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aportuguesando
* ''Benaratherium'' <small>Gabunia, 1955</small>
}}
'''''Paraceratherium''''' (aportuguesado paraceratério) é um [[Género (biologia)|gênero]] extinto de [[Rhinocerotoidea|rinocerontes]] sem [[cornos]], e um dos maiores [[mamíferos]] terrestres que já existiu. Ocorreu no período [[Oligoceno]] (Entre 34 e 23 milhões de anos atrás); seus restos foram encontrados na [[Eurásia]], entre a China e os [[Bálcãs]]. É classificado como um membro da família [[Hyracodontidae]] e da subfamília [[Indricotheriinae]]. ''Paraceratherium'' significa "próximo da besta sem corno", em referência ao gênero ''[[Aceratherium]]'', onde a [[espécie-tipo]] ''P.&nbsp;bugtiense'' foi originalmente classificada.
 
O tamanho exato dedos ''Paraceratherium''paraceratérios é desconhecido por conta da incompletude dos fósseis. Estima-se que seu peso foi no máximo 15 a 20 toneladas (33 000 a 44 000 libras); a altura do ombro foi cerca de {{converter|4.8|metro|pé|o=e}}, e o comprimento cerca de {{converter|7.4|metro|pé|o=e}}. As pernas eram longas e pareciam pilares. O longo pescoço suportava um crânio que tinha cerca de {{Converter|1.3|m|pé|o=e}} de comprimento. Tinha grandes [[incisivo]]s que pareciam presas e incisões nasais que sugerem que tinham um lábio superior [[preênsil]] ou uma [[probóscide]]. O estilo de vida dedos ''Paraceratherium''paraceratérios pode ter sido similar ao de grandes mamíferos modernos existentes como o [[elefante]] e rinocerontes. Por conta de seu tamanho, teria poucos predadores e uma taxa baixa de reprodução. Era um animal "ramoneador", comendo muitas folhas, plantas suaves e arbustos. Viviam em habitats que variavam de desertos áridos com algumas árvores dispersas a florestas subtropicais. As razões para a extinção do animal são desconhecidas, mas vários fatores foram propostos.
 
A [[taxonomia (biologia)|taxonomia]] do gênero e das espécies dentro dele tem uma história longa e complicada. Outros gêneros de indricotérios do Oligoceno, como '''''Baluchitherium''''', '''''Indricotherium''''', e '''''Pristinotherium''''', foram nomeados, mas nenhum espécime completo existe, tornando comparações e classificações difíceis. A maioria dos cientistas modernos consideram esses gêneros sinônimos júnior de ''Paraceratherium'', e é pensado que contém pelo menos quatro espécies discerníveis; ''P.&nbsp;bugtiense'', ''P.&nbsp;transouralicum'', ''P.&nbsp;lepidum'', e ''P.&nbsp;huangheense''. A espécie mais completamente conhecida é ''P.&nbsp;transouralicum'', então a maior parte das reconstruções do gênero baseiam-se nela. Diferenças entre ''P.&nbsp;bugtiense'' e ''P.&nbsp;transouralicum'' podem ser devido ao [[dimorfismo sexual]], o que as tornariam a mesma espécie.
== Taxonomia ==
[[Imagem:Paraceratherium.jpg|thumb|esquerda|Ilustração de 1911 da mandíbula inferior de ''P.&nbsp;bugtiense'', que foi a base para a sua separação do gênero ''[[Aceratherium]]''.]]
