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'''Mundo ocidental''', '''civilização ocidental''' ou simplesmente '''Ocidente''' ({{lang-la|''occidens''}} - "[[pôr do sol]], oeste", como distinto de [[Oriente]]), é um termo que se refere a diferentes nações, dependendo do contexto. Não há consenso sobre a definição das semelhanças desses países, além de terem uma população significativa de [[ascendência]] [[Demografia da Europa|europeia]] e de terem culturas e sociedades fortemente influenciadas e/ou ligadas pela [[Europa]].<ref name="Western Civilization">[http://www.mmisi.org/ir/39_01_2/kurth.pdf Western Civilization], Our Tradition; James Kurth; Acessado em 30 de agosto de 2011</ref>
 
O conceito da parte ocidental do mundo tem sua origem na [[Mundo greco-romano|civilização greco-romana]] na Europa, com o advento do [[cristianismo]]. Na [[Idade Moderna]], a [[cultura ocidental]] tem sido fortemente influenciada pelas tradições de movimentos como o [[Renascimento]],<ref>[http://www.voltairenet.org/article185957.html A Strategy for Israel in the Nineteen Eighties (The "Yinon Plan")]</ref> a [[Reforma Protestante]], o [[iluminismo]], e tem sido moldada pelo expansivo [[colonialismo]] europeu do {{séc|XV}} ao XX. Seu uso político foi temporariamente alterado por um antagonismo interno durante a [[Guerra Fria]], no fim do {{séc|XX}} (1947-1991).
]</ref> a [[Reforma Protestante]], o [[iluminismo]], e tem sido moldada pelo expansivo [[colonialismo]] europeu do século XV ao XX. Seu uso político foi temporariamente alterado por um antagonismo interno durante a [[Guerra Fria]], no fim do século XX (1947-1991).
 
Originalmente, o termo tinha um significado geográfico, contrastando a Europa das culturas e civilizações ligadas ao [[Oriente Médio]], [[Norte de África]], [[Oriente Próximo]], [[Ásia Meridional]], [[Sudeste Asiático]] e [[Extremo Oriente]], que costumavam ser vistas como "[[Mundo oriental|Oriente]]" pelos primeiros europeus modernos. No entanto, atualmente essa definição tem pouca relevância geográfica, principalmente desde que os [[Estados Unidos]] e o [[Canadá]] se formaram na [[América]], a [[Rússia]] se expandiu para o [[Ásia Setentrional]] e a [[Austrália]] e a [[Nova Zelândia]] foram criadas na [[Oceania]].
[[Imagem:Theodosius I's empire.png|thumb|esquerda|Divisão do [[Império Romano]] após a morte de [[Teodósio]], em 395, sobreposta às fronteiras modernas.{{legenda|#B53637|[[Império Romano do Ocidente]]}} {{legenda|#8F36B5|[[Império Romano do Oriente]]}}]]
 
A [[cultura ocidental]] se originou na bacia do [[mar Mediterrâneo]] e seus arredores, sendo que a [[Grécia Antiga|Grécia]] e a [[Roma Antiga|Roma]] antigas são frequentemente citadas como seus criadores. Com o tempo, seus respectivos impérios cresceram primeiro para o leste e para o oeste, incluindo o resto do Mediterrâneo e áreas costeiras do [[mar Negro]], conquistando, absorvendo e sendo influenciados por grandes civilizações do antigo Oriente Médio muito mais antigas (como a [[fenícia]] e a [[Antigo Egito|egípcia]]). Mais tarde, expandiu-se para o norte do mar Mediterrâneo, passando a incluir a [[Europa Ocidental]], a [[Europa Central]], os [[Bálcãs]], o [[Leste Europeu]] e a [[Europa Setentrional]]. A [[cristianização da Bulgária]] (século {{séc|IX}}), doda [[Cristianização dos rus' de KievQuieve|PrincipadoRússia de KievQuieve]] ([[Rússia]], [[Ucrânia]] e [[Bielorrússia]], no século {{séc|X}}), da [[Cristianização da Escandinávia|Escandinávia]] (século {{séc|XII}}) e da [[Cristianização da Lituânia|Lituânia]] (século {{séc|XIV}}) trouxe o resto dos países europeus para a civilização ocidental (ver: ''[[impacto do cristianismo na civilização]]'').
 
