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No tempo do profeta [[Maomé]] (''Muḥammad'') a [[quibla]] era assinalada com uma simples pedra. O mirabe surgiu pela primeira vez na época dos [[omíadas]], quando o [[califa omíada|califa]] [[Ualide I]] ordenou a realização de trabalhos de restauração na [[Mesquita do Profeta]] em [[Medina]] no ano de [[706]]. As escavações realizadas numa mesquita em [[Uacite]], no [[Iraque]], que resultou da junção de duas mesquitas, revelaram que a parte mais antiga, datada do {{séc|VI}}, não tinha mirabe, enquanto que a parte mais recente já apresentava este elemento. A partir de então o mirabe expandiu-se para outros locais.
 
Julga-se que o mirabe possa ter sido inspirado nos nichos das [[sinagoga]]s que assinalam o "[[Santo dos Santos]]". Na sinagoga de [[Dura-Europos Europo]] ({{séc|III}}), descoberta em [[1935]], já estava presente um nicho onde se guardava a [[Torá]]. Tem sido também proposta uma relação com a abside das igrejas [[Igreja Copta|coptas]].
 
Vários mirabes do mundo islâmico são conhecidos pela sua beleza. O da antiga [[mesquita de Córdova]], ainda preservado, é formado por [[mosaico]]s multicolores de vidro fundido, um trabalho realizado por artistas do [[Império Bizantino]] no {{séc|X}}. O mirabe da mesquita de [[Bijapur]], na [[Índia]], é talvez um dos maiores do mundo, com sete metros de altura e seis metros de largura. Decorado com [[caligrafia]] dourada, apresenta para alguns especialistas influências das igrejas cristãs [[Barroco|barrocas]] ([[Goa]], então controlada por portugueses, não fica muito longe do local).