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Expansão da história com base no link da FGV; moção da seção ideologia para o alto; retirada de "trabalhismo" do campo |ideologia na predefinição, pois não tem fontes; retirada de trecho mais pertinente à biografia do Enéas.
|sucedido = [[Partido da República|PR]] (em fusão com o [[Partido Liberal (Brasil)|PL]])
|sede =
|ideologia = [[Nacionalismo]]<br />[[Patriotismo]]<br />[[Estatismo]]<br/>[[Conservadorismo]]<br/>[[Trabalhismo]]
|espectro = [[Extrema-direita]]<ref>{{Citation |first=Timothy J. |last=Power |title=The Political Right in Postauthoritarian Brazil: Elites, Institutions, and Democratization |publisher=Pennsylvania State University Press |year=2000 |page=95}}</ref><ref>{{citar web|URL=https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40833881|título=O retorno de Enéas, ícone da extrema-direita e 'herói' de Bolsonaro|publicado=BBC.com|acessodata=25 de julho de 2018}}</ref><ref>{{Citation |first=Carolina |last=Matos |title=Journalism and Political Democracy in Brazil |publisher=Lexington Books |year=2008 |page=295}}</ref><ref>{{Citation |first=Sandra McGee |last=Deutsch |title=Las Derechas: The Extreme Right in Argentina, Brazil, and Chile, 1890-1939 |publisher=Stanford University Press |year=1999 |page=323}}</ref><ref>{{Citation |first1=Scott |last1=Mainwaring |first2=Rachel |last2=Meneguello |first3=Timothy J. |last3=Power |title=Conservative Parties, Economic Reform, and Democracy in Brazil |work=Conservative Parties, the Right, and Democracy in Latin America |publisher=Johns Hopkins University Press |year=2000 |page=180}}</ref>
|cores = {{Legenda2|border=1px solid #AAA|green|[[Verde]]}}<br />{{Legenda2|border=1px solid #AAA|yellow|[[Amarelo]]}}
}}
 
O '''Partido de Reedificação da Ordem Nacional''', ou '''Prona''',<ref name="Js2003">{{Citar livro|título=''Manual de redação''|url=http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/101978|edição=2|local=Brasília|editora=[[Jornal do Senado]]|ano=2003|página=131|língua3=pt|acessodata=28 de dezembro de 2015}}</ref> foi um [[Lista de partidos políticos no Brasil|partido político brasileiro]].<ref name="CPDOC">{{citar web|url=http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-de-reedificacao-da-ordem-nacional-prona|titulo=PARTIDO DE REEDIFICACAO DA ORDEM NACIONAL (PRONA)|data= |acessodata=02/09/2018|autor=Fundação Getúlio Vargas}}</ref> O seu [[código eleitoral]] era 56 e suas cores eram o [[verde]] e o [[amarelo]]. Foi fundado em [[1989]] pelo médico cardiologista [[Enéas Carneiro]], que foi o primeiro presidente da legenda.<ref>{{citar web|url=http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-de-reedificacao-da-ordem-nacional-prona|titulo=PARTIDO DE REEDIFICACAO DA ORDEM NACIONAL (PRONA)|data=|acessodata=10 de janeiro de 2017|publicado=[[CPDOC]]|ultimo=|primeiro=}}</ref> Suas propagandas partidárias no [[Horário político|horário eleitoral gratuito]] tornaram-se distintas e famosas pela rapidez com que eram veiculadas, devido ao pouco tempo de que dispunha o partido e pelo uso da [[Sinfonia n.º 5 (Beethoven)|Quinta Sinfonia de Beethoven]] como trilha sonora.
 
