Diferenças entre edições de "Mário Couto"

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== Carreira Política ==
Graduado em [[Administração]] na [[Universidade Federal do Pará|UFPA,]] Mário Couto começou a sua vida política após presidir o antigo [[Departamento Nacional de Estradas de Rodagem|Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER)]] do Pará. Cumpriu 4 mandatos consecutivos como [[deputado estadual]] do Pará (de [[1990]] a [[2006]]), tendo presidido também a [[Assembleia Legislativa do Estado do Pará]] (ALEPA), período no qual acumulou a maior parte dos seus processos criminais por fraudeimprobidade administrativa, dos quais mais tarde seria inocentado.<ref name=":0">{{Citar web|url=https://www.jusbrasil.com.br/diarios/58993880/djpa-12-09-2013-pg-227|titulo=DJPA 12/09/2013 - Pg. 227 {{!}} Diário de Justiça do Estado do Pará {{!}} Diários Jusbrasil|acessodata=2018-05-02|obra=Jusbrasil|lingua=pt-BR}}</ref>
 
Foi eleito senador pelo PSDB do Pará em 2006, com os suplentes também tucanos Demetrius Fernandes Ribeiro e Sydney Jorge Rosa, nessa ordem.
Nas [[eleições estaduais no Pará em 2010]], [[Cilene Couto]], filha do senador, elegeu-se [[deputada estadual]].<ref>[http://www.alepa.pa.gov.br/alepa/blog.php?iddeputado=52 ALEPA]</ref>
 
Cilene haviafoi sidoresponsabilizada envolvidapor comoomissão umanos dasprocessos principais articuladoras dasde fraudes em licitações durante a gestão de Mário Couto à frente da ALEPA<ref. name=":0">{{CitarAssim web|titulocomo =Mário SenadorCouto, queas falaações emcontra 'ética'ela éforam réurejeitadas empelo 11Tribunal processosde porJustiça corrupção|urldo =Estado http://wwwdo Pará.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/senador-que-fala-em-etica-e-reu-em-11-processos-por-corrupcao.html|website<ref name=":0" Pragmatismo Político|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== Impeachment de Dilma Rousseff ===
A primeira vez que Couto apresentou pedido de impeachment foi quando a presidente declarou ter lido todo o documento da compra da [[Pasadena Refinery System Inc|refinaria de Pasadena]] e seguidamente aprovou a operação. Segundo Couto, a então Presidente teria cometido "crime de improbidade administrativa". Segundo informou aos jornais da época, Couto acreditava que esse fato teria dado início ao maior escândalo da corrupção no país<ref>{{Citar periódico|titulo=Senador tucano quer impeachment de Dilma pela segunda vez|url=http://www.valor.com.br/politica/3793474/senador-tucano-quer-impeachment-de-dilma-pela-segunda-vez|jornal=Valor Econômico|lingua=pt-br}}</ref>.
 
Em uma segunda tentativa e já despedindo-se do Senado em 2014, após ser derrotado pelo petista Paulo Rocha nas eleições estaduais no Pará em 2014, o então Senador Mario Couto chegou a anunciar um novo pedido de impeachment da então Presidente [[Dilma Rousseff]] que foi posteriormente arquivado pela presidência do Senado<ref>{{Citar periódico|data=2014-11-25|titulo=Mário Couto apresenta novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/11/25/mario-couto-apresenta-novo-pedido-de-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>.
 
=== Mudança de Partido ===
 
Permaneceu sem partido até outubro de 2017, quando assinou a ficha de filiação partidária pelo [[Partido Progressista (Brasil)|Partido Progressista]] (PP).
 
== Propostas e discussões no Senado Federal ==
 
=== Hospital Sarah Kubitschek do Pará ===
A demora na abertura do Hospital Sarah Kubitschek do Pará levou o então senador Mário Couto a reivindicar, em 15 de fevereiro de 2007, uma audiência com o presidente da instituição, Aluízio Campos da Paz. Segundo Mário Couto, a obra estava abandonada há mais de três anos, embora tenham sido previstos, e supostamente liberados nesse período, recursos orçamentários para a conclusão do hospital.
 
