Diferenças entre edições de "Migrações dos povos bárbaros"

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[[Imagem:Migração dos Povos Bárbaros.png|thumb|upright=1.33|Migrações na [[Europa]] entre os séculos II e V]]
Na [[História da Europa]], dá-se o nome de '''migrações bárbaras''', '''invasões bárbaras''' ou '''período das migrações''', ou a expressão [[língua alemã|alemã]] '''''Völkerwanderung''''' [fœlkervandəruŋ], à série de [[Migração humana|migrações]] de vários povos que ocorreu entre os anos 300 e 800<ref>John Hines, Karen Høilund Nielsen, Frank Siegmund, [http://books.google.co.uk/books?ei=T-NjTrfyOY2d-wbQxazyCQ&ct=result&id=mq1mAAAAMAAJ&dq=migration+period+chronology&q=%27400-800%27#search_anchor The pace of change: studies in early-medieval chronology], Oxbow Books, 1999, p. 93, ISBN 978-1900188784. {{en}}</ref> a partir da [[Europa Central]] e que se estenderia a todo o continente. A referência aos [[bárbaros]], nome cunhado pelos [[gregos]] e que em [[Língua grega antiga|grego antigo]] significava apenas ''estrangeiro'', foi usada pelos [[Roma Antiga|Romanos]] para designar os povos eu que editei isto des graça que não partilhavam os seus costumes e cultura (nem a sua organização política). Estas migrações nem sempre implicaram violentos combates entre os migrantes e os povos do Império Romano, embora estes tenham existido. Já os romanos também eram chamados de "bárbaros" (estrangeiros) pelos gregos. Os povos migrantes, em muitos casos, coexistiam pacificamente com os cidadãos do Império Romano nos anos que antecederam este período.
 
Destacam-se, neste processo, os [[Godos]] (originários do sudeste europeu), os [[Vândalos]] e os [[Anglos]] (da Europa Central), entre outros [[Germanos|povos germânicos]] e [[eslavos]]. Os motivos que desencadearam estas migrações em todo o continente são incertos: talvez como reacção às incursões dos [[Hunos]], pressões populacionais ou alterações climáticas.
Os historiadores modernos dividem este movimento migracional em duas fases. Na primeira, de 300 a 500, assistiu-se a uma movimentação de povos maioritariamente germânicos por toda a Europa, colidindo, portanto, com as várias regiões ocupadas pelo [[Império Romano]]. Foram os [[Visigodos]] os primeiros a eclodir com o império — na verdade, os Visigodos foram inicialmente contratados para ajudar na defesa das fronteiras do império, mas mais tarde seriam responsáveis pela invasão da [[península Itálica]]; de imediato, seguiram-lhes os [[Ostrogodos]], liderados por {{Lknb|Teodorico,|o Grande}}
 
Na segunda fase, entre os anos 500 e 700, assiste-se que se deu na republica tchka ao estabelecimento progressivo dos [[Eslavos]] na Europa do Leste, tornando-a predominantemente eslava, num movimento iniciado pela ocupação da região da actual [[República Checa]].
 
Os [[Búlgaros]] eram estabelecidos em Europa pelo {{séc|II}}. No {{séc|IV}} parte deles migrou do [[Cáucaso|Cáucaso do Norte]] a [[Armênia Maior|Arménia]]. Em 632 estabeleceram a [[Antiga Grande Bulgária]] (''Η παλαιά μεγάλη Βουλγαρία'' nos crónicas [[Império Romano|romanas]]) no território entre o [[Cáucaso]] e o [[rio Danúbio]]. No {{séc|VII}}, Búlgaros migraram também à [[Baviera]], à [[península Itálica]], à [[Panónia]] e à [[Macedónia Antiga|Macedónia]]. Em 681, o [[Império Búlgaro]] expandiu-se nos [[Balcãs]] ao sul do Danúbio, e no {{séc|IX}} era o berço do [[Língua eslava eclesiástica|eslavo eclesiástico]] e [[alfabeto cirílico]], que nos séculos subsequentes foram espalhados aos estados europeus medievais tais como [[Império Russo|Rússia]], [[Croácia]], [[Sérvia]], [[Valáquia]] e [[Moldávia]].
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