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| religião = [[Igreja Católica|Catolicismo]]
}}
'''Guilherme I''' (em [[Língua normanda|normando antigo]]: Williame I; {{Lang-ang|Willelm I}}; [[Falaise]], {{circa}} [[1028]]<ref name=Bates33>Bates ''William the Conqueror'' p. 33</ref> — [[Ruão]], [[9 de setembro]] de [[1087]]), geralmente chamado de '''Guilherme, o Conquistador''' e algumas vezes de '''Guilherme, o Bastardo''',<ref name=DNB/>{{nota de rodapé|Ele só foi descrito como "o Bastardo" em fontes escritas por não-normandos.<ref name=DNB/>}} foi o primeiro [[Lista de monarcas da Inglaterra|rei normando da Inglaterra]], que governou de 1066 até sua morte em 1087. Descendente de invasores [[vikings|viquingues]], ele era [[duque da Normandia]] desde 1035. Depois de uma longa luta para estabelecer seu poder em 1060, seu domínio sobre a [[Normandia|região francesa]] tornou-se seguro, e deu início à [[conquista normanda da Inglaterra]] em 1066. O resto de sua vida foi marcado por lutas para consolidar seu domínio sobre a Inglaterra e suas terras continentais, e por dificuldades com seu filho mais velho.
 
Era filho do solteiro [[Roberto I da Normandia|Roberto I, duque da Normandia]], com sua amante [[Arlete de Falaise|Arlete]]. Sua posição como [[Filiação ilegítima|filho ilegítimo]] e sua juventude causaram-lhe algumas dificuldades depois que sucedeu a seu pai, assim como a anarquia que assolou os primeiros anos de seu governo. Durante sua infância e adolescência, membros da [[aristocracia]] normanda lutaram entre si, tanto para ter o controle do jovem [[duque]] quanto para seus próprios fins. Em 1047, Guilherme foi capaz de esmagar uma rebelião e começar a estabelecer sua autoridade sobre o [[ducado]], um processo que não ficou completo até cerca de 1060. Seu casamento no início da década de 1050 com [[Matilde de Flandres]] forneceu-lhe um poderoso aliado no condado vizinho de [[Condado da Flandres|Flandres]]. Na época de seu casamento, foi capaz de providenciar as nomeações de seus partidários como bispos e abades na igreja normanda. Sua consolidação no poder permitiu-lhe expandir seus horizontes, e em 1062 foi capaz de garantir o controle do condado vizinho do [[Maine (província)|Maine]].
 
== Antecedentes ==
Os [[Vikings|nórdicos]] inicialmente começaram a invadir o que se tornaria a [[Normandia]] no final do {{séc|VIII}}. Colônias escandinavas permanentes foram criadas antes de 911, quando [[Rollo]] {{nwrap|r.|911|927}}, um dos líderes viquingues, e o [[Lista de monarcas da França|rei]] [[Carlos III de França|Carlos, o Simples]] {{nwrap|r.|893|922}} da [[Reino da França|França]] chegaram a um acordo no qual o último entregou o [[Condado de Ruão]] ao líder viquingue. As terras ao redor de Ruão tornaram-se posteriormente o núcleo do Ducado da Normandia.<ref name=Collins376>Collins ''Early Medieval Europe'' pp. 376–377</ref> A região pode ter sido usada como uma base quando os ataques escandinavos na Inglaterra foram renovados no final do {{séc|X}}, o que teria piorado as relações entre a Inglaterra e a Normandia.<ref name=Williams42>Williams ''Æthelred the Unready'' pp. 42–43</ref> Em um esforço para melhorar a situação, o [[Lista de monarcas da Inglaterra|rei inglês]] [[Etelredo II de Inglaterra|Etelredo, o Despreparado]] tomou [[Ema da Normandia]], irmã do duque [[Ricardo II da Normandia|Ricardo II]], como sua segunda esposa em 1002.<ref name=Williams54>Williams ''Æthelred the Unready'' pp. 54–55</ref>
 
Ataques [[Dinamarca|dinamarqueses]] à Inglaterra continuaram, e Etelredo procurou a ajuda de Ricardo. Precisou refugiar-se na Normandia em 1013, quando o rei [[Sueno I da Dinamarca|Sueno Barba Bifurcada]] expulsou-o junto de sua família da Inglaterra. O rei dos ingleses regressou quando Sueno morreu em 1014, mas seu filho, [[Canuto II da Dinamarca|Canuto, o Grande]] {{nwrap|r.|1018|1035}}, contestou seu retorno. Etelredo morreu inesperadamente em 1016, e Canuto tornou-se o governante da Inglaterra. Os dois filhos de Etelredo e Ema, [[Eduardo, o Confessor|Eduardo]] {{nwrap|r.|1042|1066}} e [[Alfredo Atelingo]], foram para o exílio na Normandia, enquanto sua mãe tornar-se-ia a segunda mulher do rei dinamarquês.<ref name=Conquest80>Huscroft ''Norman Conquest'' pp. 80–83</ref>