Diferenças entre edições de "Abolhassan Bani-Sadr"

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{{Info/Biografia/Wikidata}}
'''Abolhassan Bani-Sadr''' (em [[pársi]], سیِّدابوالحسن بنی‌صدر‎‎; também [[transliterado]] como '''Abū al-Ḥasan Banī-Ṣadr''';<ref>[https://global.britannica.com/biography/Abolhasan-Bani-Sadr Abolhasan Bani-Sadr. President of Iran]. ''[[Encyclopædia Britannica]]''</ref> [[Hamadã]]<ref>[http://www.answers.com/Abolhasan%20Bani%20Sadr Abolhasan Bani Sadr: Information and Much More from Answers.com<!-- Bot generated title -->]</ref>, [[22 de março]] de [[1933]]) foi presidente eleito do [[Irã]] em [[1980]] e formouformando um governo de coligação para governar o país. Em seu mandato enfrentou uma [[Crise de reféns no Irã|crise]] com os [[Estados Unidos]] e aea [[Guerra Irã-Iraque| invasão iraquiana]].
 
Após o confronto com os [[xiitas]], queos quais conseguiram a aprovação de [[Mohammad-Ali Rajai]] como [[primeiro-ministro]], foi obrigado a sair do país, em setembro de [[1981]], exilando-se em [[Paris]]. Formou então, o Conselho Nacional de Resistência para a Libertação e a Independência do Irã.
 
==Início da vida ==
Abolhassan Bani-Sadr nasceu na cidade de [[Hamedan]], em 22 de março de 1933, em uma família religiosa. Seu pai era próximo de [[Ruhollah Khomeini]] e era um [[aiatolá]].
 
Nos [[anos 1960]], participou nodo movimento estudantil de oposição ao [[Reza Pahlevi|Xá Reza Pahlevi]]. Foi preso duas vezes e ferido durante uma rebelião em 1963. Fugiu para a [[França]]. Estudou Finanças e Economia na [[Sorbonne]] e juntou-se ao grupo de resistência iraniana liderado pelo [[aiatolá]] Khomeini.<ref>{{Citar periódico|ultimo=|primeiro=|data=1981-10-02|titulo=Barry Rubin. <italic>Paved with Good Intentions: The American Experience and Iran</italic>. New York: Oxford University Press. 1980. Pp. xii, 426. $17.50|url=http://dx.doi.org/10.1086/ahr/86.4.896|jornal=The American Historical Review|doi=10.1086/ahr/86.4.896|issn=1937-5239|acessodata=}}</ref>
 
Retornou ao Irã, juntamente com Khomeini, quando a [[Revolução iraniana|revolução]] estava começando, em fevereiro de 1979. Escreveu um livro sobre finanças islâmicas, cujo título, ''Eghtesad Tohidi'', é uma frase em árabe que se traduz aproximadamente como "A Economia do Monoteísmo".
 
== Carreira política ==
 
Após a [[Revolução Iraniana]], tornou-se Vice-Ministro das Finanças em 4 de fevereiro de 1979, permanecendo no cargo até 27 de fevereiro de 1979. Após a renúncia do ministro interino das Finanças do [[Governo Provisório do Irã (1979)|Governo Provisório]], Ali Ardalan, em 27 fevereiro de 1979, Bani-Sadr foi nomeado para o cargo pelo [[primeiro-ministro do Irã|primeiro-ministro]] [[Mehdi Bazargan]]. Em 12 novembro de 1979, foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros, em substituição a [[Ebrahim Yazdi]], no governo liderado pelo [[Conselho da Revolução Islâmica]], após a renúncia do governo interino.
 
[[Imagem: Banisadr-election.jpg | thumb | 250px | left |Foto de Bani-Sadr em cartaz de propaganda eleitoral.]]
 
Após a morte de [[Mahmoud Taleghani]], Bani-Sadr foi eleito Presidente do Conselho, permanecendo nesse cargo até ser eleito Presidente da República.
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== Presidência ==
[[File:Banisadr beheshti.jpg|thumb|200px|Bani-Sadr empossado como primeiro presidente do Irã, em [[1980]].]]
Bani-Sadr não era um clérigo [[Islão|muçulmano]], e Khomeini insistira que os clérigos não deveriam concorrer a cargos de governo. No [[eleição presidencial do Irã de 1980|pleito de 25 de janeiro de 1980]] , Bani-Sadr foi eleito presidente, com 78,9 % dos votos, para um mandato de quatro anos, e empossado em 4 de fevereiro do mesmo ano. Khomeini, entretanto, continuava a ser o líder supremo do Irã, com o direito constitucional de demitir o presidente. As cerimônias de posse foram realizadas no hospital onde Khomeini se recuperava de uma crise cardíaca.<ref>''Facts on File 1980 Yearbook'', p. 88</ref>
 
Em agosto e setembro de 1980, Bani-Sadr sobreviveu a dois acidentes de [[helicóptero]], perto da fronteira iraniana com o [[Iraque]]. Em 10 de junho de 1981, durante a [[Guerra Irã-Iraque]], Bani-Sadr foi nomeado comandante-chefe das forças armadas por Khomeini.<ref name=m93>{{citar periódico|último =Mozaffari|primeiro =Mahdi|título=Changes in the Iranian political system after Khomeini's death|url=http://ha6uq4xy8k.scholar.serialssolutions.com/?sid=google&auinit=M&aulast=Mozaffari&atitle=Changes+in+the+Iranian+Political+System+after+Khomeini%27s+Death*&id=doi:10.1111/j.1467-9248.1993.tb01659.x&title=Political+studies&volume=41&issue=4&date=1993&spage=611&issn=0032-3217|periódico=Political Studies|ano=1993|volume=XLI|páginas=611–617|acessodata=30 de julho de 2013|doi=10.1111/j.1467-9248.1993.tb01659.x}}</ref>Pouco depois, seria destituído da função, que passaria a ser exercida pelo próprio aiatolá .
 