De acordo com reportagem do jornal ''O Liberal'', citada em Plenário, o Ministério da Saúde já teria confirmado a transferência desses recursos à direção do Sarah. Mário Couto informou que a construção da unidade do Pará consumiu R$ 10 milhões e que o Movimento Acorda Pará luta há mais de cinco anos pela sua conclusão.<ref>{{Citar periódico|data=2007-02-15|titulo=Mário Couto cobra conclusão do Hospital Sarah Kubitschek do Pará|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2007/02/15/mario-couto-cobra-conclusao-do-hospital-sarah-kubitschek-do-para|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Ilha do Marajó ===
Em fevereiro de 2007, Mário Couto fez um apelo em Plenário, pela inclusão de investimentos federais em favor da Ilha de Marajó, localizada no Pará, no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Na sua opinião, investimentos em transporte e energia poderiam salvar a população da ilha - estimada em 400 mil habitantes - da pobreza iminente.
 
Além de reivindicar obras para a Ilha de Marajó, Mário Couto reafirmou a disposição de cobrar, sempre, recursos federais para obras fundamentais ao desenvolvimento do Pará. Como exemplos, citou as eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, a abertura do porto da Vila do Conde e a rodovia Transamazônica, que necessitaria de R$ 700 milhões para ser concluída.<ref>{{Citar periódico|data=2007-02-12|titulo=Mário Couto apela por investimentos para Ilha do Marajó no PAC|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2007/02/12/mario-couto-apela-por-investimentos-para-ilha-do-marajo-no-pac|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Decoro Parlamentar ===
Mário Couto anunciou ainda em 2008 a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição que permita a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal de parlamentares que estejam sendo investigados por procedimentos incompatíveis com o decoro parlamentar.<ref name=":4">{{Citar periódico|data=2008-03-06|titulo=Mário Couto defende aprovação de projeto que garante mesmo reajuste do mínimo às aposentadorias|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2008/03/06/mario-couto-defende-aprovacao-de-projeto-que-garante-mesmo-reajuste-do-minimo-as-aposentadorias|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Aposentadorias e Pensões ===
No dia 6 de março de 2008 o então senador Mário Couto associou-se ao senador [[Paulo Paim]] no pedido de votação rápida do projeto de lei (PLS 58/03) que garante às aposentadorias e pensões o mesmo índice de reajuste concedido ao salário mínimo. Os parlamentares debateram na sessão do dia anterior a necessidade de aprovação da proposição, de autoria de Paim.<ref name=":4" />
 
=== Repasso de verbas federais para o Estado do Pará ===
Em pronunciamento no dia 20 de agosto de 2013, o então senador Mario Couto disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff “não gostavam do Pará”, ao criticar a falta de repasse de verbas federais para a área da saúde do Estado.
 
Couto observou que, folheando dados de quanto Lula teria ajudado o Pará, onde a então governadora ([[Ana Júlia Carepa|Ana Julia Carepa]]) dizia ser afilhada do então presidente da República, constatou que “absolutamente quase nada” de verba federal foi destinada ao estado.
 
Mário Couto ressaltou que “Dilma foi perversa com o estado do Pará, não gosta do estado do Pará” e que, de 2011 a 2013, o governo federal não repassou “nada, absolutamente nada” para a saúde do Estado<ref>{{Citar periódico|data=2013-08-20|titulo='Dilma não gosta do Pará', diz Mário Couto|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/08/20/201cdilma-nao-gosta-do-para201d-diz-mario-couto|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Uso indevido de aeronaves por ministros de Dilma ===
O uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros do governo de [[Dilma Rousseff]] foi objeto de críticas do então senador Mário Couto , em discurso no Plenário no dia 12 de novembro de 2013, Couto afirmou que era "impressionante e difícil de entender" a situação em que o Brasil se encontrava, que passava por um momento crítico de sua economia, enquanto os intregrantes do governo voavam indevidamente em aviões da FAB e de outros órgãos públicos.
 
Mário Couto criticou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por supostamente viajar “em jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), comendo caviar e camarão, enquanto o povo brasileiro mal podia se alimentar com a alta da inflação”.
 
O senador destacou o caso da ministra da Secretaria das Relações Institucionais, [[Ideli Salvatti]], que fez uso, em Santa Catarina, de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal que prestava serviço para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em compromissos não relacionados às atividades de sua pasta.<ref>{{Citar periódico|data=2013-11-12|titulo=Mário Couto critica uso indevido de aeronaves por ministros de Dilma|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/11/12/mario-couto-critica-uso-indevido-de-aeronaves-por-ministros-de-dilma|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== CPI da CBF e Federações ===
Em 3 de dezembro de 2013, comunicou ao Plenário que ele e o senador [[Randolfe Rodrigues]] estavam recolhendo assinaturas para a reapresentação do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Federações, com o objetivo de investigar irregularidades nas federações de futebol.
 
