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O movimento litúrgico, a partir do século XIX, mudou completamente as atitudes, levando a uma desvalorização das particularidades litúrgicas que atentariam contra a unidade romana. Uma reflexão fundamental sobre a liturgia começa com o trabalho de Dom Prosper Guéranger (1806-1875). O abade, que reabriu a [[abadia]] [[beneditino|beneditina]] de Solesmes, promoveu a unificação da liturgia na França. Ele é o autor de ''L'Année Liturgique'' (O Ano Litúrgico), que foi o livro de referência de [[Santa Teresa de Lisieux]] e suas irmãs. Desde o início do século XX, um amplo movimento de reforma emergiu na Igreja Romana para uma melhor compreensão da liturgia, na tradição do Dom Guéranger, o chamado movimento litúrgico.
 
Em 1911, [[São Pio X]] empreendeu a primeira tentativa de retorno às fontes que se concentra em uma revisão profunda do [[Liturgia das Horas|Ofício Divino]]. Pio X, em sua carta ''[[Inter plurimas pastoralis|Tra le sollecitudini]]'' e Pio XII, na encíclica ''Mediator Dei'' recordou o que deveria ser o verdadeiro espírito da reflexão litúrgica: "participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja".
 
No início de 1962, quando da edição do Missal Romano, o São [[ João XXIII]] indicou que "os grandes princípios comantandes da reforma geral da liturgia deve[riam] ser propostos aos padres conciliares no subsequente concílio ecumênico."
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