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'''Agrotóxicos''', '''defensivos agrícolas''', '''pesticidas''', '''praguicidas''', '''biocidas''', '''agroquímicos''',<ref>[http://ltc.nutes.ufrj.br/toxicologia/mXII.intro.htm Toxicologia].</ref> '''produtos fitofarmacêuticos'''<ref>{{citar web|url=http://www.alentejolitoral.pt/PortalAmbiente/AgriculturaEFloresta/Agricultura/Paginas/Utilizacaoeaplicacaodeprodutosfitofarmaceuticos.aspx|título=Utilização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos |autor=José M. G. Calado, Prof. Auxiliar da Universidade de Évora Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas, Departamento de Fitotecnia|data=|publicado=|acessodata=}}</ref> ou '''produtos fitossanitários'''<ref>[http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2016/08/ministerio-publico-federal-divulga-nota-de-repudio-ao-pl-3200-2015-o-pl-do-veneno-4054.html PL 3200/15 Ministério Público Federal divulga nota de repúdio ao 'PL do Veneno']. Ao substituir a palavra agrotóxico por "fitossanitário", o projeto fere princípios da transparência e da informação e confunde população, dizem promotores. Rede Brasil Atual, 18 de agosto de 2016.</ref><ref>4.ª Câmara de Coordenação e Revisão, do Ministério Público Federal. [http://www.mpf.mp.br/pgr/documentos/Nota_repdio_3.200.pdf Nota de Repúdio ao Projeto de Lei n.º 3200/2015]. '''Citação''': "''O PL pretende a alteração de nomenclatura, passando a denominar os agrotóxicos de "produtos defensivos fitossanitários", retirando a denominação que transparece a exata noção do produto.''"</ref> são designações genéricas para os vários [[Composto químico|produtos químicos]] usados ​​na [[agricultura]].
 
A [[Organização Mundial da Saúde]] (OMS) define ''pesticida'' ou ''praguicida'' como toda substância capaz de controlar uma [[Praga (organismo)|praga]] que possa oferecer risco ou incômodo às populações e ao [[meio ambiente]]. Podem, ainda, ser definidos como substâncias ou misturas de substâncias destinadas a impedir a ação ou matar diretamente [[insetos]] ([[inseticida]]s), [[ácaros]] ([[acaricida]]s), [[molusco]]s ([[moluscicida]]s), [[roedor]]es ([[rodenticida]]s), [[fungos]] ([[fungicida]]s), [[ervas daninhas]] ([[herbicida]]s), [[bactérias]] ([[antibiótico]]s e [[bactericida]]s) e outras formas de vida animal ou vegetal prejudiciais à [[saúde pública]] e à agricultura.
 
No Brasil, a palavra 'agrotóxico' passou a ser utilizada para denominar os [[veneno]]s agrícolas, colocando em evidência a [[toxicidade]] desses produtos ao [[meio ambiente]] e à [[saúde humana]]. O termo é definido pela Lei Federal n.º 7.802 de 11 de julho de 1989, regulamentada pelo Decreto 98.816 e, posteriormente, pelo Decreto n.º 4.074, de 4 de janeiro de 2002, no seu artigo 1.º, inciso IV:<ref>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4074.htm#art98</ref>
 
''"IV - agrotóxicos e afins - produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento."''
 
Essa definição exclui [[fertilizante]]s e produtos químicos administrados a animais para estimular crescimento ou modificar comportamento reprodutivo.
 
A aplicação de agrotóxicos pode se dar durante a produção, armazenamento, transporte, distribuição e transformação de [[produto agrícola|produtos agrícolas]] e seus derivados. Entre os agrotóxicos, também se incluem os [[desfolhante]]s, [[dessecante]]s e as substâncias reguladoras do crescimento vegetal ou [[fitorregulador]]es.<ref>[http://www.cricyt.edu.ar/enciclopedia/terminos/ProducFito.htm ''Producto Fitosanitario''] en la ''Breve Enciclopedia del Ambiente'', que cita como fuente la ''Guía de productos fitosanitarios para la República Argentina''. 1993. Cámara de Sanidad Agropecuaria y Fertilizantes, República Argentina. pg. 1167</ref>
 