A história [[taxonômica]] do gênero ''Paraceratherium'' é complexa devido à natureza fragmentária dos fósseis conhecidos e porque cientistas ocidentais, soviéticos e chineses passaram grande parte do século XX trabalhando em isolação entre si e publicaram pesquisas principalmente em suas respectivas línguas.<ref name="Prothero 2013 17 34">Prothero, 2013. pp. 17–34</ref><ref>{{citar periódico
|último = Pilgrim |primeiro = G. E. |autorlink = Guy Ellcock Pilgrim
|título= Notices of new mammalian genera and species from the Tertiaries of India
|ano= 1910 |periódico= Records of the Geological Survey of India | volume = 40 |número= 1 |páginas= 63–71
| ref = harv}}</ref> Cientistas de diferentes partes do mundo tentaram comparar seus resultados para obter uma ideia mais completa, mas foram impedidos por obstáculos políticos e por guerras.<ref name="Manias">{{citar periódico| doi = 10.1007/s10739-014-9395-y| pmid = 25537636|título= Building ''Baluchitherium'' and ''Indricotherium'': Imperial and International Networks in Early-Twentieth Century Paleontology|periódico= Journal of the History of Biology| volume = 48|número= 2|páginas= 237–78|ano= 2014|último1 = Manias |primeiro1 = C. }}</ref> O uso de métodos taxonômicos diametralmente opostos de "agrupamento e discriminação" também contribuíram para o problema.<ref name="Prothero 2013 67 86">Prothero, 2013. pp. 67–86</ref><ref name="auto">{{citar periódico| doi = 10.1098/rstb.1934.0013|título= The Extinct Rhinoceroses of Baluchistan|periódico= Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences| volume = 223|número= 494–508|páginas= 569–616 |ano= 1934|último1 = Forster-Cooper |primeiro1 = C.|url=http://rstb.royalsocietypublishing.org/content/223/494-508/569}}</ref> Dados [[geocronológico]]s errôneos conduziram cientistas a acreditar que várias [[formações geológicas]] que hoje se tem ciência de que são da mesma época eram de diferentes épocas. Vários gêneros foram nomeados com base em sutis diferenças no dente [[molar]] — características que variam entre populações de outros [[rinoceronte]]s—s — e portanto não são aceitos pela maioria dos cientistas para diferenciar espécies.<ref name="Prothero 2013 87 106"/>
 
As primeiras descobertas arqueológicas sobre os indricotérios foram feitas através de várias ligações coloniais com a Ásia.<ref name="Manias" /> Os primeiros fósseis conhecidos dos indricotérios foram coletados no [[Baluquistão]] (região atualmente localizada no Paquistão) em 1846 por um soldado chamado Vickary, mas esses fragmentos não eram identificáveis naquele momento.<ref name="Prothero 2013 35 52">Prothero, 2013. pp. 35–52</ref> Os primeiros fósseis agora classificados como ''Paracetherium'' foram descobertos pelo geólogo britânico [[Guy Ellcock Pilgrim]] no Baluquistão entre 1907 e 1908. Seu material consistia em uma [[mandíbula superior]], dentes inferiores e a parte traseira de uma mandíbula. Os fósseis foram coletados na [[Formação de Chitarwata]] de [[Dera Bugti]], onde Pilgrim já havia explorado anteriormente. Em 1908, ele usou os fósseis como base para classificar uma nova espécie do extinto gênero de rinocerontes ''[[Aceratherium]]'', ''A.&nbsp;bugtiense''. ''Aceratherium'' era um "''táxon lixeira"'', que tinha a finalidade de classificar espécies que não se encaixavam em gênero algum — incluía uma série de espécies de rinocerontes sem cornos que não tinham relação alguma entre si, muitos dos quais foram reclassificados para outros gêneros.<ref name="Prothero 2013 17 34"/><ref>{{citar periódico|último = Pilgrim|primeiro = G. E. |autorlink = Guy Ellcock Pilgrim|título= Notices of new mammalian genera and species from the Tertiaries of India|ano= 1910|periódico= Records of the Geological Survey of India|volume = 40|número= 1|páginas= 63–71| ref = harv}}</ref> Mais tarde foi mostrado que, os [[incisivo]]s fósseis que Pilgrim havia atribuído anteriormente ao gênero ''[[Bugtitherium]]'' — um gênero não relacionado — de fato, pertenciam às novas espécies.<ref name="On the skull" />
=== Evolução ===
[[Imagem:Rhinocerotidea fron teeth.png|thumb|Comparação dos dentes frontais de ''[[Metamynodon]]'' ([[Amynodontidae]]), ''[[Hyracodon]]'' ([[Hyracodontidae]]), ''Paraceratherium'' ([[Indricotheriinae]]), e ''[[Trigonias]]'' ([[Rhinocerotidae]])]]