O partido era fortemente identificado com a figura de Enéas, que se Candidatou à [[Presidente do Brasil|presidência do Brasil]] em [[eleição presidencial no Brasil em 1989|1989]], [[eleição presidencial no Brasil em 1994|1994]] e [[eleição presidencial no Brasil em 1998|1998]].<ref name="CPDOC"/>
 
O partido foi extinto em 2006, pouco antes da morte de Enéas, sendo sucedido pelo [[Partido da República]].<ref name="CPDOC"/>
 
 
Deputado federal recordista de votos, com mais de {{fmtn|1,5}} milhão de votos em [[2002]], pelo estado de [[São Paulo (estado)|São Paulo]], o fundador, Enéas Carneiro, tornou-se famoso pela sua forma de expressão contundente e aos brados, pela sua aparência rudimentar e excêntrica e pelo seu bordão – ''"Meu nome é Enéas! 56!"'' – no [[horário político]] televisivo brasileiro. Candidatou-se à [[Presidente do Brasil|presidência do Brasil]] em [[eleição presidencial no Brasil em 1989|1989]], [[eleição presidencial no Brasil em 1994|1994]] e [[eleição presidencial no Brasil em 1998|1998]], tendo obtido {{fmtn|4671457}} votos em 1994 e ficando à frente de lideranças políticas influentes e tradicionais, como [[Leonel Brizola]] ([[Partido Democrático Trabalhista|PDT]]), [[Orestes Quércia]] [[Partido do Movimento Democrático Brasileiro|(PMDB]]) e [[Esperidião Amin]] ([[Partido Progressista Renovador|PPR]]).
 
== História ==
 
=== Dissolução ===
Por não possuir ao menos um representante no Congresso Nacional, o PRONA só pôde contar, nas eleições de 1989, com duas inserções diárias de 15 segundos no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Até então desconhecido, seu candidato Enéas Carneiro ficou conhecido pelo tom enfático e pela rapidez com que defendia suas propostas, sempre terminando sua fala com a frase: “Meu nome é Enéas!”<ref name="CPDOC"/>
Para contornar as restrições impostas pela [[cláusula de barreira]] da legislação eleitoral que começaria a vigorar, no [[Congresso Nacional do Brasil|Congresso Nacional]], a partir da legislatura de [[2007]], o partido se fundiu, em [[24 de outubro]] de [[2006]], com o [[Partido Liberal (Brasil)|PL]], criando o [[Partido da República]].<ref name="Partido da República 26-10-2006">{{citar web | autor=| titulo= PL e PRONA oficializam união e apoiam Lula| publicado = Partido da República|url=http://www.partidodarepublica.org.br/PR22/NOTICIAS_LIBERAIS_2005/noticias_2006_757.html | arquivourl= https://web.archive.org/web/20130607152757/http://www.partidodarepublica.org.br/PR22/NOTICIAS_LIBERAIS_2005/noticias_2006_757.html | arquivodata=[[7 de junho]] de [[2013]] | formato= | acessodata=[[28 de dezembro]] de [[2013]]}}</ref><ref>{{citar web|último=Guerreiro|primeiro=Gabriela|título=Prona e PL se unem e criam o Partido da República|url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85879.shtml|acessodata=18 de Agosto de 2013|data=26 de Outubro de 2006}}</ref><ref>{{citar web|último=Cristina da Silva|primeiro=Valéria|título=PL, Prona e PT do B se fundem e nasce o PR|url=http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/10/materia/125316|acessodata=18 de Agosto de 2013|data=27 de Outubro de 2006}}</ref> À época, o partido havia eleito, para início de mandato em 2007, dois deputados federais: [[Suely Santana da Silva]] (RJ) e [[Enéas Carneiro]] (SP). Cumpriam mandato na data: [[Elimar Máximo Damasceno]] (SP) e Enéas Carneiro. Os outros quatro deputados federais eleitos pelo Prona, todos fundadores do partido,<ref>{{citar web|URL = http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0810200255.htm|título = Bancada do Prona será de fundadores|data = 08/10/2002|acessadoem = |autor = Folha de S.Paulo|publicado = Reportagem Local}}</ref> já haviam se filiado ao [[Partido Progressista (Brasil)|PP]] e ao PL em 2003.<ref>{{citar web|URL = http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/veja-quais-deputados-mudaram-de-partido/|título = Veja quais deputados mudaram de partido|data = 12/12/2006|acessadoem = |autor = Congresso em foco|publicado = Reportagem Local}}</ref>
 
