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Mário Kertész foi [[Lista de prefeitos de Salvador|prefeito da cidade de Salvador]] por duas vezes.<ref name="ufba"/> Sua primeira gestão, entre [[1979]] e [[1981]], foi como [[prefeito biônico]], indicado pelo então governador [[Antônio Carlos Magalhães]] em seu segundo governo.<ref name="ufba"/> As principais obras e realizações desta primeira administração foram a criação da Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador), responsável pela coleta de lixo da cidade e da Transur (Companhia de Transportes Urbanos de Salvador), todas em 1979. Mais tarde, em 1997 a Transur seria extinta.
 
Voltou à prefeitura sendo eleito [[Democracia|democraticamente]] em 15 de novembro de [[1985]], já rompido com [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]]<ref name="ufba"/>, campanha idealizada pelo publicitário baiano [[Duda Mendonça]]. Recebeu o apoio de [[Waldir Pires]]<ref name="ufba"/>, na época ministro da Previdência, e do então senador e correligionário [[Fernando Henrique Cardoso]], derrotado no mesmo ano em [[São Paulo (estado)|São Paulo]] por [[Jânio Quadros]]. Assumiu em 1 de janeiro de [[1986]]<ref name="ufba"/> para um mandato atípico de 3 anos.
 
Foi nesta segunda administração que Mário Kertész realizou as obras projetadas por [[Lina Bo Bardi]] e pelo arquiteto carioca [[João Filgueiras Lima]], o "Lelé". Dentre outras, o [[Palácio Tomé de Sousa]], sede atual da Prefeitura de Salvador, construída em aço e vidro em 14 dias e inaugurada em 16 de maio de 1986; instalação da Fábrica de Cidades, FAEC, numa área de 140.000 m², com objetivo de produzir peças de argamassa armada em larga escala, destinadas à construção de diversos equipamentos comunitários com qualidade, rapidez e baixo custo, como escolas municipais construídas em argamassa armada; criação, em fevereiro de 1986, da [[Empresa de Turismo de Salvador|EMTURSA]] atual [[Saltur]] e da Prodasal (Companhia de Processamento de Dados de Salvador); criação do Diário Oficial do Município.{{carece de fontes}}
Presidido por seu fundador, João Falcão, militante comunista, o jornal da Bahia nasceu e cresceu como oposição à ditadura e a Antônio Carlos Magalhães. Entrou em declínio quando foi vendido, em 1983, ao próprio [[Antonio Carlos Magalhães|ACM]], que sempre fez de tudo para fechá-lo. O fim da ditadura militar e a venda ao principal opositor, fez com que o Jornal da Bahia perdesse aquilo que seduzia e estimulava seus leitores, o que agravou sobremodo a sua já combalida situação financeira.<ref>[http://www.istoe.com.br/reportagens/41890_UMA+VOCACAO+TIRANICA Revista Isto É Independente - Brasil. "Uma vocação tirânica" (Página acessada em 02 de setembro de 2012)]</ref>
 
Em 1990, em meio à crise, os acionistas resolveram contratar um executivo fora do seu corpo administrativo. Mário Kertész foi eleito em assembléia para o cargo de Presidente da Diretoria Executiva, com mandato de dois anos, sendo reeleito uma única vez. Nesse período, entre [[1990]] e [[1994]], MK, seguindo o exemplo do [[jornal Notícias Populares]] de [[São Paulo (estado)|São Paulo]], mudou a linha editorial do Jornal da Bahia, tornando-a mais popular, reduziu o número de páginas e instalou sua redação no mesmo prédio da então Rádio Cidade, como forma de reduzir custos.
 
Tais esforços foram praticamente anulados pela recessão econômica que se abateu sobre o País, resultado da hiper inflação (1.200% a.a) deixada pelo governo José Sarney e pelo confisco monetário decretado no governo de [[Fernando Collor]], fatores determinantes para o fechamento do jornal em fevereiro de 1994.
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