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Um pouco antes disso, em [[2002]], começa a ser publicado pelo selo [[Vertigo]] o título mensal ''Y: The Last Man'' (em português ''Y: O Último Homem'').
 
Na série, em 17 de julho de 2002, algo mata simultaneamente cada ser vivo que possui o [[cromossomo Y]], incluindo [[embriões]] e [[espermatozóides]]. As únicas exceções parecem ser YorrickYorick Brown, um jovem que tem por hobbie o escapismo, e seu macaco Ampersand. A sociedade entra em colapso com o impacto que as mulheres do mundo todo tem com a perda de todos os elementos do sexo masculino de sua vida, emocional e politicamente.
 
Tendo essa base, ao decorrer da trama Vaughan discorre ao longo das 60 edições da série sobre assuntos muito atuais, fazendo constantemente referências à cultura americana e se utilizando delas para enriquecer sua história. YorrickYorick e suas amigas vão viajando o mundo em busca de uma resposta para a catástrofe e acidentalmente descobrem diferentes aspectos da adaptação e não-adaptação das mulheres às novas condições de vida do planeta. Para citar um exemplo, um segmento da comunidade arranca seus seios e destrói todos os espermas congelados em laboratório, intitulando-se as ''Filhas das Amazonas'' e alegando que o mundo do patriarcado acabou por uma bênção divina.
 
Com um constante clima de mistério, uma complexa trama elaborada com precisão e personagens bem pensados e trabalhados, a série é considerada uma das obras primas das histórias em quadrinhos da atualidade. O escritor [[Stephen King]] diz ser o melhor quadrinho que já leu,<ref name=guard>{{citar web|url=https://www.theguardian.com/books/2016/dec/21/y-the-last-man-by-brian-k-vaughan-and-pia-guerra-a-dystopia-built-by-women|titulo=Y: The Last Man by Brian K Vaughan and Pia Guerra – a dystopia built by women|data=21/12/2016|acessodata=13/09/2018|obra=[[The Guardian]]|ultimo=Cain|primeiro=Sian}}</ref> e famosos críticos tecem comentários do tipo "foi para isso que Deus criou os quadrinhos" e "essa é a melhor história da década".{{Carece de fontes|data=setembro de 2018}} A última e sexagésima edição da série foi publicada em janeiro de [[2008]], sendo elogiadíssima e mencionada como uma obra prima. O tempo de publicação da série foi de setembro de 2002 a janeiro de 2008.
 
No Brasil, a editora Opera Graphica publicou os dois primeiros volumes da série (que tem 10 deles). A Pixel Media começou a publicá-la esporadicamente em 2008 em sua revista Pixel Magazine.
Em agosto de [[2004]] o selo [[Wildstorm]], da DC Comics, começa a publicar a revista ''Ex Machina'', sob a roteirização de Vaughan.
 
A série narra, paralelamente, dois momentos da vida do personagem Mitchell Hundred: os anteriores, em que ele agiu como o primeiro e único super herói do mundo sob o nome de ''Grande Máquina'', e os posteriores, em que Hundred é prefeito de [[Nova Iorque]] e tem de lidar com a problemática administração da cidade, além de conviver com fantasmas de seu passado. No mundo de ''Ex Machina'' o atentado do [[11 de Setembro]] também ocorreu, mas Mitchell, como a ''Grande Máquina'', conseguiu salvar uma das torres a tempo.
 
Também utilizando-se da cultura norte-americana e de assuntos contemporâneos ([[casamento gay]], a legalização da [[maconha]], [[terrorismo]], o preconceito racial, a forte oposição entre republicanos e democratas e outros), ''Ex Machina'' ainda lida com a [[meta-linguagem]]: o personagem principal é fã de quadrinhos, e são feitas muitas figuras de linguagem e reflexões a respeito do papel da figura do super-herói na vida das pessoas. A série terminou com cinquenta edições lançadas.
 
A publicação no Brasil começou a ser feita pela Panini, continuada pela Pixel Media e posteriormente retornou para a Panini a partir do 3º encadernado.<ref>{{citar web|url=http://hqmaniacs.uol.com.br/Ex_Machina_de_volta_em_novembro_pela_Panini_22896.html|titulo=Ex Machina de volta em novembro pela Panini|data=26/10/2009|acessodata=13/09/2018|publicado=HQ Maniacs|ultimo=Costa|primeiro=Carlos}}</ref> Todas as edições encadernadas saíram por completo no Brasil.<ref>{{citar web|url=http://hqmaniacs.uol.com.br/Ultimo_volume_de_Ex_Machina_e_mais_100_Balas_37593.html|titulo=Último volume de Ex Machina e mais 100 Balas|data=11/12/2012|acessodata=13/09/2018|publicado=HQ Maniacs|ultimo=Costa|primeiro=Carlos}}</ref>
Com previsão para terminar em 2009, a série tem feito jus aos trabalhos anteriores do autor e sendo aclamada como outra das melhores obras da nona arte da década. A série terminou com 50 edições lançadas.
 