No ano seguinte, o partido lançou diversos candidatos próprios a governadores, senadores, deputados estaduais e federais, sem contudo eleger ninguém.<ref name="CPDOC"/> Apenas em 30 de outubro daquele ano o Prona obteve seu registro definitivo no TSE.<ref name="CPDOC"/>
 
Após obter novamente resultados inexpressivos nas eleições municipais de 1992, o partido conquistou maior força na eleição de 1994, quando novamente apresentou a candidatura presidencial de Eneias, com o almirante Roberto Gama e Silva sendo seu candidato a vice-presidente. Seu tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV foi ligeiramente ampliado, devido à mudança para o partido da então [[deputada federal]] fluminense [[Regina Gordilho]], eleita pelo [[Partido Democrático Trabalhista|PDT]].
 
Registrado em 17 estados, o partido apresentou candidatos a governador em 12 deles.<ref name="CPDOC"/> Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os candidatos foram respectivamente o brigadeiro Álvaro Dutra e o coronel-aviador Paulo Santoro. O PRONA até então negava-se a realizar coligações com outros partidos, por isso apresentou ainda candidatos próprios ao Senado, à Câmara e às assembleias legislativas.<ref name="CPDOC"/>
 
Afirmando que o PRONA era a “única coisa séria que existe no país”, Eneas, como seu líder máximo, fazia uma campanha ferrenhamente crítica aos demais partidos.<ref name="CPDOC"/> Afirmava que, “da ação centralizadora das décadas de 1960 e 1970, que esmagava o pensamento e silenciava as vozes de oposição, chegou-se, num processo dialético, à sua antítese, à não-autoridade, à não-decisão, à não-realização, à inação, à quase anarquia”.<ref name="CPDOC"/> Em contraposição ao neoliberalismo, propunha um “Estado forte, intervencionista e técnico”.<ref name="CPDOC"/> Afirmando ser um partido “nacionalista”, o PRONA criticava “a abertura total do sistema produtivo nacional”, “a entrega do subsolo do país às mineradoras multinacionais” e “a eliminação de qualquer privilégio às empresas de capital nacional”.<ref name="CPDOC"/> O PRONA afirmava que a democracia brasileira estava “a serviço das alienadas elites dirigentes” e defendia um modelo econômico que priorizasse o mercado interno e combatesse a concentração da renda e os desequilíbrios regionais.<ref name="CPDOC"/> O [[Plano Real]] foi classificado, ainda em 1994, como “político-eleitoreiro” e apontado como responsável por uma enorme queda no poder aquisitivo da população.<ref name="CPDOC"/>
 
Ocupando um espaço político maior que na disputa anterior, Enéas obteve 4.671.810 votos, que equivaleram a 7,4% dos votos válidos, que lhe valeram a terceira posição entre os nove concorrentes.<ref name="CPDOC"/> O desempenho dos demais candidatos do PRONA, naquele ano, não acompanhou a votação de Enéas, uma vez que nenhum dos candidatos aos governos estaduais e ao Senado conseguiu uma votação expressiva, o partido não conseguiu eleger ao menos um deputado federal.<ref name="CPDOC"/>
 
Nas eleições gerais de 1998 o partido apresentou novamente a candidatura de Enéas à presidência da República, mas dessa vez, seu desempenho ficou abaixo da eleição anterior: obteve apenas o quarto lugar, e sua votação caiu para 1.447.080 votos, ou cerca de 2,14% do total.<ref name="CPDOC"/> O candidato a governador do partido no Rio de Janeiro foi o médico [[Lenine de Sousa]], que obteve 0,96% dos votos, obtendo o quinto lugar. Em São Paulo, o partido lançou Constantino Cury Neto, que acabou em sexto lugar com 0,41% dos votos válidos.<ref name="CPDOC"/> Naquele eleição, o PRONA pela primeira vez elegeu um deputado, o pastor evangélico [[De Velasco]], de São Paulo.<ref name="CPDOC"/>
 
