Diferenças entre edições de "Australopithecus"

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As descobertas recentes de outros [[fóssil|fósseis]] de hominídeos, mais antigos que o ''A. africanus'' e que, contudo, parecem pertencer ao género ''Homo'', colocaram em dúvida aquela teoria: ou o género ''Homo'' se separou do ''Australopithecus'' anteriormente do que se pensava (o ancestral comum mais antigo que se conhece pode ser o ''A. afarensis'' ou outro ainda mais antigo), ou então ambos se desenvolveram independentemente a partir dum outro ancestral comum, ainda desconhecido.
 
Os australopitecíneos parecem ter aparecido há cerca de 3,9 milhões de anos. Os [[cérebro]]s da maior parte das espécies de ''Australopithecus'' conhecidas eram sensivelmente 35 % menores que o do [[Homo sapiens]] e os próprios animais tinham pequeno tamanho, geralmente não mais de 1,2 m de altura. Em diversas espécies é considerável o grau de dimorfismo sexual, machos sendo maiores que as fêmeas. Os seres humanos modernos não parecem exibir o mesmo grau de dimorfismo sexual que os Australopithecus tinham. Em populações modernas, os machos são, em média, apenas 15% maiores que as fêmeas, enquanto que nos Australopithecus, os machos poderiam ser até 50% maiores que as fêmeas. Além disso, modelos termorreguladores sugerem que as espécies de ''Australopithecus'' eram completamente cobertas de cabelopelo, mais como [[chimpanzé]]s e [[bonobo]]s, ao contrário dos humanos moderno. O nome significa “macaco austral”.
 
O registro fóssil parece indicar que o género ''Australopithecus'' é o ancestral comum do grupo de hominídeos distintos reconhecidos nos géneros ''[[Paranthropus]]'' e ''Homo''. Ambos géneros eram formados por seres mais avançados no seu comportamento e hábitos que os ''Australopithecus'', sendo que estes eram praticamente tão [[inteligente]]s quanto os [[chimpanzé]]s. Contudo, apenas os representantes do género ''Homo'' viriam a desenvolver a [[linguagem]] e a aprender a controlar o [[fogo]].
 
A reconstrução do comportamento social de espécies fósseis extintas é difícil, mas a estrutura social dos ''Australopithecus'' seria provavelmente comparável à dos macacos modernos, dada a diferença média de tamanho corporal entre machos e fêmeas ([[dimorfismo sexual]]). Os machos eram substancialmente maiores que as fêmeas. Se as observações sobre a relação entre o [[dimorfismo sexual em primatas|dimorfismo sexual e a estrutura do grupo social dos macacos modernos]] forem aplicadas aos ''Australopithecus'', essas criaturas provavelmente viviam em pequenos grupos familiares contendo um macho dominante e várias fêmeas reprodutoras ([[poligamia]]), talvez com a presença de machos submissos aos dominantes. {{sfn|Wood|1994|p=239}}. OutrosUm estudosestudo mostraramde 2011 que poderiautilizou haverrazões umade sobreposição substancialisótopos de tamanho[[estrôncio] entre machos e fêmeas. <ref>{{Cite journal| last=Reno| first=Philip L.| last2=Lovejoy| first2=C. Owen| date=2015-04-28| title=From Lucy to Kadanuumuu: balanced analyses of Australopithecus afarensis assemblages confirm only moderate skeletal dimorphism| url=https://peerj.com/articles/925/| journal=PeerJ| language=en| volume=3|doi=10.7717/peerj.925|issn=2167-8359|pmc=4419524|pmid=25945314}}</ref> Isto, juntamente com a redução dosem dentes caninos, tem sido argumentadofossilizados paratambém sugerirsugeriu que oscerca Australopithecusde machos2 e fêmeas eram monogâmicos (ou pelo menos algumas espécies; cabe frisar que "monogamia" não implica em fidelidade sexual). <ref>{{Cite journal| last=Lovejoy|first=C. Owen|date=2009-10-02| title=Reexamining human origins in light of Ardipithecus ramidus| journal=Science |volume=326|issue=5949|pages=74e1–8|issn=1095-9203|pmid=19810200|bibcode=2009Sci...326...74L|doi=10.1126/science.1175834}}</ref> Os machos podem ter se envolvido no comportamentomilhões de provisãoanos (queatrás, podeentre teros iniciadogrupos com seus antepassados ''[[ArdipithecusAustralopithecus]]''), e' a[[Paranthropus]] necessidadeno desul levarda comida paraÁfrica, as fêmeas pode ter levado à evolução do bipedalismo. O dimorfismo sexual então começoutendiam a diminuir.se Porémestabelecer estudosmais sugeremlonge queda osua dimorfismoregião sexualde alcançou níveis humanos modernos somente no temponascimento do [[Homoque erectus]]os 0,5 a 2 milhões de anos atrás.machos <ref name="Arsuaga,Carretero,Lorenzo,Gracia,Martinez,BermudezdeCastro,Carbonell,1997CavewomenBBC2011">{{citecitar journalnotícia | last1 primeiro= ArsuagaNeil | first1 último= J.L.Bowdler | last2 url= Carretero | first2 = Jhttp://www.Mbbc. | last3 = Lorenzo | first3 = Cco.uk/news/science-environment-13609260 | last4 título=Ancient Graciacave |women first4'left =childhood A.homes' | last5 data=2 Martínez |de first5 = I. | last6 =Junho de Castro | first62011}}</ref><ref name="Copeland2011">{{citar Bermúdez periódico| last7 título=Strontium Carbonellisotope |evidence first7for =landscape E.use |by yearearly =hominins 1997 | title vauthors=Copeland SizeSR, variation in Middle Pleistocene humansetal | url volume=474 | journal ano= Science2011 | volume páginas= 27776–78 | issue periódico=Nature | pages = 1086–1088 | doi=10.11261038/sciencenature10149 |url=http://www.277nature.5329com/doifinder/10.10861038/nature10149 |pmid=21637256}}</ref>.
 