A criação da CPI era defendida há meses por Mário Couto. O senador queria que fossem apuradas as denúncias sobre abuso de poder econômico nas eleições e reeleições de dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e das federações estaduais. Entre as irregularidades apontadas estariam a compra de votos, desvio de verbas e problemas com a prestação de contas e o recolhimento de tributos.
 
No início de novembro deste mesmo ano, houve o arquivamento do pedido de criação desta CPI porque nove senadores retiraram suas assinaturas do requerimento. Ao anunciar em Plenário a reapresentação do requerimento, Mário Couto pediu ao senador [[Zezé Perrella|Zeze Perrella]] que não trabalhe contra a criação da CPI. Perrella admitiu que se opusera ao primeiro requerimento de Couto, mas negou ingerência sobre as decisões dos demais senadores.<ref>{{Citar periódico|data=2013-12-03|titulo=Mário Couto avisa que vai reapresentar pedido de criação de CPI|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/12/03/mario-couto-avisa-que-vai-reapresentar-pedido-de-criacao-de-cpi|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Críticas ao Supremo Tribunal Federal ===
A decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal pela absolvição de oito condenados da Ação 470, o processo do mensalão, pelo crime de formação de quadrilha deixou indignado o então senador Mário Couto.
 
No dia 12 de março de 2014, em Plenário, Mário Couto afirmou que o STF, na verdade, teria desconsiderado todo o trabalho anterior feito pelo mesmo tribunal e deixou na população uma sensação de impunidade.
 
Mário Couto disse que temia, também, pela independência dos Poderes da República.<ref>{{Citar periódico|data=2014-03-12|titulo=Mário Couto critica STF por absolver réus do mensalão do crime de formação de quadrilha|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/03/12/mario-couto-critica-stf-por-absolver-reus-do-mensalao-do-crime-de-formacao-de-quadrilha|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Piso salarial para agentes de saúde ===
O senador Mário Couto (PSDB-PA) declarou seu voto a favor do projeto que estabelece um piso salarial para agentes comunitários de saúde. Ele chamou a atenção para a importância da categoria, que, em sua avaliação, não tem a valorização que merece por parte do governo. Para Mário Couto, o esforço dos agentes de saúde contrasta com os escândalos de corrupção no governo, em especial as irregularidades na Petrobras.<ref>{{Citar periódico|data=2014-05-14|titulo=Mário Couto pede aprovação de piso salarial para agentes de saúde|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/05/14/mario-couto-pede-aprovacao-de-piso-salarial-para-agentes-de-saude|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Copa do Mundo ===
Mário Couto também se posicionou contra a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Mário Couto criticou os elevados investimentos feitos para a realização da Copa do Mundo, situação que atribuiu ao “exibicionismo” do governo. Ele disse que não há como convencer o povo de que a construção de estádios é mais importante do que aumentar o número de hospitais. O então senador apontou vários sinais de crise econômica e social e cobrou respeito à população.<ref>{{Citar periódico|data=2014-05-22|titulo=Mário Couto critica os elevados investimentos feitos para a Copa do Mundo|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/05/22/mario-couto-criticou-os-elevados-investimentos-feitos-para-a-copa-do-mundo|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
Para o Couto, se o Brasil fosse um país rico, a Copa poderia ter sido um sucesso, mas não se pode comemorar um gasto de R$ 35 bilhões em evento esportivo quando a população não conta sequer com bons hospitais.
 
Mário Couto criticou, por exemplo, o valor gasto na construção do estádio Nacional de Brasília, inicialmente orçado em R$ 475 milhões, mas executado por R$ 1,6 bilhão. E disse que estádio agora será usado pelos clubes de Brasília, que tem pouco expressão no futebol nacional.
 
O senador também rebateu as afirmações de que a Copa foi um sucesso porque os estrangeiros adoraram o país. Ele  disse que os turistas passaram apenas 30 dias no Brasil tempo insuficiente para saber como os brasileiros vivem de fato.<ref>{{Citar periódico|data=2014-07-15|titulo=Mário Couto: país não pode comemorar gastos de bilhões com a Copa|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/07/15/mario-couto-diz-que-um-pais-como-o-brasil-nao-pode-comemorar-gastos-de-bilhoes-com-a-copa|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>
 
=== Impeachment de Dilma Rousseff ===
A primeira vez que Couto apresentou pedido de impeachment foi quando a presidente declarou ter lido todo o documento da compra da [[Pasadena Refinery System Inc|refinaria de Pasadena]] e seguidamente aprovou a operação. Segundo Couto, a então Presidente teria cometido "crime de improbidade administrativa". Segundo informou aos jornais da época, Couto acreditava que esse fato teria dado início ao maior escândalo da corrupção no país<ref>{{Citar periódico|titulo=Senador tucano quer impeachment de Dilma pela segunda vez|url=http://www.valor.com.br/politica/3793474/senador-tucano-quer-impeachment-de-dilma-pela-segunda-vez|jornal=Valor Econômico|lingua=pt-br}}</ref>.
 
