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A igreja cristã na região do [[Mediterrâneo]] foi organizada sob cinco [[patriarca]]s, os bispos de [[Jerusalém]], [[Antioquia]], [[Alexandria]], [[Constantinopla]] e [[Roma]] (veja [[Pentarquia]]).Foi na Antioquia que os seguidores de Cristo começaram a ser chamados de Cristão , o cristianismo passou de religião das minorias para então se tornar em religião das multidões. Com a decadência do Império, os bispos pouco a pouco foram assumindo funções civis de caráter supletivo e a escolha do bispo passou a ser mais por escolha do [[clero]] do que pela pequena comunidade, segundo as fórmulas antigas. Por essa época não foram poucas as intervenções dos nobres e imperadores nas suas escolhas. Figuras expressivas da vida civil foram alçadas à condição de bispo, exemplo disto foram [[Ambrósio de Milão|Santo Ambrósio]], governador da Alta Itália que passou a bispo de [[Milão]]; [[São Paulino de Nola]], ex-cônsul e [[Sidônio Apolinário]], genro do imperador [[Ávito]] e senhor do Sul das [[Gália]]s, que foi eleito bispo de [[Clermont-Ferrand]].
 
Antes de findar o século {{séc|IV}} o [[Primeiro Concílio de Niceia]] ([[325]]) e o [[Primeiro Concílio de Constantinopla]], em respostas às [[heresia]]s [[arianismo|arianas]] e ao [[macedonianismo]], formularam a doutrina da [[Santíssima Trindade|Trindade]] que ficou fixada no seu conjunto no "[[Credo niceno-constantinopolitano]]". Por esta época colocou-se a questão da relação entre as naturezas humana e divina de Cristo, a heresia do [[monofisismo]], que foi finalmente decidida no [[Primeiro Concílio de Éfeso]], convocado pelo imperador [[Teodósioimperador IIbizantino|imperador]] {{lknb|Teodósio|II}} {{nwrap|r.|402|450}}, que afirmou que Cristo é "perfeito Deus e perfeito homem" e definiu Maria como "Aquela que portou Deus" (''[[TheotokosTeótoco]]'') em resposta à [[nestorianismo|heresia nestoriana]] (do bispo [[Nestório]]) que lhe atribuía apenas o ''Christotokos''Cristótoco (Aquela que portou Cristo). Esta posição depois foi reafirmada no [[Concílio de Calcedônia]] ([[451]]) e no [[Terceiro Concílio de Constantinopla]] ([[680]]).
 
=== Padres da Igreja ===
 
Os principais Padres do Ocidente ou da Igreja Latina são: [[Santo Agostinho]], autor das "[[Confissões]]", obra prima da literatura universal e [[Ambrósio de Milão|Santo Ambrósio]], Eusébio Jerônimo, dálmata, conhecido como [[Jerônimo de Estridão|São Jerônimo]] que traduziu a Bíblia diretamente do [[hebraico]], [[aramaico]] e [[Língua grega|grego]] para o latim. Esta versão é a célebre ''[[Vulgata]]'', cuja ''autenticidade'' foi declarada pelo [[Concílio de Trento]]. Outros padres que se destacaram foram [[São Leão Magno]] e [[Gregório Magno]], este um romano com vistas para a [[Idade Média]], as suas obras "os Morais e os Diálogos" serão lidas pelos intelectuais da Idade Média, e o "[[canto gregoriano]]" permanece vivo até os dias de hoje. [[Santo Isidoro de Sevilha]], falecido em [[636]], é considerado o último dos grandes padres ocidentais.
[[Imagem:Theotokos by Deacon Ioasaf Athonites.jpg|160px|thumb|Ícone de Maria, a ''Theotokos''Teótoco, pelo diácono IoasafJosafá Athonites.Atonita]]
 
Por esta época surgiu o [[monaquismo|monasticismo]]. Em busca de uma imitação de Cristo mais perfeita, com o tempo o [[ascetismo]] cristão tomou formas de afastamento do mundo. [[Antão do Deserto|Santo Antão]] é figura-símbolo do monaquismo dos primeiros séculos, mas a sua figura central é [[São Bento de Núrsia]] que com os seus dois primeiros [[mosteiro]]s e a sua famosa "[[Regra de São Bento|Regra]]" serviu de referência típica para o monasticismo, principalmente no [[Mundo ocidental|Ocidente]]. Na [[idade média]] os mosteiros prestaram relevantes serviços e, dentre outros, tiveram a grande missão de conservar a cultura antiga.