=== ''Impeachment'' ===
Em 21 de junho de 1981, o [[Majlis]] (Parlamento iraniano) declarou o ''[[impeachment]]'' de Bani-Sadr na sua ausência, por supostamente contrariar os clérigos no poder, em particular [[Mohammad Beheshti]], então chefe do sistema judicial. Khomeini assina o ''impeachment'' no dia seguinte. Mesmo antes disso, a [[Guarda Revolucionária]] já havia cercado os edifícios e jardins presidenciais e prendera redatores de um jornal intimamente ligado a Bani-Sadr. Nos dias que se seguiram, vários de seus amigos mais próximos foram executados, incluindo [[Hossein Navab]], [[Rashid Sadrolhefazi]] e [[Manouchehr Massoudi]]. O aiatolá [[Hussein Ali Montazeri|Montazeri]] estava entre as poucas pessoas no governo que então apoiavam Bani-Sadr. Mas logo depois também Montazeri seria despojado de seus poderes.
 
Ao mesmo tempo, o governo iraniano baniu todos os partidos políticos, exceto o Partido da República Islâmica. Forças governamentais prendem membros de outros partidos, como os [[Organização dos Mujahedin do Povo Iraniano]] (OMPI), [[Fedayin Khalq]], [[Tudeh]] e Paikar.
 
Bani-Sadr esconde-se durante uns poucos dias antes de sua remoção de [[Teerã]], protegido pelos Mujahedin do Povo (OMPI). EleTentou ainda tentou organizar uma aliança de facções anti-Khomeini - incluindo o OMPI, KDP e a [[Organização Fedayin (Minoria)]], evitndoevitando porém qualquer contato com grupos favoráveis ao Xá exilado - para retomar o poder. Reuniu-se inúmeras vezes, na clandestinidade, com o líder dos Mujahedin, [[Massoud Rajavi]], para planejar uma aliança, mas após a execução, emexecuçãoem 27 de julho, de [[Mohammadreza Saadati]], membro do OMPI, Bani-Sadr e Rajavi concluíram que não era seguro permanecer no Irã.<ref name=zabih>{{citar livro|autor = Sepehr Zabih |título= Iran Since the Revolution |publicado= Taylor & Francis |ano= 1982 |isbn = 0-7099-3000-3 |páginas= 133–136}}</ref>
 
Segundo Bani-Sadr, seu ''impeachment'' fora um [[golpe de estado]] contra a democracia no Irã. A fim de resolver as diferenças políticas no país, ele pediu um [[referendo]]. Pouco antes do referendo, Khomeini, possivelmente pressionado pelo clero, endossou o ''impeachment''.<ref>{{en}} {{citar web|último1 =Abolhassan|primeiro1 =Bani-Sadr|título=35 Years On, It is Time to Return to the Democratic Spirit of the Iranian Revolution|url=http://www.huffingtonpost.com/abolhassan-banisadr/abolhassan-bani-sadr-iranian-revolution_b_4746509.html|obra=Huffington Post|acessodata= }}</ref>
Em artigos publicados sobre o protestos eleitorais iranianos de 2009, Bani-Sadr atribuiu o clima político excepcionalmente aberto antes da eleição à grande necessidade do governo de provar sua legitimidade.<ref name="DW20090703">{{citar jornal|título= The Regime Cares Nothing about Human Rights |autor =Abolhassan Banisadr |publicado= ''[[Die Welt]]'' / Qantara|data= 2009-07-03 | url = http://en.qantara.de/webcom/show_article.php/_c-476/_nr-1182/i.html |acessodata= 2009-07-31}}</ref> No entanto, segundo ele, o governo havia perdido tanto a legitimidade política, referindo-se em particular, ao levante espontâneo, como a legitimidade religiosa, citando as ameaças do [[líder supremo do Irã|Supremo Líder]] [[aiatolá]] [[Ali Khamenei]], que levaram à violenta repressão do movimento popular.<ref name="NYT20090801">{{citar jornal|título= Iran at the Crossroads |autor =Abolhassan Banisadr |publicado= ''[[New York Times]]'' |data= 2009-07-31 | url = http://www.nytimes.com/2009/08/01/opinion/01iht-edbanisadr.html?hpw |acessodata= }}</ref>
 
Desde agosto de 2011, Bani-Sadr passou a viver em [[Versalhes, Yvelines | Versalhes]], perto de [[Paris]], em uma [[vila]] muito bem guardado pela polícia francesa.<ref name="WT20090707">{{citar jornal|título= Former Iran president says Khamenei behind election “fraud” |autor =Agence France-Presse |publicado= ''WashingtonTV'' |data= 2009-07-07 | url = http://televisionwashington.com/floater_article1.aspx?lang=en&t=1&id=11922 |acessodata= 2009-07-31}}</ref><ref name="DW20090703"/>
 
{{Referências}}
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