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De acordo com Leszek Kołakowski, as leis da dialética na base do marxismo são fundamentalmente imperfeitas: algumas são "truísmos sem conteúdo marxista específico", outras "dogmas filosóficos que não podem ser provados por meios científicos", outras são apenas "absurdos". Algumas "leis" marxistas são vagas e podem ser interpretadas de maneira diferente, mas essas interpretações geralmente também se enquadram em uma das categorias de falhas mencionadas anteriormente.<ref>Kołakowski, Leszek (2005). Main Currents of Marxism. New York: W. W. Norton and Company. p. 909. ISBN 9780393329438.</ref>
 
O economista [[Thomas Sowell]] escreveu em 1985: <blockquote>''O que Marx realizou foi produzir uma visão tão abrangente, dramática e fascinante que pudesse suportar inúmeras contradições empíricas, refutações lógicas e repulsões morais em seus efeitos. A visão marxista tomou a esmagadora complexidade do mundo real e fez as partes se encaixarem, de um modo que era intelectualmente estimulante e conferiu tal senso de superioridade moral que os oponentes poderiam ser simplesmente rotulados e dispensados como leprosos morais ou reacionários cegos. O marxismo foi - e continua sendo - um poderoso instrumento para a aquisição e manutenção do poder político.''<ref>Sowell, Thomas Marxism Philosophy and Economics (William Morrow 1985) p. 218. ISBN - 978-0688064266</ref></blockquote>
 
Vladimir Karpovich Dmitriev, no seu livro "Economic Essays on Value, Competition and Utility" escrito em 1898<ref>V. K. Dmitriev, 1974 (1898), Economic Essays on Value, Competition and Utility. Cambridge: Cambridge Univ. Press</ref>, Ladislaus von Bortkiewicz em duas de suas obras escrita em 1906 e 1907<ref>Ladislaus von Bortkiewicz, 1952 (1906–1907), "Value and Price in the Marxian System", International Economic Papers 2, 5–60; Ladislaus von Bortkiewicz, 1984 (1907), "On the Correction of Marx’s Fundamental Theoretical Construction in the Third Volume of Capital". In Eugen von Böhm-Bawerk 1984 (1896), Karl Marx and the Close of his System, Philadelphia: Orion Editions</ref><ref>M. C. Howard and J. E. King. (1992) A History of Marxian Economics: Volume II, 1929–1990, chapter 12, sect. III. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press.</ref> e críticos subsequentes alegaram que a 'Teoria do Valor-Trabalho' e a lei de Karl Marx da 'Tendência da Taxa de Lucro a Cair' são internamente inconsistentes. Em outras palavras, os críticos alegam que Marx tirou conclusões que na verdade não seguem suas premissas teóricas. Uma vez que esses erros sejam corrigidos, a conclusão de Marx de que Preço Agregado e Lucro são determinados por - e igual a - Valor Agregado e Mais-valia não se aplica mais. Este resultado põe em causa a sua teoria de que a exploração dos trabalhadores é a única fonte de lucro.<ref>M. C. Howard and J. E. King. (1992) A History of Marxian Economics: Volume II, 1929–1990, 12, sect. III. Princeton, NJ: Princeton Univ. Press.</ref>
O ativista [[Noam Chomsky]] explicou brevemente sua posição sobre o marxismo, a partir de uma diretriz ideológica de esquerda que se enquadra entre o anarquismo e o populismo:
 
<blockquote>''As advertências de Bakunin sobre a burocracia vermelha que instituiria o pior de todos os governos despóticos vieram muito antes de Lênin e foram dirigidas contra os seguidores de Marx. Havia, na verdade, seguidores de muitos tipos; [[Anton Pannekoek]], [[Rosa Luxemburgo]], [[Paul Mattick]] e outros, e eles estavam muito longe de Lênin, e suas opiniões frequentemente convergem com elementos do anarco-sindicalismo. Korsh e outros, de fato, escreveram com simpatia sobre a revolução anarquista na Espanha. Há continuidades de Marx para Lenin, mas também há continuidades para os marxistas que foram severos críticos de Lenin e do [[bolchevismo]]. O trabalho de Teodor Shanin nos últimos anos sobre as atitudes posteriores de Marx em relação à revolução camponesa também é relevante aqui. [...] O início Marx vem em grande parte do ambiente em que ele viveu, e há muitas semelhanças com o pensamento do [[liberalismo clássico]], aspectos do [[Iluminismo]] e [[romantismo]] francês e alemão. Mais uma vez, não sou um estudante de Marx para reivindicar um julgamento autorizado. Minha impressão, no que vale a pena, é que Marx primitivo era muito mais uma figura do Iluminismo tardio, e que o Marx posterior era um ativista muito autoritário e um analista crítico do capitalismo que tinha pouco a dizer sobre alternativas socialistas.''<ref>{{cite web|last=Chomsky|first=Noam|title=Anarquismo Marxismo Y Esperanzas Para El Futuro|publisher=Scribd|url=https://www.scribd.com/document/9784460/Anarquismo-Marxismo-Y-Esperanzas-Para-El-Futuro-Noam-Chomsky|accessdate=19 de julho 2018}}</ref></blockquote>
 
== Economia ==
Alguns críticos do socialismo utópico ou igualitário argumentam que a divisão da renda reduz os incentivos individuais ao trabalho e, portanto, a renda deveria ser individualizada o máximo possível.<ref>Zoltan J. Acs & Bernard Young. ''Small and Medium-Sized Enterprises in the Global Economy''. University of Michigan Press, p. 47, 1999.</ref> Críticos do socialismo argumentam que em qualquer sociedade em que todos detenham riqueza igual não haveria incentivo material para o trabalho porque não se receberia recompensa por um trabalho bem feito.
 
O economista [[John Kenneth Galbraith]] criticou as formas comunais de socialismo que promovem o [[igualitarismo]] em termos de salários/compensações como irreais em suas suposições sobre a motivação humana: <blockquote>''Essa esperança, que a recompensa igualitária levaria a um nível mais alto de motivação, que se espalhou depois de Marx, foi mostrada pela história e pela experiência humana como irrelevante. Gerações de socialistas aprenderam isso com a sua decepção e, mais frequentemente, com a sua tristeza.''<ref>John Kenneth Galbraith, ''The Good Society: The Humane Agenda'' (Boston, MA: Houghton Mifflin Co., 1996), pp. 59–60.</ref></blockquote>.
 
<blockquote>Essa esperança, que a recompensa igualitária levaria a um nível mais alto de motivação, que se espalhou depois de Marx, foi mostrada pela história e pela experiência humana como irrelevante. Gerações de socialistas aprenderam isso com a sua decepção e, mais frequentemente, com a sua tristeza.bl<ref>John Kenneth Galbraith, ''The Good Society: The Humane Agenda'' (Boston, MA: Houghton Mifflin Co., 1996), pp. 59–60.</ref></blockquote>.
 
== Relevância ==