Imperador Romano-Germânico: diferenças entre revisões

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As sucessões na realeza eram controladas por uma variedade de factores complicados. As eleições no [[Reino da Germânia]] atribuiam à sua realeza uma sucessão apenas parcialmente hereditária, ao contrário da sucessão em [[Reino de Portugal|Portugal]], ainda que a soberania se mantivesse frequentemente dentro da mesma dinastia até à inexistência de sucessores varões. Alguns estudiosos sugerem que o objectivo das eleições era na prática para resolver conflitos apenas quando a sucessão dinástica não era clara. No entanto este processo significava que o principal candidato teria que fazer concessões, pelas quais os eleitores eram mantidos de lado, o que era conhecido como ''Wahlkapitulationen'' (capitulação electiva).
 
O [[Príncipe-eleitor|Colégio Eleitoral]] foi estabelecido com sete príncipes (três arcebispos e quatro príncipes seculares) pel [[Bula Dourada de 1356]]. Este sistema permaneceu até 1648, quando a resolução da [[Guerra dos Trinta Anos]] obrigou à adição de um novo eleitor para manter o equilíbrio entre as facções [[Protestantismo|protestantes]] e [[Catolicismo|católicos]] no império. Um outro eleitor foi adicionado em 1690, sendo o colégio reorganizado em 1803, apenas três anos antes da dissolução do Império.
 
Após 1438, o título imperial manteve-se na casa de [[Casa de Habsburgo|Habsburgo]] e de [[Casa de Habsburgo-Lorena|Habsburgo-Lorena]], com a breve exceção de [[Carlos VII do Sacro Império Romano-Germânico|Carlos VII]], da casa de [[Casa de Wittelsbach|Wittelsbach]]. [[Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico|Maximiliano I]] (Imperador entre 1508-1519) e todos os seus sucessores deixaram de viajar a Roma para serem coroados imperadores pelo papa. Maximiliano intitulou-se assim Imperador Romano Eleito (''Erwählter Römischer Kaiser'') em 1508, com aprovação papal. Este título foi usado por todos os seus sucessores não coroados, com a excepção de [[Carlos I de Espanha|Carlos V]], seu sucessor imediato, que foi coroado pelo papa.