A [[superfamília]] [[Rhinocerotoidea]], que inclui os rinocerontes modernos, pode ser rastreada do período [[Ypresiano]] — cerca de 50 milhões de anos atrás — com primeiros precursores tal como ''[[Hyrachyus]]''. Rhinocerotoidea contém três famílias: [[Amynodontidae]], [[Rhinocerotidae]] ("rinocerontes verdadeiros"), e [[Hyracodontidae]]. A diversidade dentro do grupo dos rinocerontes foi muito maior nos tempos pré-históricos; suas espécies tinham tamanhos que variavam entre cães ao tamanho dedos ''Paraceratherium''paraceratérios. Eles tinham pernas compridas, formas cursórias adaptadas para correr e agachar e formas semi-aquáticas. A maioria das espécies não tinha cornos. Fósseis de rinocerontes são identificados como tal, principalmente por características de seus dentes, que é a parte dos animais com a maior possibilidade de preservação. Os molares superiores da maioria dos rinocerontes têm um formato padrão de [[Π|Pi]] (Π) na coroa, e os molares inferiores têm pares de L. Várias características do crânio também são usadas para a identificação dos fósseis de rinocerontes.<ref name="Prothero 2013 53–66">Prothero, 2013. pp.&nbsp;53–66</ref>
 
A subfamília Indricotheriinae, a qual o gênero ''Paraceratherium'' pertence, foi primeiramente classificada como parte da família Hyracodontidae por Leonard B. Radinsky em 1966. Anteriormente, eles foram classificados como uma subfamília dentro de Rhinocerotidea, ou mesmo uma família completa, Indricotheriidae.<ref>{{citar periódico| doi = 10.2307/1377893| jstor = 1377893|título= The Families of the Rhinocerotoidea (Mammalia, Perissodactyla)|periódico= Journal of Mammalogy| volume = 47|número= 4|páginas= 631|ano= 1966|último1 = Radinsky |primeiro1 = L. B. }}</ref> Em um estudo [[cladística|cladístico]] de 1999 de [[Tapiroidea|tapiromorfos]], Luke Holbrook estabeleceu que os indricotérios estavam fora do [[clado]] Hyracodontidae, e escreveu que eles não podem ser um grupo [[monofilia|monofilético]] (natural).<ref>{{citar periódico| doi = 10.1006/clad.1999.0107|título= The Phylogeny and Classification of Tapiromorph Perissodactyls (Mammalia)|periódico= Cladistics| volume = 15|número= 3|páginas= 331–350|ano= 1999|último1 = Holbrook |primeiro1 = L. }}</ref> O esquema de Radinsky é a hipótese prevalente hoje em dia. A família Hyracodontidae contém pernas alongadas adaptadas à corrida, tal como ''[[Hyracodon]]'', e foram distinguidos pelas características dos dentes incisivos. Indricotérios são distintos de outros hiracodonteos por seu grande tamanho e a estrutura derivada de seus focinhos, incisivos e caninos. O indricotério mais antigo conhecido é o ''[[Fostercooperia]]'' (que tinha um tamanho próximo ao do cão) do meio e do fim do [[Eoceno]] da América do Norte e Ásia. O ''[[Juxia]]'' (que tem o tamanho próximo ao dos bovinos) é conhecido do meio do Eoceno; pelo final do Eoceno o gênero ''[[Urtinotherium]]'' da Ásia quase chegara ao tamanho dedos ''Paraceratherium''paraceratérios.<ref name="Lucas & Sobus"/><ref name="Prothero 2013 53–66"/> ''Paraceratherium'' em si viveu na Eurásia durante o período [[Oligoceno]], de 23 a 34 milhões de anos atrás.<ref name="Prothero 2013 107 121"/> O gênero é distinto de outros indricotérios por seu grande tamanho, incisão nasal que teria suportado um focinho muscular, e seu [[pré-maxilar]] virado para baixo.<ref name="Lucas & Sobus"/> Também tinham perdido o segundo e o terceiro incisivos inferiores, caninos inferiores, e o primeiro [[pré-molar]] inferior.<ref name="Prothero 2013 53–66"/>
[[Imagem:JuxiaSharamurenense-PaleozoologicalMuseumOfChina-May23-08.jpg|thumb|Crânio e pescoço de ''[[Juxia]]'', um parente do tamanho de uma vaca, Eoceno médio, [[Museu Paleozoológico da China]].]]
O [[cladograma]] abaixo segue a análise de 1989 dos indricotérios por Lucas e Sobus, e mostra as espécies mais próximas ao ''Paraceratherium'':<ref name="Lucas & Sobus"/>
== Descrição ==
[[Imagem:Patagotitan vs Mammals Scale Diagram SVG Steveoc86.svg|thumb|Tamanho estimado de ''P.&nbsp;transouralicum'' (verde-oliva) comparado com os humanos, outros grandes mamíferos, e o dinossauro ''[[Patagotitan]]''.]]
