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=== Julgamento e sentença ===
[[Ficheiro:Sentença proferida contra os réus do levante e conjuração de Minas Gerais. Autos da Devassa da Conjuração Mineira.jpg|miniaturadaimagem|esquerda|upright|Sentença proferida contra os réus do levante e conjuração de Minas Gerais, 1792. [[Arquivo Nacional (Brasil)|Arquivo Nacional.]]]]
{{Wikisource|Categoria:Inconfidência Mineira|Autos da Devassa e Sentença de Tiradentes}}
 
Presos, todos os [[inconfidentes]] aguardaram durante três anos pela finalização do processo. Alguns foram condenados à morte e outros ao [[degredo]]; algumas horas depois, por carta de clemência de [[D. Maria I]], todas as sentenças foram alteradas para degredo, à exceção apenas para Tiradentes, que continuou condenado à pena capital, porém não por morte cruel como previam as Ordenações do Reino: Tiradentes foi enforcado.
 
[[Imagem:Execução de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes, no dia 21 de Abril de 1792 (Reconstrucção historica feita sob apontamentos do Sr. Barão Homem de Mello).jpg|thumb|esquerda|300px|Execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, no dia [[21 de abril]] de [[1792]] (Reconstrução histórica feita sob apontamentos do [[Barão Homem de Mello]], publicada na ''[[Revista Illustrada]]'').]]
[[Ficheiro:Sentença proferida contra os réus do levante e conjuração de Minas Gerais. Autos da Devassa da Conjuração Mineira.jpg|miniaturadaimagem|Sentença proferida contra os réus do levante e conjuração de Minas Gerais, 1792. [[Arquivo Nacional (Brasil)|Arquivo Nacional.]]]]
Os réus foram sentenciados pelo [[crime]] de "[[Crime de lesa-majestade|lesa-majestade]]", definida, pelas [[ordenações afonsinas]] e as [[Ordenações Filipinas]], como ''[[Traição|traição contra o rei]]''. Tiradentes foi o único conspirador punido com a morte por ser o inconfidente de posição social mais baixa, haja vista que todos os outros ou eram mais ricos, ou detinham patente militar superior.<ref name="Tiradentes"/><ref>{{citar web|url=http://books.google.com.br/books?id=KH9ilwvHp9AC&pg=PA69&lpg=PA69&dq=lesa+majestade+ordena%C3%A7%C3%B5es+filipinas&source=bl&ots=scvE_HLCDa&sig=53-WLXaYzlz5TXGcX8rkL0vskeA&hl=pt-BR&ei=TtCLS5-yO4aHuAeOpInwCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CBcQ6AEwAw#v=onepage&q=&f=false|título=Ordenações filipinas: livro V|primeiro =Silvia Hunold|último =Lara|data=9 de novembro de 1999|publicado=Companhia das Letras|via=Google Books}}</ref>
 
 
E assim, numa manhã de [[sábado]], 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo. O governo geral tratou de transformar aquela numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local. [[Bóris Fausto]] aponta essa como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidar a população para que não houvesse novas revoltas.
[[Imagem:Execução de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes, no dia 21 de Abril de 1792 (Reconstrucção historica feita sob apontamentos do Sr. Barão Homem de Mello).jpg|thumb|esquerda|300px|Execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, no dia [[21 de abril]] de [[1792]] (Reconstrução histórica feita sob apontamentos do [[Barão Homem de Mello]], publicada na ''[[Revista Illustrada]]'').]]
[[Imagem:Tiradentes escuartejado (Tiradentes supliciado) by Pedro Américo 1893.jpg|thumb|''Tiradentes Esquartejado'', obra de [[Pedro Américo]] (1893; [[Museu Mariano Procópio]]).]]
 
Executado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes. Sua cabeça foi erguida em um poste em [[Vila Rica]], tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de [[Paraíba do Sul]]), [[Varginha do Lourenço]], [[Barbacena (Minas Gerais)|Barbacena]] e [[Conselheiro Lafaiete|Queluz]] (antiga Carijós, atual Conselheiro Lafaiete), lugares onde fizera seus discursos revolucionários. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse.
 
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{{quote2|JUSTIÇA que a [[Maria I de Portugal|Rainha Nossa Senhora]] manda fazer a este infame Réu Joaquim José da Silva Xavier pelo horroroso crime de rebelião e alta traição de que se constituiu chefe, e cabeça na Capitania de Minas Gerais, com a mais escandalosa temeridade contra a Real Soberana e Suprema Autoridade da mesma Senhora, que Deus guarde.
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