Historiadores, como Carroll Quigley em ''A Evolução das Civilizações'',<ref>[http://archive.org/details/CarrollQuigley-TheEvolutionOfCivilizations-AnIntroductionTo ''A Evolução das Civilizações'' - pg. 84]. Acessado em 15 de janeiro de 2013.</ref> afirmam que a civilização ocidental nasceu no final do século {{séc|V d.C.}}, após o colapso total do [[Império Romano do Ocidente]], deixando um vácuo para o florescimento de novas ideias que eram impossíveis nas sociedades clássicas. Em qualquer ponto de vista, entre a queda do Império Romano do Ocidente e o Renascimento, o Ocidente passou por um período de declínio considerável, conhecido como [[Idade Média]], as [[Cruzada]]s.<ref>[http://www.britannica.com/EBchecked/topic/195896/history-of-Europe Middle Ages Enciclopédia Britânica] <blockquote>Das três grandes civilizações da Eurásia ocidental e do Norte de África, foi a [[Europa Ocidental]] cristã que começou como a menos desenvolvida em praticamente todos os aspectos da cultura material e intelectual, bem atrás dos Estados islâmicos e do [[Império Bizantino]].<blockquote></ref>
 
O conhecimento do mundo antigo ocidental foi parcialmente preservado durante este período devido à sobrevivência do [[Império Romano do Oriente]] e das instituições da [[Igreja Católica]], além da ampla contribuição dos [[Mundo árabe|árabes]]<ref>[http://www.ibiblio.org/pub/docs/books/sherwood/Wells-Outline/Text/Part-II.htm Section 31.8] <blockquote> Por algumas gerações depois de [[Maomé]] (570 d.C. - 632 d.C.), a mente árabe foi, como havia sido, moldada, e produziu poesia e muita discussão religiosa; sob o estímulo do sucesso nacional e racial, ela presentemente resplandece com brilho somente superado pelos gregos em seu melhor período. Com um novo ângulo e com um fresco vigor, ela assumiu aquele sistemático desenvolvimento de conhecimento positivo que os antigos gregos haviam começado e abandonado. Ela reviveu o propósito humano do conhecimento. Se os gregos foram os pais, então os árabes foram os padrastos do método de lidar com a realidade, ou seja, a absoluta franqueza, a máxima simplicidade de declaração e explicação, registro exato, e criticismo exaustivo. Foi mediante os árabes, e não através da rota latina, que o mundo moderno recebeu o presente da luz e do poder.<blockquote></ref> e principalmente pela ascendência concorrente da [[idade de ouro islâmica]].<ref>{{citar livro|último =Lewis |primeiro =Bernard |autorlink =Bernard Lewis |ano=2002 |título=What Went Wrong |publicado=[[Oxford University Press]] | isbn=0-06-51605-4 |páginas=3 }}<blockquote> Por muitos séculos, o [[Islã]] esteve na linha de frente da civilização e realização humanas. Na era entre o declínio da antiguidade e surgimento da modernidade, isto é, nos séculos designados na história europeia como medieval, a reivindicação islâmica não era injustificada.<blockquote></ref> A importação árabe, tanto de [[Antiguidade Clássica|antigas]] quanto de novas tecnologias a partir do [[Oriente Médio]] e do [[Oriente]] para a Europa renascentista representou "uma das maiores transferências tecnológicas na história do mundo."<ref>[http://www.es.flinders.edu.au/~mattom/science+society/lectures/lecture11.html Science, civilization and society]</ref><ref>[http://www.britannica.com/EBchecked/topic/195896/history-of-Europe Middle Ages]</ref>