Abrir menu principal

Alterações

6 bytes removidos, 02h05min de 28 de julho de 2018
O zoólogo [[Robert M. Alexander]] sugeriu que o superaquecimento pode ter sido um problema sério para os ''Paraceratherium'' devido ao seu tamanho.<ref name=Alexander1998>{{citar periódico|último = Alexander|primeiro = R. M. |ano= 1998 |título=All-time giants: the largest animals and their problems|periódico= Palaeontology|volume=41|número=6|páginas= 1231–1245|url=https://www.palass.org/publications/palaeontology-journal/archive/41/6/article_pp1231-1245}}</ref> De acordo com Prothero, os melhores animais vivos análogos aos ''Paraceratherium'' podem ser grandes mamíferos, como elefantes, rinocerontes e hipopótamos. Para auxiliar a termorregulação, esses animais esfriavam durante o dia descansando na sombra ou chafurdando na água ou na lama. Eles também se alimentavam e se moviam principalmente à noite. Por conta de seu grande tamanho, ''Paraceratherium'' não podiam correr ou se mover rapidamente, mas eles tinham que ser capazes de cruzar grandes distâncias, o que era necessário em uma ambiente com escassez de alimentos. Eles podem, portanto, ter tido largas áreas de habitat e ter sido migratórios.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> Prothero sugere que animais grandes como indricotérios necessitariam habitar áreas muito extensas ou territórios de pelo menos 1000km² e que, por conta da escassez de recursos, haveria pouco espaço na Ásia para muita população ou uma multitude de espécies e gêneros quase idênticos. Este princípio é chamado [[Lei de Gause]]; é usado para explanar como os rinocerontes-negros e [[rinocerontes-brancos]] exploraram diferentes nichos nas mesmas áreas da África.<ref name="Prothero 2013 67 86"/>
 
A maior parte dos predadores terrestres em seu habitat não eram maiores que um [[lobo]] moderno e não representavam uma ameaça a ''Paraceratherium''.<ref name="Prothero 2013 107 121"/> Indivíduos adultos eram maiores que qualquer predador terrestre, mas indivíduos jovens estavam vulneráveis. Marcas de mordidas em ossos encontrados em Bugti indicam que até mesmo adultos podem ter sido predados por crocodilos de {{Convert|10|to| a 11|m|feet|adj=on}} metros (33 a 36 pés) de comprimento, ''[[Crocodylus bugtiensis]]''. Como em elefantes, o período gestacional de ''Paraceratherium'' pode ter sido longo e os indivíduos podem ter tido um longo período de vida.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> ''Paraceratherium'' podem ter vivido em pequenos rebanhos, provavelmente consistindo de fêmeas e seus bezerros, que elas protegiam de predadores.<ref name="Prothero 2013 107 121"/> Foi proposto que {{ConvertConverter|20|tonneston|lb}} pode ser o peso máximo possível para mamíferos terrestres, e ''Paraceratherium'' chegou perto desse limite.<ref>{{citar periódico| doi = 10.1007/s00442-003-1254-z| pmid = 12712314|título= The maximum attainable body size of herbivorous mammals: Morphophysiological constraints on foregut, and adaptations of hindgut fermenters|periódico= Oecologia| volume = 136|número= 1|páginas= 14–27|ano= 2003|último1 = Clauss |primeiro1 = M.|último2 = Frey |primeiro2 = R.|último3 = Kiefer |primeiro3 = B.|último4 = Lechner-Doll |primeiro4 = M.|último5 = Loehlein |primeiro5 = W.|último6 = Polster |primeiro6 = C.|último7 = Rössner |primeiro7 = G. E.|último8 = Streich |primeiro8 = W. J.| bibcode = 2003Oecol.136...14C}}</ref> As razões por que os mamíferos não podem alcançar o tamanho muito maior dos dinossauros saurópodes são desconhecidas. A razão pode ser ecológica em vez de biomecânicas, e provavelmente relacionadas a estratégias de reprodução.<ref name="Fortelius"/> Movimentos, sons, e outros comportamentos exibidos em documentários feitos com [[imagens geradas por computador|por computação gráfica]] como ''[[Walking With Beasts]]'' da [[BBC]] são totalmente conjecturais.<ref name="Prothero 2013 87 106"/>
===Dieta===
[[Imagem:Paraceratherium skull AMNH.jpg|thumb|Visão de ângulo baixo de um molde de crânio de ''P. transouralicum'' (espécime AMNH 18650)]]