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===Reaparição como a grande figura do Rio das Velhas===
Em [[1700]] reapareceu nas Minas, com a intenção de negociar com o governo o arquivamento do seu processo em troca da revelação dos locais onde existiriam as jazidas de [[ouro]] do [[rio das Velhas]] e da serra do Sabarabuçu. Apresentou, assim, ao governador da Capitania de [[São Paulo (estado)|São Paulo]] e [[Minas Gerais]], [[Artur de Sá e Menezes]] amostras desse ouro, regressando a seguir para a região do rio das Velhas, (atual [[Sabará]]) em companhia de seus genros [[Antônio Tavares]] e [[Francisco de Arruda]].
 
A Provisão Régia de [[6 de março]] de [[1700]] nomeou-o Guarda-mor desse distrito do Rio das Velhas, «esperando que o governador Artur de Sá e Menezes viesse reparti-lo pessoalmente em abril de [[1701]]. As guardas-morias eram as únicas autoridades necessárias e com razão de ser, pois nas Minas a primeira propriedade nelas constituída nenhuma outra origem teve senão a título de datas minerais. Tendo Borba Gato subido em [[1699]] e supondo Artur de Sá e Menezes que estivesse para o [[Quinta do Sumidouro|Sumidouro]], arraial já existente na zona, e de fundação sua, explica-se a confusão do Rio das Velhas com o Sumidouro, nome certo e dominante naquelas paragens. Por esta e outras provisões se deduz que as minas dos Cataguases eram as da região adentro da [[Itaverava]], únicas conhecidas; as de Miguel Garcia e do Ribeirão do Carmo.
 
[[Pedro Taques de Almeida]] em [[20 de março]] de [[1701]] escreveu uma carta ao governador geral D. [[João de Lencastre]] em que afirma: «Dizem os homens que tem andado este sertão que é e será mais fácil conduzir gado dos currais desta cidade da Bahia para as Minas do que levá-los destas capitanias de São Paulo.» Estava-se preocupando o governador com o abastecimento das Minas, dada a grande fome que assolara os mineiros nos anos anteriores a ponto de forçar sua evacuação. Diz também Taques que o Quinto era de 12 arrobas, das quais sete arrecadadas em [[São Paulo (estado)|São Paulo]] e cinco em [[Taubaté]]. Comenta que Borba Gato, agraciado por [[Artur de Sá e Menezes]] com o título de tenente-general como recompensa a seu serviço ao Rei, fizera pesquisas e novas descobertas de prata». Eram erros grosseiros, porém, como logo se veria: Borba Gato confundira o ouro paladiado das proximidades de Sabará com prata. A carta diz: «o tenente-general Manuel Borba Gato trouxe agora ao general Artur de Sá e Menezes umas folhetas limitadas, que parece foram douradas, que me certifica o dito general era prata achada entre ouro das quebradas, em que alguns serros daquele território afocinham, porque raspando o dourado mostra prata, e neste mesmo sítio se descobriu ouro, que os mineiros puseram-lhe o nome de prateado, porque é mais prata que ouro, razão por que não o lavram, por não ter valor; e sem mineiros será difícil descobrir-se prata.» Deduz-se por esta carta que os mineiros se tornavam exigentes e não mais se davam ao incômodo de lavrar sítio onde a prova não desse de meia oitava para cima, havendo ribeiros onde eram frequentes bateadas de meia libra. Cada negro lavrava por dia umas 40 a 50 bateias de terra. Distribuídas as datas nos primeiros anos, os paulistas andavam felizes, tirando ouro fácil das lavagens, bateias peneirando o cascalho dos rios, ou trabalhando com picaretas e almocafres nos filões superficiais. Esta fase pioneira logo acabaria.
 
Em [[9 de Junho]] de [[1702]], carta patente de Artur de Sá Menezes nomeou Borba Gato tenente-general substituindo o Superintendente [[José Vaz Pinto]]: com jurisdição sobre as minas do [[rio das Velhas]].
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