Nas eleições municipais de 2000, o partido lançou candidatos a prefeito em quinze cidades, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro, e em importantes municípios das regiões metropolitanas destas duas capitais. Nenhum deles, no entanto, se elegeu.<ref name="CPDOC"/>
 
Já dois anos depois, nas eleições gerais, o PRONA pela primeira vez não lançou candidatura própria para presidente da República,<ref name="CPDOC"/> e tampouco apoiou qualquer das demais candidaturas.<ref name="CPDOC"/> Eneas Carneiro lançou-se candidato à Câmara Federal por São Paulo, quando o partido obteve o mais expressivo resultado de sua história.<ref name="CPDOC"/> Naquele ano, elegeu seis<ref name="Congresso em Foco - 2006-12-12"> deputados, Enéas e outros quatro.<ref name="Congresso em Foco - 2006-12-12"> Apesar da baixa votação dos demais, a expressiva votação de Enéas levou a que aqueles seus correligionários fossem também eleitos<ref name="CPDOC"/>, pelo sistema de [[voto proporcional nominal]]. Enéas obteve mais de 1,5 milhão de votos, sendo o deputado mais votado do país naquele ano. O resultado e disparidade das votações obtidas pelo PRONA deram início, inclusive, a debate sobre o modelo de sistema eleitoral.<ref name="CPDOC"/> Ainda naquele ano foram eleitos pelo partido sete deputados estaduais, concentrados em sua maioria, também em São Paulo.<ref name="CPDOC"/>
 
De um total de 37 candidatos a prefeito lançados pelo PRONA nas eleições de 2004, sete tiveram êxito no 1º turno, quase todos no Nordeste, particularmente no Maranhão.<ref name="CPDOC"/>
 
Nas eleições gerais de 2006, Enéas chegou a anunciar sua candidatura à Presidência da República outra vez, mas desistiu após ser acometido por uma [[leucemia]].<ref name="CPDOC"/> Concorreu à reeleição para deputado federal, sendo bem sucedido, embora com uma votação bem menor: 387 mil votos. O partido naquele ano também elegeu a deputada [[Suely Santana]], no Rio de Janeiro.<ref name="CPDOC"/> Candidatos a governador foram lançados, sem sucesso, no Acre, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco.<ref name="CPDOC"/>
 
ParaApós as eleições de 2006, para contornar as restrições impostas pela [[cláusula de barreira]] da legislação eleitoral que começaria a vigorar, no [[Congresso Nacional do Brasil|Congresso Nacional]], a partir da legislatura de [[2007]], o partido se fundiu, em [[24 de outubro]] de [[2006]], com o [[Partido Liberal (Brasil)|PL]], criando o [[Partido da República]].<ref name="Partido da República 26-10-2006">{{citar web | autor=| titulo= PL e PRONA oficializam união e apoiam Lula| publicado = Partido da República|url=http://www.partidodarepublica.org.br/PR22/NOTICIAS_LIBERAIS_2005/noticias_2006_757.html | arquivourl= https://web.archive.org/web/20130607152757/http://www.partidodarepublica.org.br/PR22/NOTICIAS_LIBERAIS_2005/noticias_2006_757.html | arquivodata=[[7 de junho]] de [[2013]] | formato= | acessodata=[[28 de dezembro]] de [[2013]]}}</ref><ref>{{citar web|último=Guerreiro|primeiro=Gabriela|título=Prona e PL se unem e criam o Partido da República|url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85879.shtml|acessodata=18 de Agosto de 2013|data=26 de Outubro de 2006}}</ref><ref>{{citar web|último=Cristina da Silva|primeiro=Valéria|título=PL, Prona e PT do B se fundem e nasce o PR|url=http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/10/materia/125316|acessodata=18 de Agosto de 2013|data=27 de Outubro de 2006}}</ref> À época, o partido havia eleito, para início de mandato em 2007, dois deputados federais: [[Suely Santana da Silva]] (RJ) e [[Enéas Carneiro]] (SP). Cumpriam mandato na data: [[Elimar Máximo Damasceno]] (SP) e Enéas Carneiro. Os outros quatro deputados federais eleitos pelo Prona, todos fundadores do partido,<ref>{{citar web|URL = http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0810200255.htm|título = Bancada do Prona será de fundadores|data = 08/10/2002|acessadoem = |autor = Folha de S.Paulo|publicado = Reportagem Local}}</ref> já haviam se filiado ao [[Partido Progressista (Brasil)|PP]] e ao PL em 2003.<ref name="Congresso em Foco - 2006-12-12">{{citar web|URL = http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/veja-quais-deputados-mudaram-de-partido/|título = Veja quais deputados mudaram de partido|data = 12/12/2006|acessadoem = |autor = Congresso em foco|publicado = Reportagem Local}}</ref>
 