Em uma segunda tentativa e já despedindo-se do Senado em 2014, após ser derrotado pelo petista Paulo Rocha nas eleições estaduais no Pará em 2014, o então Senador Mario Couto chegou a anunciar um novo pedido de impeachment da então Presidente [[Dilma Rousseff]] que foi posteriormente arquivado pela presidência do Senado<ref>{{Citar periódico|data=2014-11-25|titulo=Mário Couto apresenta novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff|url=https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/11/25/mario-couto-apresenta-novo-pedido-de-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff|jornal=Senado Federal|lingua=pt-BR}}</ref>.
 
== Desempenho em eleições ==
 
== Crimes e Processos que responde como Réu ==
Mário Couto já respondia, até abril de 2014, 11 processos como réu.<ref>{{Citar web|titulo = Senador que fala em 'ética' é réu em 11 processos por corrupção|url = http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/senador-que-fala-em-etica-e-reu-em-11-processos-por-corrupcao.html|website = Pragmatismo Político|acessodata = 2016-02-04}}</ref><ref>{{Citar web|titulo = Diário do Pará - Mário Couto é réu no STF por corrupção|url = http://diariodopara.diarioonline.com.br/impressao.php?idnot=166890|website = diariodopara.diarioonline.com.br|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== Fraudes na Assembléia Legislativa do Pará ===
=== '''Anos 1980: bicheiros e ameaças a delegados''' ===
O senador Mário Couto (PSDB-PA) éfoi alvo de um processo aberto pelo Ministério Público do Pará que investigainvestigava supostas irregularidades em licitações e pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Pará, como noticiou o site "Congresso em Foco" em 15.jul. de julho de 2011. O período investigado, de acordo com o site, vai de 2003 a 2007, quando a assembleia paraense era presidida por Mário Couto. "Segundo a denúncia [do Ministério Público], Mário compunhaseria umaresponsável quadrilhapor especializadaomissão emdos adulterarfatos contracheques,que autorizarse compras superfaturadasinvestiga, fraudarcomo licitações,consta utilizarnos laranjas em negócios escusos e compactuar com a ocorrência de funcionários fantasmas no Legislativo paraense", publicou "Congresso em Foco"autos.
Na década de 80, o senador já era figura carimbada no mundo da contravenção penal. Em matéria recente, o Congresso em Foco, publicação do Congresso Nacional, revelou ao país aquilo que Couto ainda negava: ele foi um dos líderes da [[contravenção]] penal em [[Belém (Pará)|Belém]], nas décadas de 80 e 90. Reproduzindo informações da jornalista paraense Ana Célia Pinheiro, o jornal brasiliense informa que o senador do PSDB aparecia todos os dias nos jornais da época, ao lado de Miguel Pinho, Bosco Moisés, Valdemar e outros, ameaçando delegados e policiais civis que cumpriam a lei. O poder que ele e seus sócios exerciam no esquema ilegal era tanto que Couto dizia que "o jogo deveria ser tolerado e não reprimido, porque contribuía para obras de caridade do governo". Proprietário da banca de jogo '''A Favorita,''' estava sempre cercado de seguranças armados, chegando a ser um dos diretores de uma inusitada Associação dos Banqueiros e Bicheiros do Estado do Pará.
 
Finalmente em 22 de agosto de 2013 o Ex.<sup>mo</sup> Juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa, da 1ª Vara de Fazenda da Capital, '''rejeita as ações de improbidade contra Mário Couto'''.
 
Nas palavras do Ex.<sup>mo</sup> Juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa:
 
...o trabalho hercúleo desempenhado na construção da gama probatória, não lograram êxito no intento de demonstrar o dolo necessário à responsabilização dos membros da Mesa Diretora e da Comissão de Controle Interno da ALEPA, à época dos acontecimentos, visto que, no entender do Juízo, não constam dos autos evidência de que  os envolvidos Mário Couto Filho,  Haroldo Martins Silva, Rosana Cristina Barletta De Castro, Nila Rosa Paschoal Setúbal, Cilene Lisboa Couto Marques, Waldete Vasconcelos Seabra e Ana Carla Silva De Freitas, participaram ou tiveram ciência dos fatos ocorridos no setor financeiro da ALEPA. Tanto que aos mesmos foi requerida uma responsabilização por omissão, nas palavras do próprio Ministério Público.
 
