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Os [[turcos seljúcidas|seljúcidas]] eram um ramo dos [[Oguzes|turcos oguzes]] (''Kınık Oğuz'' ou ''Oğuzlar'') que no {{séc|X}} viviam na periferia dos [[História do Islão|domínios muçulmanos]] dos [[Abássidas]], a norte dos mares [[Mar Cáspio|Cáspio]] e de [[Mar de Aral|Aral]], num dos ''yabghu khagans'' da confederação oguz.<ref name=wink /> No {{séc|XI}} os seljúcidas começaram a abandonar as suas terras ancestrais e a migrar para as regiões orientais da Anatólia, que se tornariam a pátria dos oguzes após a [[Batalha de Manziquerta]], em 1071, na qual os turcos derrotaram os bizantinos. Esta vitória foi determinante para a formação do Sultanato seljúcida da Anatólia (ou [[Sultanato de Rum]]), que começou como um ramo separado do [[Império Seljúcida]] que dominava partes da [[Ásia Central]], [[Irão]], Anatólia e [[Sudoeste Asiático]].{{ntref2|enref}}<ref name=mango_byz />
 
Em 1243 os exércitos seljúcidas foram derrotados pelos [[Império Mongol|mongóis]], o que causou a progressiva desintegração do poder seljúcida, que na prática passou para as mãos de uma série de [[principado]]s ([[beilhique]]s ou ''beyliks'') que, tendo começado por ser tributários do Sultanato de Rum, ganharam independência a partir do {{séc|XIII}}. Um destes beilhiques, o dos [[turcos otomanos|otomanos]] (''osmanlı''), acabou por se impor aos restantes, principalmente a partir do reinado de [[Osman I|Osman&nbsp;I]], que declarou a independência em 1299 e é oficialmente considerado o fundador da dinastia otomana. O beilhique otomano expandiu-se ao longo dos dois séculos seguintes, absorvendo os restantes estados turcos da Anatólia, e conquistando territórios na [[Trácia]], [[Balcãs]] e no [[Levante (Mediterrâneo)|Levante]], tornando-se o [[Império Otomano]]. Em 29 de maio de 1453 os otomanos liderados pelo [[sultão]] [[Mehmed {{lknb|Maomé|II]], o Conquistador}}, apelidado de ''Fatih'' ("conquistador", "vitorioso"), acabaram com o Império Bizantino ao [[Queda de Constantinopla|conquistarem a sua capital]], Constantinopla, um acontecimento que muitos consideram marcar o fim da [[Idade Média]].<ref name=kinross />
 
[[Imagem:OttomanEmpireIn1683-pt.svg|thumb|O [[Império Otomano]] em 1683]]
 
===Primeiros anos e reformas de Atatürk===
O Império Otomano terminou oficialmente em {{dtlink|1|11|1922}}, quando a Grande Assembleia Nacional aboliu o sultanato, destituindo {{Lknblknb|MehmedMaomé|II, o Conquistador}} não só do cargo de sultão, mas também de [[Califado|califa]], título que foi dado ao primo de MehmedMaomé, {{Lknb|Abdülmecid|II}}. Durante algum tempo alguns setores, inclusivamente republicanos, acalentaram a esperança que o califado fosse mantido sob o novo regime, apesar da oposição mais ou menos clara de Mustafa Kemal, que recusou a realização da cerimónia tradicional de tomada de posse do novo califa, declarando secamente que ''«O califa não tem poder ou cargo exceto como figura nominal»''. Posteriormente, respondendo a um pedido de Abdülmecid para que leh fosse aumentado o salário, Kemal escreveu-lhe: ''«O seu cargo, o califado, não é mais que uma relíquia histórica. Não há justificação para a sua existência. É uma impertinência ter a ousadia de escrever a alguma das minhas secretárias!»''.<ref name=Deringil /><ref name=Haddad /><ref name=Kedourie /><ref name=BLewis /><ref name=muslim1 /><ref name=ec11829711 />{{Ntref|name=encalif||Trecho baseado no|en|Ottoman Caliphate|435378467}}
 
A República da Turquia foi oficialmente proclamada a {{dtlink|29|10|1923}}.<ref name=shaw />