológico-, e que a cultura condiciona nossa percepção. Toma, como ponto de partepartida, a obra de [[Karl Popper]], que afirma que, na apreciação estética, há um pouco de insegurança (gosto), que não tem base científica e não se pode generalizar; levamos uma ideia preconcebida ("hipótese prévia"), que faz com que encontremos, no objeto, o que buscamos. Segundo a ''Gestalt'', a mente configura, através de certas leis, os elementos que chegam a ela através dos canais sensoriais (percepção) ou da memória (pensamento, inteligência e resolução de problemas). Em nossa experiência do [[meio ambiente]], esta configuração tem um caráter primário sobre os elementos que a compõem, e a soma desses últimos por si próprios não poderia nos levar, portanto, aà compreensão do funcionamento mental.
 
Se fundamentam na noção de estrutura, entendida como um todo significativo de relações entre estímulos e respostas, e tentam entender os fenômenos em sua totalidade, sem esperar os elementos do conjunto, que formam uma estrutura integrada fora da qual esses elementos não teriam significado. Seus principais expoentes foram Rudolf Arnheim, [[Max Wertheimer]], [[Wolfgang Köhler]], [[Kurt Koffka]] e [[Kurt Lewin]].<ref>{{citar web|url = http://psicologia.laguia2000.com/general/la-psicologia-de-la-gestalt|título = La Psicología de la Gestalt|acessodata =15 de março de 2009}}</ref>