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Também chamada de Congo, nasceu entre as irmandades de negros em Portugal, no século XV, recordando as festas que homenageavam a realeza africana, absorvendo também traços católicos. Trazida para o Brasil, teve ampla difusão, mas a festa se fortaleceu na região das [[Minas Gerais]] no século XVIII, quando da chegada, capturados como escravos, de membros da realeza congolense, que aglutinaram os negros em torno a si dentro da moldura das irmandades católicas. É uma festa de apoteose e redenção, encenando a coroação do Rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas, levantamento de mastros e música. São utilizados instrumentos musicais tipicamente africanos, como a [[cuíca]], a [[caixa]], o [[pandeiro]], o [[reco-reco]], que sustentam a [[batucada]]. Na celebração dos santos associados, frequentemente [[São Benedito]] e [[Nossa Senhora do Rosário]], a aclamação é animada através de danças, e há uma hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. O resto do povo é dividido em grupos de número variável, chamados ternos: Moçambiques, Catupés, Marujos, Congos, Vilões e outros. Cada terno desempenha uma função ritual própria na festa e no cortejo.<ref>Gabarra, Larissa Oliveira. ''Congado: A Festa do Batuque''. IN ''Caderno Virtual de Turismo'', Vol. 3, N° 2, 2003</ref>
 
==== FarraFarras do boi e Cavalhadascavalhadas ====
{{AP|Farra do boi|Cavalhadas}}
Suas muitas variantes, que florescem por grande parte do Brasil, são em essência teatralizações dramáticas que envolvem um ou mais animais, respectivamente bois e cavalos. Às vezes o animal é real, como nos [[rodeio]]s, e a festa se centraconcentra em torno da doma da besta, simbolizando o domínio do ser bruto pelo homem pensante e sendo uma prova de coragem e habilidade; ou, no caso mais comum do cavalo, se presta a corridas e outros exercícios montados, em exibições de destreza e arte;. àsÀs vezes o animal é um personagem criado, uma estilização, como no caso do [[Boi-bumbá]], com os conhecidos bois-ícones do [[Festival de Parintins]], chamados Garantido e Caprichoso, representantes de grêmios rivais. A representação é dramática porque o boi é às vezes um mártir, transfigurado pela sua ressurreição, a exemplo da festa do [[Boi Calumba]], ligada ao ciclo do Natal, ou acontece uma luta, ou ele escapa da morte por um triz, novamente características do Bumbá. Às vezes as cavalhadas reencenam as lutas entre mouros e cristãos e os torneios medievais, com trajes apropriados, como no caso das [[Cavalhadas de Pirenópolis]], hoje tombadas pelo [[IPHAN]] como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Também é comum a inserção de trechos satíricos na narrativa encenada.<ref>[http://books.google.com/books?id=WA9vLY2AKX0C&pg=PA58&dq=%22festas+folcl%C3%B3ricas%22&hl=pt-BR&ei=3BlTTfy1J4HrgQefwczTCA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=%22festas%20folcl%C3%B3ricas%22&f=false Faleiro, p. 219]</ref><ref>[http://www.brazilsite.com.br/teatro/teat02a.htm ''Bumba Meu Boi'']. Brasil Site, Gen Produções Culturais Ltda. 2011</ref><ref>[http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL466094-5598,00-ENCENACAO+DE+BATALHA+ENTRE+CRISTAOS+E+MOUROS+E+TRADICAO+EM+GO.html ''Encenação de batalha entre cristãos e mouros é tradição em GO'']. Globo, 12/05/08 - 09h58</ref>
 
==== Folia de Reis ====