''Paraceratherium'' é um dos maiores animais mamíferos terrestres que já existiram conhecidos, mas seu tamanho exato não está claro por conta da falta de espécimes completos. As estimativas antigas de {{Converter|30|t|lb|o=e}} agora são consideradas exageradas; seu tamanho poderia ser no máximo na faixa de 15 a 20 toneladas (33 000 a 44 000 libras), e o mínimo {{Converter|11|t|lb|o=e}} na média. Os cálculos se basearam principalmente nos fósseis de ''P.&nbsp;transouralicum'' porque esta espécie tem os restos mais completos conhecidos.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> As estimativas têm se baseado no crânio, nos dentes e nas medições dos ossos das patas, mas os elementos do osso conhecidos são representados por individuais ou diferentes tamanhos, então todas as reconstruções esqueléticas são extrapolações compostas, resultando em várias variações de tamanho.<ref name="Fortelius">{{citar periódico| doi = 10.1111/j.1096-3642.1993.tb02560.x|título= The largest land mammal ever imagined|periódico= Zoological Journal of the Linnean Society| volume = 108|páginas= 85–101|ano= 1993|último1 = Fortelius |primeiro1 = M. |último2 = Kappelman |primeiro2 = J. }}</ref><ref>{{citar periódico| doi = 10.4202/app.2011.0067 |título=Estimating body mass from the astragalus in mammals |periódico=Acta Palaeontologica Polonica |data=2012 |páginas= 259–265|primeiro =T. |último =Tsubamoto}}</ref> O tamanho total de seu corpo foi estimado em 8,7 metros (28,5 pés) da frente para trás por Granger e Gregory em 1936, e 7,4 metros (24,3 pés) por [[Vera Gromova]] em 1959, mas a estimativa antiga agora é considerada exagerada. O peso dedos ''Paraceratherium''paraceratérios era similar ao de alguns [[proboscídeos]] extintos, com o mais esqueleto completo conhecido pertencendo ao [[mamute-da-estepe]] (''Mammuthus trogontherii'').<ref name="Fortelius"/><ref name=probos_mass>{{citar periódico|último1 = Larramendi |primeiro1 = A. |último2 = |primeiro2 = |ano= 2016 |título= Shoulder height, body mass and shape of proboscideans |periódico= Acta Palaeontologica Polonica | volume = 61 |número= |páginas= |publicado= | jstor = | doi = 10.4202/app.00136.2014 | url = https://www.app.pan.pl/archive/published/app61/app001362014.pdf |formato= |acessodata= }}</ref> Apesar da massa mais ou menos equivalente, ''Paraceratherium''os paraceratério podepodem ter sido mais altoaltos que qualquer outro proboscídeo.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> A altura de seu ombro foi estimada em 5,25 metros (17,2 pés) nos ombros por Granger e Gregory, mas 4,8 metros (15,7 pés) por [[Gregory S. Paul]] em 1997.<ref name="GSP 1997">{{citar periódico|último = Paul |primeiro = G. S. |título= Dinosaur models: The good, the bad, and using them to estimate the mass of dinosaurs |periódico= Dinofest International Proceedings | series = | volume = |páginas= 129–142 | url = http://gspauldino.com/Models.pdf |ano= 1997 }}</ref> A extensão do pesconço foi estimada em 2 a 2,5 metros (6,6 a 8,2 pés) por [[Michael P. Taylor]] e Mathew J. Wedel em 2013.<ref name=Taylor&Wedel2013>{{citar periódico|último1 = Taylor |primeiro1 = M. P.|último2 = Wedel |primeiro2 = M. J.| doi = 10.7717/peerj.36|título= Why sauropods had long necks; and why giraffes have short necks|periódico= PeerJ| volume = 1|páginas= e36|ano= 2013| pmid = 23638372| pmc =3628838}}</ref> ''P.&nbsp;huangheense'' difere de ''P.&nbsp;bugtiense'' apenas na anatomia da porção posterior da mandíbula, e também por seu tamanho maior.<ref name="huangheense"/>
[[Imagem:Indricotherium11.jpg|thumb|esquerda|Restauração de ''P.&nbsp;transouralicum.'']]