As...face fotosa eausência matériasde daevidência épocade dosque jornaistenham DIÁRIOparticipado DOou PARÁse beneficiado com os atos praticados noticiados na exordial, Abem Provínciaainda doconsiderando Paráa eausência dode próprioprova Ode Liberalque tenham agido com dolo, ainda'''REJEITO produziramA noAÇÃO senadorDE maisIMPROBIDADE umaADMINISTRATIVA''', considerando que não ficou provado nos autos qualquer ato de suasofício dos mesmos, bem como qualquer não habituais crisesevidência de cinismoparticipação omissiva própria ou imprópria.<ref>{{Citar web|titulo = SenadorDiário quedo falaPará em- 'ética'Mário Couto é réu emno 11 processosSTF por corrupção|url = http://wwwdiariodopara.pragmatismopoliticodiarioonline.com.br/2014/04/senador-que-fala-em-etica-e-reu-em-11-processos-por-corrupcaoimpressao.htmlphp?idnot=166890|website = Pragmatismo Políticodiariodopara.diarioonline.com.br|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== Estelionato ===
As denúncias sugeriam que Couto arrumava bons empregos no Detran para mulheres de jogadores, por onde se dava o pagamento, com salário de funcionárias públicas.
Numa reportagem de uma emissora local, foi mostrado um pequeno empresário munido de documentos de um terreno, que teria sido tomado por Couto para fazer parte das dependências do clube. O terreno fica ao lado do Coutão.<ref>{{Citar web|titulo = Senador que fala em 'ética' é réu em 11 processos por corrupção|url = http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/senador-que-fala-em-etica-e-reu-em-11-processos-por-corrupcao.html|website = Pragmatismo Político|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== Fábrica de Tapioca, o Tapicouto ===
Em novembro de 2012, o senador teve seus bens bloqueados por determinação da Justiça do Pará, a pedido do Ministério Público. Mário Couto foi acusado por [[improbidade administrativa]] em licitações na Assembleia Legislativa do estado entre 2003 e 2007. Os promotores alegam ter encontrado contratações suspeitas em sua gestão, como uma fábrica de [[tapioca]] que foi contratada para prestar serviços de engenharia, e solicitam a '''devolução de treze milhões de reais desviados''' do erário, no esquema que ficou conhecido por '''Tapiocouto'''.<ref>[http://www.jusbrasil.com.br/diarios/58993881/djpa-12-09-2013-pg-228 Diário de Justiça do Estado do Pará de 12 de Setembro de 2013]</ref><ref>{{Citar web|titulo = Pagot cai e Mário Couto estranhamente some|url = http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pagot-cai-e-mario-couto-estranhamente-some/|website = Congresso em Foco|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== Fraudes na Assembléia Legislativa do Pará ===
O senador Mário Couto (PSDB-PA) é alvo de um processo aberto pelo Ministério Público do Pará que investiga supostas irregularidades em licitações e pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Pará, noticiou o site "Congresso em Foco" em 15.jul.2011. O período investigado, de acordo com o site, vai de 2003 a 2007, quando a assembleia paraense era presidida por Mário Couto. "Segundo a denúncia [do Ministério Público], Mário compunha uma quadrilha especializada em adulterar contracheques, autorizar compras superfaturadas, fraudar licitações, utilizar laranjas em negócios escusos e compactuar com a ocorrência de funcionários fantasmas no Legislativo paraense", publicou "Congresso em Foco".
 
O "Congresso em Foco" publicou que: "as denúncias seguem em três linhas: fraude em folha de pagamento, com funcionários fantasmas e laranjas; fraude em licitações; e sonegação e evasão fiscal, uma vez que, com a fraude na folha, a consequência é o não pagamento de tributos".<ref name=":1">{{Citar web|titulo = 59. Mário Couto (PSDB-PA) é investigado por fraudes na Assembleia do Pará - Escândalos no congresso - Política|url = http://noticias.uol.com.br/politica/escandalos-no-congresso/mario-couto-psdb-pa-e-investigado-por-fraudes-na-assembleia-do-para.htm|website = Política|acessodata = 2016-02-04}}</ref><ref>{{Citar web|titulo = Veja a briga entre Humberto Costa e Mário Couto|url = http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/veja-a-briga-entre-humberto-costa-e-mario-couto/|website = Congresso em Foco|acessodata = 2016-02-04}}</ref>
 
=== '''Crime Eleitoral e Cestas Básicas devidas à Santa Casa''' ===
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