A publicação no Brasil começou a ser feita pela Panini, continuada pela Pixel Media e posteriormente retornou para a Panini a partir do 3º encadernado. Hoje todas as edições encadernadas saíram por completo no Brasil. Segue lista:
 
{| class="wikitable"
|-
!#!!Título - ''Título original''!!Edições encadernadas
|-
|Vol. 1
|Estado de Emergência - ''The First Hundred Days''
|''Ex Machina'' #1-5
|-
|Vol. 2
|Símbolo - ''Tag''
|''Ex Machina'' #6-10
|-
|Vol. 3
|Fato Vs. Ficção - ''Fact V. Fiction''
|''Ex Machina'' #11-16
|-
|Vol. 4
|Marcha à Guerra - ''March to War''
|''Ex Machina'' #17-20 e ''Ex Machina Special'' #1-2
|-
|Vol. 5
|Fumaça e Fogo - ''Smoke Smoke''
|''Ex Machina'' #21-25
|-
|Vol. 6
|Blecaute - '' Power Down''
|''Ex Machina'' #26-29 e ''Inside the Machine Special''
|-
|Vol. 7
|Ex Cathedra - ''Ex Cathedra''
|''Ex Machina #30-34''
|-
|Vol. 8
|Truques Sujos - ''Dirty Tricks''
|''Ex Machina'' #35-39 e ''Ex Machina Special'' #3
|-
|Vol. 9
|Os Sinos da Despedida - ''Ring Out the Old''
|''Ex Machina'' #40-44 e ''Ex Machina Special'' #4
|-
|Vol. 10
|Limite de Mandato - ''Term Limits''
|''Ex Machina'' #45-50
|}
 
=== ''Saga'' ===
{{spoiler}}
 
O primeiro arco de história (que reúnemreúne as edições 1 à 6) foca no relacionamento entre os personagens Alana e Marko, dois amantes de diferentes planetas cujos povos estão em guerra um com o outro. Alana vem da Alinça Landfall, tecnologicamente avançada, o maior planeta na galáxia, e Marko é da única lua do planeta Lanfall, Wreath, cujo povo usa magia ao invés de armas tecnológicas. Embora a paz fosse restabelecida nos dois mundos de origem, o conflito se espalhou em todos os outros planetas conhecidos, cujas espécies nativas foram forçados a escolher um dos lado. Como Landfall e Wreath estavam em lados opostos, Alana e Marko se conheceram quando ela foi designada para protegê-lo em uma prisão em Cleave, planeta onde ele se tornou um prisioneiro de guerra. Eles fugiram juntos depois de se conhecerem. No início da primeira edição da série, Alana dá à luz a sua filha, Hazel, que, ocasionalmente, narra a série (em primeira pessoa). Logo depois, o trio está preso entre uma equipa de cada um de seus mundos, que acabam matando um ao outro a tentar capturá-los, um massacre que é atribuído ao casal. Em Landfall, o Príncipe Robô IV é atribuído por seu pai para capturá-los, e entra em conflito com o seu homólogo em Wreath, um mercenário chamado The Will. O fantasma de uma menina morta chamada Izabel acaba se tornando uma espécie de babá para a recém nacida Hazel. Os quatro tiveram que escapar do planeta Cleave antes de serem confrontados pelos pais de Marko.
 
=== Outros trabalhos ===
== Televisão ==
Vaughan foi escritor, editor executivo de história e produtor das temporadas 3 à 5 da série de TV ''[[Lost (série de televisão)|Lost]]'', um trabalho que ele ganhou com base em seu trabalho em ''Y: The Last Man'', do qual o co-criador e produtor-executivo [[Damon Lindelof]] é um fervoroso fã. Lindelof mostrou o quadrinho para o ''[[showrunner]]'' e produtor executivo da série, [[Carlton Cuse]]. Lindelof relata: "E eu disse a ele: 'Precisamos de um cara como esse no programa, mas eu não acho que ele faria isso. Eu não acho que ele até trabalhe em Los Angeles'. E a próxima coisa que sabíamos, ele estava no programa". Ele começou sua temporada na série como editor executivo de história com o episódio "The Man from Tallahassee", que estreou em março de 2007. Vaughan continuou como editor de história em vários episódios até começar a escrever, no episódio "Catch-22", que Vaughan co-escreveu com Jeff Pinker, e estreou em abril daquele ano.<ref>{{citar web|url=http://www.cleveland.com/tv/index.ssf/2009/01/lost_has_found_the_cleveland.html|título='Lost' writer Brian K. Vaughan is a Cleveland native|obra=Cleveland.com|data=19/01/2009|acessodata=11/09/2018|último=Dawidziak|primeiro=Mark|língua=en}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.wired.com/2007/04/10-reasons-why-/|título=10 Reasons Why Brian K. Vaughan's "Lost" Was the Best Ever|obra=[[Wired]]|data=19/04/2007|acessodata=11/09/2018|último=Malinowski|primeiro=Erik|língua=en}}</ref>
 
 
Em novembro de 2011, [[Steven Spielberg]] escolheu Vaughan para adaptar o romance de [[Stephen King]], ''[[Under the Dome]]'', uma série de televisão para a [[Showtime]], que é o primeiro trabalho televisivo de Vaughan desde ''Lost''. Vaughan foi escritor e produtor executivo da série. Ele saiu da série antes da estreia da segunda temporada, em 2014.<ref>{{citar web|url=http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/criador-de-under-the-dome-deixa-serie-12800060|titulo=Criador de ‘Under the dome’ deixa a série|data=10 de junho de 2014|acessodata=26 de outubro de 2016|obra=|publicado=O Globo|ultimo=|primeiro=}}</ref>
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