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No início da operação, a tripulação do ''Bismarck'' tinha aumentado para 2 221 homens, entre eles a equipe do almirante, 65 pessoas, e oitenta marinheiros que poderiam ser usados para comandar algum navio capturado. Às 2h00min de 19 de maio, o ''Bismarck'' saiu de Gotenhafen e seguiu para os [[estreitos dinamarqueses]]. Às 11h25min ele encontrou com o ''Prinz Eugen'', que havia partido de Cabo Arkona na noite anterior.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|p=63}}</ref> Os dois navios foram escoltados por três [[contratorpedeiro]]s – o ''Hans Lody'', ''Friedrich Eckoldt'' e ''Z23'' – juntos com uma flotilha de [[Navio de guerra de minas|caça-minas]].<ref>{{harvnb|von Müllenheim-Rechberg|1980|p=76}}</ref> A [[Luftwaffe]] deu apoio aéreo durante a viagem por águas alemãs.<ref name=garzke214 >{{harvnb|Garzke & Dulin|1985|p=214}}</ref> Ao meio-dia de [[20 de maio]], Lindemann informou a tripulação sobre a missão. Quase no mesmo momento, um grupo de aviões de reconhecimento suecos encontraram a força tarefa alemã e transmitiram sua posição e composição. Os alemães não os viram.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|p=64}}</ref>
 
Uma hora depois, a flotilha alemã encontrou o [[cruzador]] sueco HSwMS ''Gotland''; a embarcação seguiu os alemães por duas horas em [[KattegatCategate]].<ref name=bercuson65 >{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|p=65}}</ref> O ''Gotland'' transmitiu um relatório para o quartel general, afirmando: "Dois navios grandes, três contratorpedeiros, cinco embarcações de escolta e 10–12 aeronaves passaram por [[Marstrand]], curso 205°/20'."<ref name=garzke214 /> A OKM não estava preocupada sobre o risco de segurança apresentado pelo ''Gotland'', mas Lütjens e Lindemann acreditavam que o segredo operacional havia sido perdido.<ref name=bercuson65 /> O relatório eventualmente chegou ao capitão Henry Denham, um adido britânico na [[Suécia]], que transmitiu a informação para o [[Almirantado Britânico|Almirantado]].<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|pp=66–67}}</ref> Os decodificadores em [[Bletchley Park]], tendo decodificado relatórios sobre o ''Bismarck'' e o ''Prinz Eugen'' lotando suas tripulações e pedindo mais [[Carta náutica|cartas náuticas]], confirmaram que um ataque no Atlântico era iminente. Dois [[Supermarine Spitfire]] foram mandados para a costa norueguesa em busca das duas embarcações.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|p=68}}</ref>
 
O reconhecimento aéreo alemão confirmou que um [[porta-aviões]], três couraçados e quatro cruzadores permaneciam ancorados na base naval britânica em [[Scapa Flow]], que confirmou a Lütjens que os britânicos não sabiam da operação naquele momento. Na manhã de 20 de maio, o ''Bismarck'' e o resto da flotilha chegaram na costa norueguesa; os caça-mina separaram-se enquanto o grupo continuou para norte. Na manhã seguinte, o ''Prinz Eugen'' interceptou um sinal de rádio que ordenava que aviões de reconhecimento britânicos procurassem dois couraçados e três contratorpedeiros indo para norte na costa da [[Noruega]].<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander|2009|p=114}}</ref> Às 7h00min de 21 de maio, os alemães avistaram quatro aeronaves não identificadas. Pouco depois do meio dia, a flotilha chegou em [[Bergen]], ancorando no Grimstadfjord. Lá, as tripulações retiraram a camuflagem báltica e pintaram o tradicional cinza usado por navios alemães em operação no Atlântico.<ref>{{harvnb|von Müllenheim-Rechberg|1980|p=83}}</ref>