Natália Pavlovna Palei: diferenças entre revisões

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Lucien Lelong, nascido em [[Paris]] no dia 11 de outubro de 1889, herdou a sua famosa casa de moda do pai. Pai de uma menina, ele era um herói da [[Primeira Guerra Mundial]] que tinha recebido várias honras pelo serviço prestado. Com as suas origens aristocráticas e beleza distinta, Natália foi uma lufada de ar fresco para o negócio de Lelong. Para Natalie (como passou a ser conhecida), a posição deste homem significava poder, dinheiro e segurança. Embora ela considerasse com cada vez mais seriedade a ideia de se casar com ele, a sua família e amigos viam a união como estranha devido aos rumores da homossexualidade de Lelong. Apesar disso, o casal contraiu um matrimónio civil no dia 9 de agosto de 1927. No dia seguinte, sendo seguidos por um grande número de jornalistas, eles casaram-se numa cerimónia religiosa na Igreja Ortodoxa de Santo Alexandre. Para o casamento Natalie usou um vestido criado pelo marido e cativou os olhares das centenas de pessoas que a admiravam.<ref>{{Citar web |url=http://www.cineartistes.com/fiche-Nathalie+Paley.html |título=Título ainda não informado (favor adicionar) |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> No entanto existem relatos de que ela estava bastante perturbada neste dia.
 
A reputação de Lucien Lelong cresceu com a ajuda da sua delicada esposa de gostos maravilhosos. Delicada e glamurosa, vestida com vestidos de noite brancos ou pretos e com capas vermelhas e púrpura, ela não seguia nenhuma moda e tinha o seu próprio estilo. Era conhecida pelos seus chapéus e luvas que usava na sua própria maneira. Começou a fazer trabalhos como modelo para o marido e tornou-se uma das pessoas que o fotografo Cecil Beaton mais gostava de utilizar nos seus trabalhos. Muitas das fotografias tiradas por Beaton de Natália apareceram nas revistas ''Harper Baazar' e ''[[Vogue (revista)|Vogue]]'' em finais dos anos 20 e ao longo dos anos 30. Natália causou sensação quando apareceu a acompanhar o seu marido num evento público usando um casaco curto de noite feito inteiramente de [[celofane]]''.''
 
A nova inspiração dos fotógrafos de moda, não demorou muito até o nome e fotografias dela começarem a aparecer em revistas e jornais, não apenas nas páginas de moda, mas também nas colunas sociais. Não se ficando pela sombra do marido, Natalie criou a sua própria imagem e posição entre a elite parisiense.
 
Apesar de partilharem o mesmo gustogosto pelas artes e pela moda, muitas coisas separavam o novo casal. Demasiado envolvido com o seu trabalho e apaixonado por uma das suas modelos, Lelong nunca conseguiu compreender as angústias da esposa nem os seus ataques de raiva que a afectavam quando ela se encontrava em público.
 
Natalie ficou devastada com a morte da mãe em novembro de 1929 devido a complicações com o cancro que tinha conseguido vencer 9 anos antes. Com a perda da mãe, as memórias de felicidade da infância dela perderam-se. Mesmo os seus laços com [[Irina Pavlovna Paley|Irina]] faziam parte do passado. Enquanto Natalie se tinha tornado numa socialite, a sua irmã mais velha vivia uma vida calma com o marido e o filho, dedicando-se a trabalhos de caridade e à construção de uma escola para meninas russas.
 
=== Serge Lifar e Jean Cocteau ===
Com o afecto do marido a ser dirigida para outra mulher, Natalie foi à procura de consolação para outro lado. Enquanto passava o verão de 1930 em [[Veneza]], começou um caso com o carismático dançarino [[Serge Lifar]], cujo talento era admirado por todo o mundo. Um antigo amante do mestre de bailado, Serge de Diaghileff, ele era o acompanhante ideal para Natalie. Tendo sido abusada sexualmente quando criança, ela nunca aceitou outro amor que não o platónico, e assim a relação deles era sentimental e não física. A relação durou quase dois anos.<ref>{{Citar web|url=https://theredlist.com/wiki-2-24-525-770-942-view-1930s-4-profile-natalie-paley.html|titulo=Natalie Paley : Muses, It Women|acessodata=2018-06-04|obra=theredlist.com}}</ref> Depois ela seguiu para um outro caso. A escolha voltou a ser estranha.
 
Na primavera de 1932 Natália conheceu o escritor, realizador e artista [[Jean Cocteau]] na apresentação do filme "Sang d'un poète". Eventualmente os dois envolveram-se um curto e ambíguo romance. Os pormenores sobre ele são vagos e divergentes. Alguns dizem que os dois tiveram uma relação intensa que resultou na gravidez de Natália. Esta relação terá sido manchada pelo ciume doentio de Marie-Laure de Noailles, uma mulher obcecada por Cocteau que terá feito os possíveis para causar a infelicidade do casal. Supostamente devido à influência de Marie-Laure, Natália terá decidido abortar, uma decisão que entristeceu Cocteau e a perseguiu para o resto da vida. O próprio Cocteau escreveu no seu diário:
{{quote2|''A Natalie Paley era a minha amante. Nós amavamo-nos. Aquela foi a nossa lua de mel.(…) Rimo-nos sem preocupações. Ela ficou grávida e nós sonhamos com um futuro melhor. A mamã, que tinha sido uma desmancha-prazeres, acabou por ter razão.''<ref>KAUFMANN, Natalie. M''ère, mon beau souci--: Seize poètes et leurs mères''. 1997, pág.100. ISBN 2-251-44101-8</ref>}}
 
Outros dizem que o escritor terá exagerado o tipo de relação que tinha com a princesa, uma vez que, de acordo com relatos da altura, Natália seria apenas uma amiga próxima, mas Cocteau costumava passar horas ao telefone com os amigos afirmando que a amava. Os que defendem esta versão dizem mesmo que ela nunca esteve grávida e que essa foi uma invenção de Cocteau. Se realmente existiu um romance, não se sabe, mas Jean Cocteau baseou-se na sua relação com Natália para escrever o livro "''Os Meninos Diabólicos''" publicado 1939.
 
== Carreira no cinema ==
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