Convém lembrar que muitos dos mesmos [[Princípio ativo|princípios ativos]] usados como agroquímicos, e mesmo agrotóxicos, são também usados como medicamentos humanos diferindo apenas na [[concentração]] e forma de apresentação. Milhões de vidas têm sido salvas de verminoses, [[doenças fúngicas]] e várias outras por medicamentos que usam exatamente as mesmas [[molécula]]s usadas de outra forma para o controle de pragas e doenças agrícolas, pecuárias e também de [[Animal de estimação|animais de estimação]].
[[Imagem:Sembrado de soja en argentina.jpg|thumbminiatura|400px|esquerda|Plantação de soja na [[Argentina]]: os agrotóxicos são um dos meios técnicos (junto com a [[mecanização]]) que caracterizaram a [[Revolução Verde]].]]
Os agrotóxicos de longa persistência que foram usados no passado atualmente estão banidos, pois, além de serem compostos de alta [[toxicidade]] aos seres humanos, também persistem por vários anos nos [[ecossistema]]s, causando sérios desequilíbrios. Não é mais possível encontrá-los no [[mercado]], e sua posse, transporte e uso são [[crime]]s previstos em [[lei]] com punição de [[multa]], [[Prisão|cadeia]] e destruição das lavouras onde tenham sido usados.
 
Atualmente, existem tecnologias consolidadas de produção de alimentos sem a utilização de agrotóxicos, transgênicos ou [[fertilizante]]s químicos. Existem diversas denominações para essas tecnologias, mas a tendência é que sejam agrupadas sob o termo [[agroecologia]].
 
Na agroecologia, utilizam-se os policultivos como forma de manter a [[biodiversidade]], de forma que [[inseto]]s, [[planta]]s, [[bactéria]]s e [[fungo]]s convivam em harmonia, sem se reproduzirem de forma descontrolada. Na agricultura agroecológica, as "pragas" da agricultura convencional são tratadas como "desequilíbrios".
 
A fertilização do solo é feita a partir de [[adubo]]s orgânicos, de restos de alimentos ou [[fezes]] de animais. Além disso, a correta utilização do solo com combinações de culturas evita o desgaste e mantém o equilíbrio dos [[nutriente]]s.
 
== No Brasil ==
De acordo com a Lei Federal n.º 7.802/1989, "agrotóxicos são os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento dos produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros [[ecossistema]]s e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa dos seres vivos considerados nocivos."<ref>LEI FEDERAL n.7 802acervoeditoradombosco</ref>
 
Existem cerca de 15 000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes, sendo que cerca de 8 000 encontram-se licenciados no Brasil, que é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, segundo a [[Agência Nacional de Vigilância Sanitária]] (Anvisa). O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos apontou problemas de [[contaminação]] em vários produtos agrícolas, como o [[pimentão]], o [[morango]] e o [[pepino]], que lideraram o ''[[ranking]]'' dos alimentos com o maior número de [[Amostra (estatística)|amostras]] contaminadas, em 2010. Nessas amostras, a Anvisa detectou a presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para essas culturas.<ref>[http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19160&boletim_id=1069&componente_id=17111 ''Ranking'' da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos], por Marco Aurélio Weissheimer. ''[[Carta Maior]]'', 7 de dezembro de 2011.</ref>
** Parte II (2014) (disponível no [[YouTube]] watch?v=fyvoKljtvG4 )
* [http://www.13snhct.sbhc.org.br/resources/anais/10/1356022660_ARQUIVO_RegulacaoAgrotoxicosSBHC.pdf Regulação de agrotóxicos: uma análise comparativa]. Por Victor Pelaez ([[UFPR]]), Letícia da Silva ([[ANVISA]]) e Eduardo Araújo (UFPR), 2013
* [http://ocs.ige.unicamp.br/ojs/rbi/article/view/1124/696 A (des)coordenação de políticas para a indústria de agrotóxicos no Brasil]. Por Victor Manoel Pelaez, Letícia Rodrigues da Silva, Thiago André Guimarães ([[UFPR]]), Fabiano Dal Ri (UFPR) e Thomaz Teodorovicz (UFPR). ''Revista Brasileira de Inovação. Campinas, 14, n.º especial, p. 153-178, julho de 2015
 
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