Diferenças entre edições de "Heráclio (filho de Constante II)"

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== Vida ==
 
Heráclio era um dos filhos de Constante II com [[Fausta (esposa de Constante II)|Fausta]], filha do [[patrício bizantino|patrício]] [[Valentino (usurpador)|Valentino]]{{harvrefsfn|Kazhdan|1991|p=496}} Apesar de seu irmão mais velho, Constantino IV, ter sido elevado à posição de co-imperadorcoimperador em 654,{{harvrefsfn|Kazhdan|1991|p=500}} cinco anos depois, antes de partir para a Itália, Constante II também elevou Heráclio e seu outro irmão, [[Tibério (filho de Constante II)|Tibério]] à mesma dignidade. Em 663, Constante tentou fazer com que seus filhos se juntassem a ele em [[Siracusa]], na [[Sicília bizantina|Sicília]], mas o evento provocou tamanha revolta em [[Constantinopla]] que os irmãos acabaram ficando na capital imperial.{{harvrefsfn|Winkelmann|2001|p=125-127}}
 
Com a morte de Constante II em 668, Constantino IV, o mais velho, tornou-se o imperador-sênior. Ele tentou demover seus irmãos da condição de coimperadores pouco antes do [[Sexto Concílio Ecumênico]] (681), o que provocou uma revolta militar no [[Tema Anatólico]].<ref name=ConstantineIV /> O exército marchou até [[Crisópolis]] e enviou uma delegação através do [[Helesponto]] até a capital exigindo que os dois continuassem como coimperadores juntamente com Constantino.{{harvrefsfn|Bury|1889|p=308}} Os militares basearam sua demanda na crença que, como o [[céu (cristianismo)|céu]] seria governado pela [[Santíssima Trindade|Trindade]], o [[Império Bizantino|império]] deveria ser, da mesma forma, governado por três imperadores.{{harvrefsfn|name=Nor322|Norwich|1990|p=322}}
 
Sem opções, Constantino manteve-os perto de si e enviou de volta com a delegação um oficial de confiança, Teodoro, capitão de [[Coloneia no Licos|Coloneia]] (moderna [[Şebinkarahisar]], na [[Turquia]]), encarregado da delicada tarefa de elogiar os soldados por sua devoção, concordar com suas demandas e persuadi-los a voltar para os quarteis na Anatólia. Teodoro também convidou os líderes da revolta a irem a Constantinopla para se consultarem com o [[Senado bizantino|senado]], o que permitiria iniciar o processo de confirmar os desejos do exército. Contente com este aparente desfecho favorável, o exército partiu para o interior da Anatólia e os instigadores do movimento foram para a capital.{{harvrefsfn|Bury|1889|p=309}} Com a ameaça debelada, Constantino deu sua cartada contra os líderes da revolta, capturando-os e ordenando que fossem todos enforcados em [[Sícas]].<ref name=Nor322 />
 
[[Imagem:Iustinianus II solidus 691840.jpg|esquerda|thumb|240px|[[Soldo (moeda)|Soldo]] de [[Justiniano II]] datável de seu primeiro reinado {{nwrap|r.|685|695}}]]
 
Durante todo o processo, Heráclio permaneceu sob estrita vigilância e foi apenas o fato de ele demonstrar não saber de nada sobre a revolta e também de não expressar nenhum desejo de governar junto com o irmão que salvou sua vida, permitindo que mantivesse seus títulos e estatutos.{{harvrefsfn|Canduci|2010|p=198}} Ainda assim, o fato de ele e Tibério serem o foco de um complô para derrubar Constantino os fez suspeitos aos olhos do imperador sênior; também, o imperador fazia questão de elevar seu próprio filho, o futuro [[Justiniano II]].{{harvrefsfn|Hoyland|2012|p=173-174}} Em algum momento entre 16 de setembro e 21 de dezembro de 681, Constantino ordenou a [[Mutilação política na cultura bizantina|mutilação]] dos irmãos, cortando-lhes o nariz e ordenando que suas [[efígie|imagens]] não mais aparecessem nas moedas e documentos oficiais.{{harvrefsfn|Grierson|1968|p=513}} Depois disso, Tibério e o irmão desapareceram do registro histórico.
 
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