{{Partido da República/origem}}
 
[[Positivismo|Ordem]] e [[Soberania|soberania nacional]] continuariam sendo a principal tônica do novo Prona, mas o grupo ainda não definiu quais seriam as demais pautas do partido, sinalizando um posicionamento mais flexível em relação a temas como o [[Casamento entre pessoas do mesmo sexo|casamento gay]] e [[Aborto no Brasil|legalização do aborto]].<ref name="Perosa2015" /> No ano seguinte, entretanto, Vivório voltou atrás e, por meio do [[blog]]ue da nova sigla, posicionou-se no sentido contrário a esses dois assuntos por entender que afrontariam o artigo&nbsp;5.º da [[constituição brasileira de 1988]].<ref name="Vivorio2016">{{Citar web|primeiro=Marcelo|último=Vivório|url=http://prona.org.br/blog/2016/11/01/o-prona-e-contra-o-casamento-gay-e-a-legalizacao-do-aborto/ |titulo= O PRONA É CONTRA: O Casamento gay e a legalização do aborto. |data=1.º de novembro de 2016 |acessodata=4 de novembro de 2016 |publicado=Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Campos}}</ref>
 
== Ideologia ==
Oficialmente, o partido se proclamava [[patriotismo|patriótico]] e independente das correntes políticas tradicionais. Já os críticos, enxergavam uma sigla [[Ultranacionalismo|ultranacionalista]], e de extrema-direita. Seus seguidores, no entanto, consideravam-no simplesmente patriótico, [[Nacionalismo|nacionalista]] e [[Estatismo|estatista]]. Eram conhecidos por suas posições em assuntos polêmicos como, por exemplo, a defesa da [[Bomba nuclear|pesquisa nuclear bélica]].<ref>{{Citar web|url=http://br.geocities.com/eneaspresidente/istoe.html|urlmorta=sim|titulo=Entrevista - Revista Isto é|data=12 de março de 2007|wayb=20070312050202|acessodata=22 de março de 2017}}</ref>
 
Enéas considerava a [[Esquerda e direita (política)|classificação esquerda-direita]] como obsoleta e se definia como um defensor do estado nacional soberano.<ref name="Chagas1998">Entrevista de [[Enéas Carneiro]] para o jornalista Carlos Chagas, no Programa Jogo do Poder, em 1998</ref>
 
Constantemente, a sigla era acusada de [[autoritarismo]] e de alinhamento às ideias [[Integralismo|integralistas]] de [[Plínio Salgado]] e até mesmo ao [[nazismo]] de [[Adolf Hitler]]. Sobre o assunto, o fundador [[Enéas Carneiro]] afirmou que gostava de "autoridade, ordem e respeito", mas rejeitava o nazismo, pelo fato de ser [[mestiço]] e de considerá-lo "um perigo para o mundo".<ref>{{Citar periódico|ultimo=Lopes|primeiro=Guilherme Esteves Galvão|data=2016|titulo=ENÉAS CARNEIRO E O PRONA: NACIONALISMO E CONSERVADORISMO NO BRASIL PÓS-DITADURA MILITAR|url=http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/dia-logos/article/view/28682|jornal=Dia-Logos: Revista dos alunos de Pós-graduação em História|lingua=pt|volume=10|numero=2|acessodata=}}</ref>
 
== Corrupção ==
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