Nenhum conjunto completo de [[vértebras]] e costelas dedos ''Paraceratherium''paraceratérios foi encontrado ainda e a cauda é completamente desconhecida. As vértebras [[atlas (anatomia)|atlas]] e [[áxis]] do pescoço são mais amplas que na maior parte dos rinocerontes modernos, com espaço para grandes ligamentos e músculos que seriam necessários para segurar a grande cabeça. O resto das vértebras eram também bastante amplas, e tinham extensas zigoapófises com muito espaço para músculos, tendões, ligamentos e nervos, para suportar a cabeça, pescoço e espinha. Os [[vértebra|espinhos neurais]] eram longos e formavam uma longa "corcunda" ao longo das costas, onde os músculos da cabeça e os ligamentos da nuca para sustentar o crânio estavam afixados. As costelas eram similares às dos rinocerontes modernos, mas a caixa torácica iria aparentar menor em proporção às longas pernas e grandes corpos, porque os rinocerontes modernos comparativamente tem pernas mais curtas. A última vértebra da parte inferior da coluna vertebral foi fundida ao [[sacro]], uma característica encontrada nos rinocerontes avançados.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> Como os [[saurópodes]], ''Paraceratherium''os tinhaparaceratérios tinham cavidades na vértebra pré-sacral, que provavelmente auxiliou para aliviar o esqueleto.<ref>{{citar periódico| doi = 10.1111/j.1469-185X.2010.00137.x| pmid = 21251189|título= Biology of the sauropod dinosaurs: The evolution of gigantism|periódico= Biological Reviews| volume = 86|número= 1|páginas= 117–55|ano= 2011|último1 = Sander |primeiro1 = P. M. |último2 = Christian |primeiro2 = A. |último3 = Clauss |primeiro3 = M. |último4 = Fechner |primeiro4 = R. |último5 = Gee |primeiro5 = C. T. |último6 = Griebeler |primeiro6 = E. M. |último7 = Gunga |primeiro7 = H. C. |último8 = Hummel |primeiro8 = J. R. |último9 = Mallison |primeiro9 = H. |último10 = Perry |primeiro10 = S. F. |último11 = Preuschoft |primeiro11 = H. |último12 = Rauhut |primeiro12 = O. W. M. |último13 = Remes |primeiro13 = K. |último14 = Tütken |primeiro14 = T. |último15 = Wings |primeiro15 = O. |último16 = Witzel |primeiro16 = U. | pmc = 3045712}}</ref>
 
[[Imagem:Indricotherium transouralicum hind foot.jpg|thumb|upright|Pata posterior de ''P.&nbsp;transouralicum'', AMNH]]
Os membros eram grandes e robustos para suportar o grande peso do animal e eram, de certa forma, semelhantes e [[Convergência evolutiva|convergentes]] com os dos elefantes e dinossauros saurópodes, com suas construções graviportais (pesadas e lentas). Ao contrário desses animais, que tendem a alongar os ossos dos membros superiores enquanto encurtando, fundindo e comprimindo o membro inferior, mãos, e ossos dos pés, ''Paraceratherium''os tinhaparaceratérios tinham ossos dos membros superiores curtos e longos ossos das mãos e dos pés—excetopés — exceto pelas [[falange]]s em forma de disco—disco — similar aos rinocerontes corredores de que descendem. Alguns ossos tinham quase de {{Converter|50|cm|pol|o=e}} comprimento. Os ossos das coxas tipicamente mediam {{converter|1.5|m|pé|o=e}}, um tamanho excedido apenas por aqueles de alguns elefantes e dinossauros. Os ossos das coxas eram como pilares e muito mais grosso e mais robusto que aqueles de outros rinocerontes, e os três [[trocanter]]es nos lados eram muito reduzidos, como esta robustez diminuiu sua importância. Os membros eram dispostos em uma postura de coluna em vez de curvados, como em animais menores, o que reduziu a necessidade de grandes músculos nos membros.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> Os membros da frente tinham três dedos nos pés.<ref>{{citar periódico| doi = 10.1016/j.jaes.2003.09.005|título= New remains of the baluchithere ''Paraceratherium bugtiense'' from the Late/latest Oligocene of the Bugti hills, Balochistan, Pakistan|periódico= Journal of Asian Earth Sciences| volume = 24|páginas= 71–77|ano= 2004|último1 = Antoine |primeiro1 = P. O. |último2 = Ibrahim Shah |primeiro2 = S. M. |último3 = Cheema |primeiro3 = I. U. |último4 = Crochet |primeiro4 = J. Y. |último5 = Franceschi |primeiro5 = D. D. |último6 = Marivaux |primeiro6 = L. |último7 = Métais |primeiro7 = G. G. |último8 = Welcomme |primeiro8 = J. L. | bibcode = 2004JAESc..24...71A}}</ref>
 
[[Imagem:Paraceratherium restorations 1923.jpg|thumb|esquerda|Reconstruções esqueléticas de 1923 de ''P.&nbsp;transouralicum'' (então ''B. grangeri''), em versões semelhantes a rinocerontes outra mais esbelta.]]
