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Em Cuba, o anarquismo continuou a ser força hegemônica nos sindicatos durante esse período, enquanto no México, os anarquistas protagonizaram episódios relevantes durante a [[Revolução Mexicana]], iniciada em 1910. O [[Partido Liberal Mexicano]], fundado alguns anos antes pelos irmãos [[Enrique Flores Magón|Enrique]] e [[Ricardo Flores Magón]], já em 1908 era uma organização específica anarquista, e colocou-se à frente da [[rebelião da Baixa Califórnia]], em 1911, que se estendeu a outras cidades e recebeu o apoio da IWW. [[Emiliano Zapata]], um dos principais líderes da Revolução Mexicana, foi fortemente influenciado pelo anarquismo e, em 1915, contava com um exército de 70&nbsp;mil combatentes.<ref name=corr40b />
 
Na [[América do Sul]], a experiência de maior destaque foi a ''[[Federação Operária Regional Argentina|Federación Obrera Regional Argentina]]'' (FORA), fundada na Argentina em 1904; o movimento operário no país era hegemonicamente anarquista, razão que possibilitou, em 1905, um vínculo programático entre o anarquismo e o sindicalismo na FORA, constituindo a primeira experiência anarcossindicalista da América Latina. Episódios como a [[Semana Trágica de 1919 (Argentina)|Semana Trágica de 1919]] e as [[Patagônia rebelde|revoltas na Patagônia]] entre 1920 e 1921, além do [[atentado]] ao coronel [[Ramón Lorenzo Falcón]], marcaram a força do movimento anarquista argentino. No [[Brasil]], a fundação da [[Confederação Operária Brasileira]] (COB) em 1906 — que incluiu federações operárias locais de [[São Paulo]], [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], [[Santos]] e [[Porto Alegre]] —, além de uma [[Greve Geral de 1917|greve geral em 1917]] e de uma [[Insurreição anarquista de 1918|insurreição em 1918]], marcaram a hegemonia anarquista no movimento operário do país nesse período.{{Sfn|Corrêa|2012|p=41}} No Uruguai, [[Chile]], [[Bolívia]], [[Colômbia]], [[Equador]], [[Paraguai]], [[Peru]] e [[Venezuela]], os anarquistas tiveram participação relevante no movimento operário e, em alguns desses países, ajudaram a fundar novos sindicatos de intenção revolucionária.{{Sfn|Corrêa|2012|p=41-42}} Na região do [[Rio da Prata]], houve ações levadas a cabo por anarquistas expropriadores. Também uma série de iniciativas no campo da educação foram tomadas pelos anarquistas na América Latina, destacando-se as experiências da Argentina, Brasil, Peru e Cuba.{{HarvRef|name=corr42b|Corrêa|2012|p=42}}
 
Na [[Ásia]], experiências anarquistas na [[China]], no [[Japão]] e na [[Coreia]] entrelaçaram-se, a partir de viagens de estudantes para o exterior. Na China, os anarquistas participaram da fundação do [[Kuomintang]] e, durante toda a segunda onda, constituíram a força hegemônica do movimento revolucionário chinês, criando os primeiros sindicatos do país, pautando a mobilização na cidade e no campo, a libertação da mulher e a educação universal. No Japão, o anarquismo consolidou-se na década de 1910, como uma das três maiores forças do movimento revolucionário; entre 1918 e 1922, os anarquistas japoneses criaram e participaram de vários sindicatos.<ref name=corr42b /> Na Coreia, o anarquismo já havia se desenvolvido desde 1910, na região da [[Manchúria]], consolidando-se em 1919, a partir de um vínculo estreito com o movimento de libertação nacional; neste ano, os anarquistas envolveram-se de forma determinante no [[Movimento Primeiro de Março]], que mobilizou 2&nbsp;milhões de pessoas na luta pela independência do país.{{Sfn|Corrêa|2012|p=42-43}}
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