Diferenças entre edições de "Ecaterimburgo"

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A cidade se tornaria um dos primeiros centros industriais da [[Rússia]], por conta dos seguidos decretos que incentivavam o desenvolvimento de siderúrgicas na cidade. A cidade foi construída usando uma grande quantidade de aço. Os comércios e zonas residenciais passaram a ser cercados com muralhas fortificadas, para que Ecaterimburgo pudesse ser, ao mesmo tempo, um centro da manufatura e uma fronteira entre [[Europa]] e [[Ásia]]. Por consequência, Ecaterimburgo logo se tornaria referência para o desenvolvimento da região dos [[montes Urais|Urais]]. A chamada Estrada Siberiana tornou-se disponível em 1763, impulsionando a cidade em uma importante rota de trânsito, o que levou ao seu desenvolvimento como foco de troca e comércio entre o leste e o oeste, dando à cidade o epíteto de ''janela para a Ásia''. Com o crescimento do comércio e a importância administrativa da cidade, a siderurgia tornou-se menos relevante, e os prédios de maior prestígio passaram a ter a pedra como principal material, resultando na proliferação das pequenas manufaturas. Em 1871, a czarina [[Catarina, a Grande]] elevou a cidade à condição de centro administrativo da região, aumentando as reservas de militares e burocratas na cidade.
 
Pouco tempo após o início da [[Revolução de Outubro]], em 1918, o czar [[Nicolau II da Rússia|Nicolau II]], a czarina [[Alexandra Feodorovna]], as princesas [[Olga Nikolaevna Romanova|Olga]], [[Tatiana Nikolaevna Romanova|Tatiana]], [[Maria Nikolaevna Romanova|Maria]], [[Anastácia Romanova|Anastásia]] e o czarevitch [[Alexei Romanov]] foram executados pelos [[bolchevique]]s na [[Casa Ipatiev]], localizada em Ecaterimburgo. No dia seguinte, os demais membros da [[família Romanov]] foram executados em Alapaievsk no dia seguinte. Em 1977, a Casa foi demolida por ordem do então governador da região, [[Bóris Iéltsin]], que viria a se tornar presidente russo. A demolição tinha por objetivo evitar que peregrinos e monarquistas usassem do local como um ponto de encontro. Como presidente, em 1998, Iéltsin permitiria o funeral da família imperial, cujos corpos permaneceram enterrados em cova anônima por quase um século. Em 2007, arqueólogos russos acharam os restos de dois outros membros da família. A cova estava próxima do local onde os demais corpos foram encontrados, em 1991. Os cientistas afirmaram que as ossadas seriam do czarevich Alexei e da princesa Maria ou Anastácia. Junto dos corpos, os arqueólogos também encontraram [[ácido sulfúrico]], que terá sido usado com o objetivo de destruir os cadáveres, para evitar a veneração popular. <ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/monitoring/134401.stm |título=President Yeltsin speaks about Tsar Murder |publicado=BBC News |data=17 de julho de 1998 |acessodata=2012-04-04}}</ref> <ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/monitoring/134401.stm |título=President Yelsin's speech |publicado=BBC News |data=17 de julho de 1998 |acessodata=2012-04-04}}</ref>
[[Imagem:Center of Ekaterinburg.jpg|thumb|left|300px|O distrito central de Ecaterimburgo.]]
Após o triunfo da revolução e a morte de um de seus principais arquitetos, [[Sverdlov|Iákov Sverdlov]], a cidade foi renomeada para ''Sverdlovsk'', em 1924. Nessa época, a cidade foi um dos focos do governo soviético para o desenvolvimento da indústria pesada, o que levou à construção do complexo industrial de maquinaria pesada, o ''Uralmash''. Durante a [[Segunda Guerra Mundial]], várias instituições técnicas e indústrias foram trazidas das regiões afetadas pelos conflitos, como [[Moscou]], para Sverdlovsk, forçando a cidade à produtividade máxima. Com o término do conflito, muitas das indústrias continuaram na cidade.
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