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===Carreira política===
====Antes do [[Revolução de 25 de Abril de 1974|25 de Abril de 1974]]====
Iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na [[Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa]]. Envolvido na contestação ao [[Estado Novo (Portugal)|regime salazarista]], foi presidente da [[Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa]], em [[1959]]-[[1960|60]] e em [[1960]]-[[1961|61]], e secretário-geral da Reunião Inter-Associações Académicas (RIA), em [[1961]]-[[1962]]. Foi, nessa qualidade, um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos [[1960|60]] — início de um longo e generalizado movimento de contestação estudantil, que teve o seu auge na [[Universidade de Lisboa]], em [[1962]], e na [[Universidade de Coimbra]], em [[1969]].
 
No contexto das lutas académicas, cria, com [[João Cravinho]] e outros, o MAR - Movimento de Ação Revolucionário, de esquerda radical, onde também chega a participar [[Vasco Pulido Valente]].<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref> A seguir, vai aproximar-se dos católicos progressistas &mdash; colabora em [[O Tempo e o Modo]], de [[António Alçada Baptista]] e [[João Bénard da Costa]]; o mesmo sucede com [[Vasco Pulido Valente]]<ref>[hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/.../OTempoeoModo/OTempoeoModo_guiao.pdf Hemeroteca Digital]</ref>. Antes, publicara artigos na [[Seara Nova]], conotada com a esquerda republicana oposicionista<ref>[http://jorgesampaio.pt/jorgesampaio/pt/jorge-sampaio/ Jorge Sampaio]</ref>.
 
Prosseguindo a sua ação como opositor à ditadura, candidatou-se, nas [[Eleições legislativas portuguesas de 1969|eleições legislativas de 1969]], à [[Assembleia Nacional (Portugal)|Assembleia Nacional]], integrando as listas da [[Comissão Democrática Eleitoral|CDE]], que em [[Lisboa]] se opunha à [[Comissão Eleitoral de Unidade Democrática|CEUD]] (esta liderada por [[Mário Soares]] e com incorporação da [[Comissão Eleitoral Monárquica]]).
Três anos mais tarde, na sequência do convite que lhe foi dirigido, Durão Barroso abandona o cargo para presidir à [[Comissão Europeia]]. Podendo optar entre a dissolução da Assembleia da República, a convocação de eleições ou permitir à mesma maioria parlamentar formar novo Governo, decide pela terceira opção e indigita [[Pedro Santana Lopes]] como primeiro-ministro do [[XVI Governo Constitucional de Portugal|XVI Governo Constitucional]].<ref>[http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=142# Museu da Presidência]</ref> A sua decisão foi contestada pelos partidos de esquerda e acabou por influenciar a decisão de demissão do então líder do Partido Socialista, [[Eduardo Ferro Rodrigues]].
 
Em finais do ano de [[2004]] &mdash; contrariando aquilo que fora a sua decisão anunciada e o compromisso com o novo primeiro-ministro, [[Pedro Santana Lopes]] &mdash; resolve dissolver a [[Assembleia da República]] e, bem assim, tirar o poder à maioria formada pelo PSD de [[Pedro Santana Lopes|Santana]] e o seu parceiro de coligação, o CDS-PP de [[Paulo Portas]] (também membro desse [[XVI Governo Constitucional de Portugal|governo]]).
 
Abriram-se assim as portas para a chegada ao poder de [[José Sócrates]], que entretanto (em eleições internas subsequentes à demissão de [[Eduardo Ferro Rodrigues|Ferro Rodrigues]]) conquistou a liderança do [[PS]] contra [[João Soares]] e [[Manuel Alegre]]. [[José Sócrates|Sócrates]] tornar-se-ia assim o primeiro primeiro-ministro socialista a governar com maioria absoluta, após derrotar, nessas [[Eleições legislativas portuguesas de 2005|legislativas de 2005]], o [[Partido Social Democrata (Portugal)|PSD]] de [[Pedro Santana Lopes]].<ref>[http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=142# Museu da Presidência]</ref>