Diferenças entre edições de "Música do Brasil"

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[[Imagem:Francisco da Silva Romão - Santa Cecília.jpg|left|thumb|[[Francisco da Silva Romão]]: ''Santa Cecília'', padroeira dos músicos. [[Museu de Arte da Bahia]].]]
 
O que se conhece dos primeiros tempos da música erudita no Brasil é muito pouco. Não se pode pintar um panorama da música nacional durante os dois primeiros séculos de colonização sem sermos obrigados a deixar amplos espaços em branco. Os primeiros registros de atividade musical consistente provêm da atividade dos padres [[jesuíta]]s, estabelecidos aqui desde 1549. Dez anos depois já haviam fundado aldeamentos para os índios (as chamadas [[reduções]]) com alguma estrutura educativa musical. Neste início, ainda com escasso número de cidades, mesmo as mais importantes não passando de pequenos povoados, também é lembrada a atividade de [[Francisco de Vaccas]] como mestre-de-capela e [[Pedro da Fonseca]]{{dn}} como [[organista]], ambos ativos na Sé de [[Salvador (Bahia)|Salvador]].<ref>Mariz, Vasco. ''História da Música no Brasil''. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada, p. 33.</ref>
 
Um século mais tarde as reduções do sul do Brasil, fundadas por jesuítas espanhóis, conheceriam um florescimento cultural vigoroso e exuberante, onde funcionaram verdadeiros [[conservatório (música)|conservatório]]s musicais, e relatos de época atestam a fascinação do índio pela música da Europa e sua competente participação tanto na construção de instrumentos como na prática instrumental e vocal.<ref>Trevisan, Armindo. ''A Escultura dos Sete Povos''. Brasília: Editora Movimento / Instituto Nacional do Livro, 1978</ref> Os padrões de estilo e interpretação eram naturalmente todos da cultura da Europa, e o objetivo desta musicalização do [[gentio]] era acima de tudo [[catequese|catequético]], com escassa ou nula contribuição criativa original de sua parte. Com o passar dos anos os índios remanescentes dos massacres e epidemias foram se retirando para regiões mais remotas do Brasil, fugindo do contato com o branco, e sua participação na vida musical nacional foi decrescendo até quase desaparecer por completo.<ref>Mariz, pp. 33-34</ref>
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