Diferenças entre edições de "Imunoglobulina"

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Por vezes é necessário produzir anticorpos específicos. Para injectar um antígeno num [[mamífero]], como um [[rato]], [[ratazana]] ou [[coelho]] requer-se pouca quantidade; já numa [[cabra]], [[ovelha]] ou [[cavalo]] são requeridas grandes quantidades. O [[sangue]] isolado destes animais contém [[anticorpo policlonal|anticorpos policlonais]] (múltiplos anticorpos que se unem ao mesmo antígeno) no soro sanguíneo, ao qual se denomina [[anti-soro]]. Também se podem injectar antígenos na [[gema de ovo]] de [[galinha]] para produzi-los.<ref>{{citar periódico|autor=Tini M, Jewell UR, Camenisch G, Chilov D, Gassmann M|título=Generation and application of chicken egg-yolk antibodies|revista=Comp. Biochem. Physiol., Part a Mol. Integr. Physiol.|volume=131|número=3|páginas=569–74|ano=2002|pmid=11867282}}</ref> Porém, para aplicações analíticas é preciso uma maior especificidade, sobretudo quando se trata de detectar moléculas muito pequenas, assim como quando se usam em aplicações terapêuticas nas quais se deseja bloquear ou detectar marcadores muito específicos. Por isso, a tecnologia dos anticorpos gerou algumas variantes de anticorpos, entre as quais destacam-se as seguintes:
 
===;Anticorpos monoclonais===
Se se desejar obter anticorpos específicos para um único epítopo de um antígeno, isolam-se linfócitos secretores de anticorpos dum animal e imortalizam-se fundindo-os com uma linha celular cancerígena. As células fundidas denominam-se [[hibridoma]]s e continuarão a crescer e a segregar anticorpos no cultivo. Isolam-se as células de hibridoma individuais por meio da [[clonagem por diluçãodiluição]] para gerar clones que produzam todos o mesmo anticorpo. A estes anticorpos denomina-se-lhes o nome de [[anticorpo monoclonal|anticorpos monoclonais]].<ref>{{citar periódico|autor=Cole SP, Campling BG, Atlaw T, Kozbor D, Roder JC|título=Human monoclonal antibodies|revista=Mol. Cell. Biochem.|volume=62|número=2|páginas=109–20|ano=1984|pmid=6087121}}</ref>
Os anticorpos mono e policlonais gerados podem-se purificar utilizando a [[proteína A/G]] ou [[cromatografia de afinidade|cromatografia de afinidade ao antígeno]].<ref>{{citar periódico|autor=Kabir S|título=Immunoglobulin purification by affinity chromatography using protein A mimetic ligands prepared by combinatorial chemical synthesis|revista=Immunol Invest|volume=31|número=3-4|páginas=263–78|ano=2002|pmid=12472184|doi=10.1081/IMM-120016245}}</ref>
 
===;Anticorpos da cadeia leve===
É possível gerar artificialmente um anticorpo que conte apenas com as regiões variáveis da cadeia leve e pesada, unidas por um pequeno [[péptido]] ou um só [[aminoácido]]. Neste caso teremos [[fragmento scFc|anticorpos da cadeia leve]] ou scFv's. Actualmente aplicam-se em técnicas como a citometria de fluxo ou a imunohistoquímica.<ref>{{citar periódico|autor=Lennard, S|título=Standard Protocols for the Construction of scFv Libraries|ano=2001|revista=Springer protocols|volume=|número=|id=DOI 10.1385/1-59259-240-6:059|url=http://www.springerprotocols.com/Abstract/doi/10.1385/1-59259-240-6:059}}</ref>
 
===;Abzimas===
A maioria dos anticorpos diferenciam-se doutras proteínas por não apresentarem catálise [[enzima|enzimática]] na sua função, pelo que tradicionalmente se consideram proteínas de reconhecimento de superfícies moleculares. Porém, na década de 1990 e princípios do século XXI, verificou-se em diversos estudos de imunologia anticorpos com propriedades catalíticas. Tais anticorpos receberam o nome de [[abzima]]s. É possível encontrá-los em baixas quantidades no soro de pessoas saudáveis. Um exemplo da existência das abzimas no corpo humano foi a detecção de abzimas contra o [[ADN]] no [[leite materno]].<ref>{{citar livro|autor=Altria, KD|título=Capillary Electrophoresis Guidebook Principles, Operation, and Applications| página= 226|ano=1996|editora=Humana Press|isbn= 1-59259-538-3}}</ref> Entre outras, estas actividades catalíticas detectadas são a de peptidases inespecíficas e amilolíticas (degradação de amido). Por outro lado, observou-se um aumento no nível de abzimas em [[Doença autoimune|doenças auto-imunes]]. Porém, normalmente fabricam-se de forma artificial gerando anticorpos contra o composto intermediário de uma reacção para a qual se deseja criar uma enzima. Em certas ocasiões podem ter aplicações terapêuticas e industriais.<ref>{{citar periódico|autor=Blackburn, GM y colaboradores:|título=Toward antibody-directed "abzyme" prodrug therapy, ADAPT: carbamate prodrug activation by a catalytic antibody and its in vitro application to human tumor cell killing|ano=1996|revista=[[PNAS]] |volume=93| número=2| url=http://www.pnas.org/content/93/2/799.full.pdf+html}}</ref><ref>{{citar livro|autor=Shiro Kobayashi, Helmut Ritter, David Kaplan|título=Enzyme-Catalyzed Synthesis of Polymers, |páginas= 206|ano=2006|editora=Birkhäuser|isbn= 3-540-29212-8}}</ref>
 
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