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|autor = Oswaldo Faustino|data=|ano=|mes=|titulo=A história do cantor e ativista Harry Belafonte|jornal=[[Raça Brasil]]|volume=187|numero=|paginas=|editora= [[Editora Escala]]|local=|issn=|pmid=|doi=|bibcode =|oclc =|id=|url=http://racabrasil.uol.com.br/colunistas/a-historia-do-cantor-e-ativista-harry-belafonte/2087/|idioma=português|formato=|acessadoem=|aspas=}}</ref>
 
Belafonte nasceu no [[Harlem]], o bairro negro pobre da cidade de Nova Iorque e na infância viveu na [[Jamaica]], país natal de sua mãe. De volta aos Estados Unidos, fez o colegial numa escola pública da cidade e serviu na [[marinha]] durante a [[Segunda Guerra Mundial]]. No fim dos [[década de 1940|anos 40]], começou a ter aulas de arte dramática junto com [[Marlon Brando]], [[Tony Curtis]] e [[Sidney Poitier]], enquanto trabalhava junto ao [[teatro]] [[Negros|negro]] americano. Anos depois, receberia um Prêmio [[Prémios Tony|Tony]] por seu trabalho nos palcos da [[Broadway]].
 
== Carreira ==
=== Música ===
[[Imagem:Harry Belafonte no Galeão (RJ), 1970.tif|thumb|direita|250px|Harry Belafonte no Rio de Janeiro em 1970.]]
Belafonte iniciou sua carreira na música como cantor em night-clubs de Nova Iorque para pagar por suas aulas de [[ator]]. Seu repertório misturava o pop com o [[folk]] ianque, pelo qual se interessou ao voltar da guerra. Em 1952 conseguiu um contrato de gravação com a empresa [[RCA Victor]] e quatro anos depois seu álbum Calypso explodiu nas paradas ianques, sendo o primeiro [[LP]] a vender mais de um milhão de cópias no país. Foi este disco que apresentou o calypso ao público local e o consagrou como "Rei", apelido pelo qual ele tinha fortes reservas.
 
Durante os anos sessenta, além de ganhar dois prêmios [[Grammy]] e seis [[discos de ouro]], introduziu diversos novos artistas ao público ianque, notadamente a cantora [[África do Sul|sul-africana]] [[Miriam Makeba]] com quem gravou diversas músicas anti[[apartheid]], e um de seus álbuns de sucesso, de 1962, traz a primeira gravação registrada de um jovem tocador de [[harmônica]] chamado [[Bob Dylan]]. Com a chegada dos [[Beatles]] aos Estados Unidos e a invasão do [[rock]] inglês nas paradas musicais, o sucesso de Belafonte começou a diminuir. Mesmo sem o mesmo [[Status social|status]] de astro dos primeiros anos, ele continuou a fazer grandes shows pelo país e pelo mundo até 2003, quando anunciou sua aposentaria dos palcos.
 
=== Cinema e televisão ===
Grande seguidor do [[Movimento dos Direitos Civis]] e um dos confidentes de [[Martin Luther King]], levantou milhares de dólares para libertar sob fiança centenas de manifestantes presos e foi um dos organizadores da famosa [[Marcha sobre Washington]].
 
Em 1968, ele e sua amiga, a cantora [[Petula Clark]], protagonizaram uma cena pioneira na [[tv]] ianque, num programa especial da cantora britânica na rede [[NBC]]. Durante a gravação, enquanto cantavam juntos e sorriam um para o outro, Petula, branca, segurou por instantes nos braços e ombros de Harry, levando o patrocinador, a marca de automóveis [[Plymouth (automóveis)|Plymouth]], a querer retirar a cena da edição final, por medo da reação do público. Petula recusou-se ameaçando impedir a transmissão do programa todo, pois ele era de sua propriedade (The Petula Clark Show) e a questão, entre a gravação e a exibição provocou grande discussão na [[imprensa]]. Quando o show foi finalmente ao ar, sem cortes, provocando grandes índices de audiência, mostrava pela primeira vez na história duas pessoas de cores diferentes tendo contato físico carinhoso durante uma transmissão de televisão.
 
Em 1985 foi um dos organizadores do grupo de artistas que gravou a famosa música "[[We Are the World]]" que vendeu milhões de cópias em todo mundo e ganhou um Prémio [[Grammy]], e se apresentou ao vivo no super concerto [[Live Aid]]; em 1987 foi nomeado embaixador da boa vontade da [[Unicef]]. Nesta função, foi a [[Ruanda]] e [[África do Sul]], levantando fundos de ajuda e denunciando a miséria, exploração e [[racismo]] existente em grande escala no [[continente]] africano.
=== Oposição ao governo Bush ===
[[Imagem:Harry Belafonte 2011 Shankbone.JPG|thumb|Belafonte em 2011]]
Harry Belafonte chamou a atenção por seus comentários políticos contra o governo Bush e a [[Guerra do Iraque]]. Sendo um dos primeiros artistas a apoiar publicamente o [[jornalista]] e [[documentário|documentarista]] [[Michael Moore]] em sua cruzada cívica contra a eleição de [[George H. W. Bush]] e a invasão do Iraque, um de seus comentários mais ácidos foi feito durante uma entrevista a uma [[Rádio (telecomunicações)|rádio]] de [[San Diego]], quando acusou, usando palavras de um de seus mentores ideológicos, [[Malcolm X]], os então [[Secretário de Estado|Secretários de Estado]] dos Estados Unidos, [[Colin Powell]] e [[CondoleezaCondoleezza Rice]], de serem usados como serviçais úteis do governo branco e direitista de George Bush. Rice respondeu, através do programa da jornalista Amy Goodman, Democracy Now, "que não precisava que Harry Belafonte lhe ensinasse o que era ser negra nos Estados Unidos".<ref>{{citar web |url=http://www.democracynow.org/article.pl?sid=06/01/30/157217&mode=thread&tid=25 |publicado=Democracynow.org |autor= |obra= |título= |data= |acessodata= |língua= }}</ref>
 
== Frases ==