Abrir menu principal

Alterações

Sem alteração do tamanho, 06h49min de 19 de julho de 2018
Removendo texto sem fontes não relacionado ao artigo
== Outros intelectuais ==
Dentre os intelectuais proeminentes que criticam o marxismo encontramos:
 
=== Raymond Aron ===
O intelectual francês [[Raymond Aron]] em sua obra [[O ópio dos intelectuais]] afirma que nenhuma outra doutrina criou no homem, como o marxismo, uma "ilusão da onipotência". Acreditava que o marxismo havia se tornado uma [[ideologia]] e, por isso, considerava-o "o ópio dos intelectuais".
 
Afirma no livro que ''"as sociedades ocidentais não têm o equivalente ao marxismo-leninismo, seja como base para o regime, seja como fundamento de uma síntese, ou pseudo-síntese, intelectual"''. Ideologia, segundo Aron, era ''"uma concepção mais ou menos sistemática da realidade política e histórica de mistura de fatos e valores"''.
 
Aron considerava o [[Comunismo]] ''"uma versão aviltada da mensagem cristã"''. Afirma que o comunismo retém do cristianismo ''"a ambição de conquistar a natureza, de melhorar a sorte dos humildes"''. Porém, segundo Aron, o comunismo ''"sacrifica o que foi e continua sendo a alma da aventura definitiva: a liberdade de pesquisa, a liberdade de controvérsia, a liberdade de crítica e de voto do cidadão. Submete o desenvolvimento da economia a um planejamento rigoroso e a edificação socialista a uma ortodoxia de Estado"''.
 
Ainda sobre a questão cristã, Aron entendia que ''"o cristão nunca poderá ser um autêntico comunista, do mesmo modo que o comunista não pode crer em Deus ou no Cristo, porque a religião secular, animada por um ateísmo fundamental, declara que o destino do homem cumpre-se todo inteiro nesta terra. O cristão progressista esconde de si mesmo essa incompatibilidade"''.
 
=== Leslie Page ===
O historiador britânico Leslie Page publicou em [[1987]] o livro ''"Karl Marx e o exame crítico de suas obras"''.<ref>PAGE, Leslie R.; ''Karl Marx and Critical Examination of his Works''. Londres: Freedom Association, 1987.</ref> A obra cobre um período de cinquenta anos, de 1844-1894, e é baseada nas edições inglesas das ''"Marx/Engels Collected Works"'' (Obras Reunidas de Marx/Engels) e ''"Marx/Engels Selected Works"'' (Obras Selecionadas de Marx/Engels). Um segundo volume com o mesmo título foi publicado no ano [[2000]].<ref>PAGE, Leslie R.; ''Karl Marx and Critical Examination of his Works – Part 2''. Londres: Sentinel Publishing, 2000.</ref>
 
Page pretendeu destacar as opiniões geralmente desconhecidas ou omitidas de Marx e Engels sobre diversos assuntos como: a [[revolução]], o terror revolucionário, o uso da força e o [[terrorismo]]. As obras de Page contribuíram para o debate que se desenvolveu sobre até que ponto Marx poderia ser responsabilizado pelas experiências do [[socialismo]] real{{carece de fontes|data=janeiro de 2018}}.
 
Inicialmente Page destaca o [[Manifesto Comunista]], a Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas (1850), e as publicações do ''Die Neue Rheinische Zeitung'' (Nova Gazeta Renana), publicado em [[Colônia (Alemanha)|Colônia]] a partir de 1 de junho de [[1848]] a 19 de maio de [[1849]]. Marx e Engels dirigiram o jornal, Marx sendo o seu redator-chefe. No artigo ''"Marx e a Nova Gazeta Renana"'' publicado em 1884 Engels declara ''"A composição editorial era simplesmente a ditadura de Marx"''. [[Lênin]] descreveu o jornal como ''"o mais belo e insuperável órgão do proletariado revolucionário"''{{carece de fontes|data=janeiro de 2018}}.
 
=== Eric Voegelin ===