Diferenças entre edições de "Miguel António do Carmo de Noronha de Paiva Couceiro"

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Este documento, além do seu interesse intrínseco, detém o muito honroso mérito de ser a mais antiga iluminura heráldica em Portugal.
D. Fernando de Noronha, "juris uxoris", deve ter sobreposto as armas de sua mulher às suas próprias, dando origem ao compósito escudo da Casa de Vila Real. Desta o herdaram os Condes de Valadares, de que são ramo segundogénito os Condes de Paraty. A rigor, deviam estes ter introduzido uma "diferença" no escudo da Casa de Vila Real, mas não o fizeram até que eu introduzi, embutindo em ponta as armas dos Couceiros, da minha varonia. Arranjo heráldico concebido pelo meu amigo, Dr. Carlos da Silva Lopes, um dos nossos maiores heraldistas.
Este é o escudo debuxado no que se tornou meu ex-libris, feitas as alterações ao escudo sobreposto ao todo em conformidade com a minha interpretação do documento de 1431. Também obedecendo a esta, o timbre e o paquife, são constituídos essencialmente por uma cabeça de onça (ou "cheetah", como os ingleses grafam o vocábulo indiano) e sua pele, que foram desenhados naturalisticamente, e o conjunto seguindo o estilo dos nossos [[Armorial|armoriais]] de Quinhentos.
É a parte artística o que mais interessa aos meus Confrades de "A Arte do Ex-líbris", em que este ex-líbris aparece em grande parte devido ao encorajamento do meu Amigo Sr. Artur Mário da Mota Miranda, alma da Revista, que julgou a minha aguarela digna de se tornar em ex-líbris.
A interpretação heráldica aparece aqui a titulo explanatório e devo notar que não sendo as armas do 1.º Conde de Vila Real, no Contrato de 1431, descritas - mas apenas iluminadas - a sua interpretação está sujeita a controvérsia e há quem ponha suas objecções às que eu propus.
— Esquartejado : o I e IV de prata, cinco escudetes de azul em cruz, cada um carregado de cinco besantes do campo, bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de oiro; o II e III de vermelho, castelo de oiro, com portas, frestas e lavrado de azul, o campo mantelado de prata, com dois leões batalhantes de púrpura, armados e linguados de vermelho, bordadura de escaques de oiro e veiros de dezasseis peças; sobre o todo: cortado de um traço, partido de dois, o que faz seis quartéis: o I de azul, estoque de prata, empunhado de oiro; o II, IV e VI de oiro, quatro palas de vermelho; o III e V de vermelho, duas onças passantes e sotopostas de oiro, mosqueadas de negro; sobre o todo do todo, de oiro liso; e embutido em ponta de vermelho, três couceiras de prata postas em pala, entre dois leões assaltantes de oiro. Timbre: uma cabeça de onça de oiro mosqueada de negro, com sua pele formando o paquife e uma cabeça de cervo sob a pele, com suas hastes de prata emergindo da pele. Grito de guerra: Aleo Aleo.
— Estas armas representam as da Casa de Vila Real (Noronhas) tendo sobrepostas as assumidas pelo 1.° Conde de Vila Real, conforme estão pintadas no contrato de casamento de sua filha D. Beatriz com D. Fernando de Noronha e o primeiro quartel das últimas substituído pelo emblema da Capitania de Ceuta) tendo embutido em ponta as armas dos Couceiros.
 
 
 
 
 
 
 
 
== Obras Publicadas ==