 
Outros estudos mostraram que poderia haver uma sobreposição substancial de tamanho entre machos e fêmeas. <ref>{{Cite journal| last=Reno| first=Philip L.| last2=Lovejoy| first2=C. Owen| date=2015-04-28| title=From Lucy to Kadanuumuu: balanced analyses of Australopithecus afarensis assemblages confirm only moderate skeletal dimorphism| url=https://peerj.com/articles/925/| journal=PeerJ| language=en| volume=3|doi=10.7717/peerj.925|issn=2167-8359|pmc=4419524|pmid=25945314}}</ref> Isto, juntamente com a redução dos dentes caninos, tem sido argumentado para sugerir que os Australopithecus machos e fêmeas eram monogâmicos (ou pelo menos algumas espécies; cabe frisar que "monogamia" não implica em fidelidade sexual). <ref>{{Cite journal| last=Lovejoy|first=C. Owen|date=2009-10-02| title=Reexamining human origins in light of Ardipithecus ramidus| journal=Science |volume=326|issue=5949|pages=74e1–8|issn=1095-9203|pmid=19810200|bibcode=2009Sci...326...74L|doi=10.1126/science.1175834}}</ref> Os machos podem ter se envolvido no comportamento de provisão (que pode ter iniciado com seus antepassados ''[[Ardipithecus]]''), e a necessidade de levar comida para as fêmeas pode ter levado à evolução do bipedalismo. O dimorfismo sexual então começou a diminuir. Porém estudos sugerem que o dimorfismo sexual alcançou níveis humanos modernos somente no tempo do [[Homo erectus]] 0,5 a 2 milhões de anos atrás. <ref name="Arsuaga,Carretero,Lorenzo,Gracia,Martinez,BermudezdeCastro,Carbonell,1997">{{cite journal | last1 = Arsuaga | first1 = J.L. | last2 = Carretero | first2 = J.M. | last3 = Lorenzo | first3 = C. | last4 = Gracia | first4 = A. | last5 = Martínez | first5 = I. | last6 = de Castro | first6 = Bermúdez | last7 = Carbonell | first7 = E. | year = 1997 | title = Size variation in Middle Pleistocene humans | url = | journal = Science | volume = 277 | issue = | pages = 1086–1088 | doi=10.1126/science.277.5329.1086}}</ref>.
 
Apesar de haver diferenças de opinião a respeito das espécies ''aethiopicus, boisei'' e ''robustus'' deverem ser incluídas no género ''Australopithecus'', o consenso actual na comunidade científica é de que eles devem ser colocados no género ''Paranthropus'', que se pensa ter-se desenvolvido a partir do ancestral ''Australopithecus''. ''Paranthropus'', que é mais maciço e robusto e também [[morfologia (biologia)|morfologicamente]] diferente dos ''Australopithecus'', com a sua [[fisiologia]] especializada, deve ter tido um comportamento bastante diferente do seu ancestral.
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