Devido à natureza fragmentária dos fósseis conhecidos de ''Paraceratherium'', o animal tem sido reconstruído de várias maneiras diferentes desde sua descoberta.<ref>{{citar periódico|último = Granger |primeiro = W. |último2 = Gregory |primeiro2 = W. K. |título= A revised restoration of the skeleton of ''Baluchitherium'', gigantic fossil rhinoceros of Central Asia |periódico= American Museum Novitates | series = | volume = 787 |páginas= 1–3 | url = http://digitallibrary.amnh.org/dspace/handle/2246/2123 |ano= 1935 }}</ref> Em 1923, W. D. Matthew supervisionou um artista para desenhar uma reconstrução do esqueleto basead nos espécimes até menos completos de ''P.&nbsp;transouralicum'' conhecidos por eles, usando as proporções de um rinoceronte moderno como guia.<ref name="Osborn 1923">{{citar periódico|último = Osborn |primeiro = H. F. |título= ''Baluchitherium grangeri'', a giant hornless rhinoceros from Mongolia |periódico= American Museum Novitates | series = | volume = 78 |páginas= 1–15 | url = http://digitallibrary.amnh.org/dspace/handle/2246/3262 |ano= 1923 }}</ref> O resultado foi muito desproporcional e compacto, de modo que Osborn o fez desenhar uma versão mais esguia naquele mesmo ano. Algumas restaurações posteriores mostraram o animal muito magro, com pouca atenção ao esqueleto subjacente.<ref name="Prothero 2013 87 106"/> Gromova publicou uma recontrução esquelética mais completa em 1959, baseada no esqueleto de ''P.&nbsp;transouralicum'' da formação de Aral, mas essa também faltou com várias vértebras do pescoço.<ref>{{citar periódico|último = Gromova |primeiro = V. L. |título= Gigantskie nosorogi |periódico= Trudy Paleontology Institut Akademii Nauk SSSR | series = | volume = 71 |páginas= 154–156 |língua= Russian |ano= 1959 }}</ref>
 
Não há indicações da cor ou textura da pele do animal porque não é conhecida nenhuma múmia ou impressão cutânea. A maior parte das restaurações exibem a pele da criatura como grossa, enrugada, cinza e sem pelos, baseada nos rinocerontes modernos. Porque os pelos retêm o calor corporal, grandes mamíferos modernos como elefantes e rinocerontes são amplamente sem pelos. Prothero propôs que, ao contrário da maioria das representações, ''Paraceratherium''os paraceratérios tinham grandes orelhas como as dos elefantes que serviam para a [[termorregulação]]. As orelhas dos elefantes ampliam a área da superfície corporal e são preenchidas com vasos sanguíneos, fazendo a dissipação de excesso de calor mais facilmente. Ele aponta os ossos robustos ao redor das aberturas das orelhas como prova disso.<ref name="Prothero 2013 87 106">Prothero, 2013. pp. 87–106</ref> Os paleontólogos Pierre-Oliver Antoine e [[Darren Naish]] expressaram ceticismo em relação a essa hipótese.<ref>{{citar periódico|último = Antoine |primeiro = P. O. |autorlink = |título= There were giants upon the earth in those days (Book Review) |periódico= Palaeovertebrata | series = | volume = 38 |páginas= 1–3 |ano= 2014 |url=http://palaeovertebrata.com/Articles/sendFile/53/published_article}}</ref><ref>{{citar web|autor =Naish, D.|título=Tet Zoo Bookshelf: van Grouw's ''Unfeathered Bird'', Bodio's ''Eternity of Eagles'', Witton's ''Pterosaurs'', Van Duzer's ''Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps''!|data=29 de junho de 2013|acessodata=5 de outubro de 2014|obra=blogs.scientificamerican.com/tetrapod-zoology|url=http://blogs.scientificamerican.com/tetrapod-zoology/2013/06/29/tet-zoo-bookshelf/}}</ref>
 
=== Crânio ===