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''[[Baroneza (locomotiva)|Baroneza]]'' era o nome da [[locomotiva]] do primeiro trem a circular no [[Brasil]]. Na sua primeira viagem, no dia [[30 de abril]] de [[1854]], percorreu a distância de 14 km num percurso que ligava a [[Baía de Guanabara]] a Raiz da Serra, em [[Petrópolis]], no [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]]. [[Irineu Evangelista de Souza]], o Barão de Mauá (depois, [[visconde]]), foi o responsável pela construção desta ferrovia através da concessão dada pelo imperador [[Pedro II do Brasil|dom Pedro II]], conhecida por "Estrada de Ferro Petrópolis" ou "Estrada de Ferro Mauá".
 
No entanto, esta não era a primeira vez que se tentava introduzir o trem no Brasil. Em [[1835]], o regente [[Diogo Antônio Feijó]] tinha promulgado uma lei que concedia [[benesse]]s a quem construísse uma estrada de ferro que ligasse o [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] às [[capital|capitais]] de [[Minas Gerais]], [[Rio Grande do Sul]] e [[Bahia]]. Esta arrojada e arriscada proposta não encontrou, contudo, ninguém que a quisesse explorar.
Em [[9 de fevereiro]] de [[1858]], foi inaugurada a segunda ferrovia brasileira, entre [[Recife]] e [[Rio São Francisco|São Francisco]] e, em [[29 de março]] do mesmo ano, era inaugurada a "Estrada de Ferro Dom Pedro II", que, em [[1889]], se viria a tornar na [[Estrada de Ferro Central do Brasil]]; o seu construtor e primeiro diretor foi [[Cristiano Benedito Ottoni]].
 
Em [[1877]], foi concluída a ligação [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]] – [[São Paulo]], pela junção das ferrovias "Paulista" e "Dom Pedro II".
 
Quando da [[Proclamação da República do Brasil|Proclamação da República]], em [[1889]], já existiam no Brasil cerca de dez mil quilômetros de ferrovias, mas foi no início do século XX que se deu um grande passo no desenvolvimento ferroviário, tendo sido construídos entre 1911 e 1916 mais cinco mil quilómetros de linha-férrea.
 
A Central do Brasil foi um marco importante na história ferroviária do Brasil. Ela era a única ferrovia verdadeiramente nacional, já que ligava, entre si, os hoje três principais [[Unidades federativas do Brasil|estados]] do Brasil: [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], [[Minas Gerais]] e [[São Paulo]]. Esta interligação tinha um enorme movimento de pessoas e cargas, e foi importantíssima no escoamento da produção das jazidas de minério de ferro de [[Minas Gerais]].
 
A eletrificação da Central do Brasil foi decidida em [[1933]] após muitos anos de indecisões, mas a falta de meios económicos, aliada ao abandono das obras por parte da empresa inglesa responsável que foi obrigada a voltar-se exclusivamente para o [[esforço de guerra]] britânico na [[Segunda Guerra Mundial]], atrasou o processo muitos mais anos. Em [[1910]], já havia começado a eletrificação da "E.F. Corcovado" e, em [[1922]], a da "Companhia Paulista de Caminhos de Ferro".
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