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O sionismo é claro que também chamado de ''[[nacionalismo]] judaico'' e historicamente propõe a erradicação da [[Diáspora Judaica]], com o retorno da totalidade dos judeus ao atual [[Estado de Israel]]. O movimento defende a manutenção da identidade judaica, expondo-se à assimilação dos judeus pelas sociedades dos países em que não viviam.
 
O sionismo surgiu no final do {{séc|XIX}} na [[Europa Central]] e [[Europa Oriental|Oriental]] como um movimento de revitalização nacional e logo foi associado, pela maioria dos seus líderes, à [[colonização]] da [[Palestina (região)|Palestina]]. Segundo o pensamento sionista, a Palestina fora ocupada por ''estranhos''.<ref>[[Ilan Pappé|PAPPÉ, Ilan]], ''A limpeza étnica da Palestina'', 2006, p.10-11.</ref> Desde a [[criação do Estado de Israel]], o movimento sionista continua a defender o estado judeu, denunciando as ameaças à sua permanência e à sua segurança.
 
Em uma acepção menos comum, o termo pode também se referir ao [[sionismo cultural]], proposto por [[Ahad Ha'am]], e ao apoio político dado ao Estado de Israel por não-judeus, tal como no [[sionismo cristão]].
O livro de Herzl foi bem recebido pela maior parte dos judeus europeus que compartilhavam dos mesmos ideais. Com o intuito de aglutinar as diversas tendências nacionalistas judaicas, Herzl organizou o [[Primeiro Congresso Sionista]], que deveria ser realizado em [[Munique]], na Alemanha. Contudo, líderes religiosos da comunidade judaica local se opuseram à iniciativa, por temerem uma exposição excessiva e uma possível retaliação antissemita. Assim, o evento acabou por se realizar na cidade [[suíça]] de [[Basileia]], em [[29 de agosto]] de [[1897]]. Segundo seus criadores, o Congresso tinha como propósito de mostrar ao mundo "o que é o sionismo e o que ele pretende" e também para unir todos os sionistas sob uma só organização.
 
O evento reuniu cerca de 200 participantes e seus principais resultados foram a formulação da plataforma sionista, conhecida como "Programa de Basileia", e a fundação da [[Organização Sionista Mundial]], sob a presidência de Herzl. Durante a reunião, discutiu-se onde deveria ser instalado o Estado Judeu, dividindo-se os congressistas entre a [[Palestina]]Síria [[Império Otomanootomana|OtomanaPalestina otomana]] ou algum território desabitado cedido aos sionistas,<ref>[http://www.chazit.com/cybersio/israel/congresso.html Discurso de abertura do Primeiro Congresso Sionista]</ref> como a ilha de [[Chipre]], a [[Patagônia]] e até em alguma das colônias europeias na [[África]], como o [[Congo]] {{dn}} ou [[Uganda]]. Venceram os partidários da Palestina, com o argumento de que aquela era a região de origem de toda identidade judaica na Antiguidade.<ref>{{harvnb|Goldmann, Nahum}}. ''O Paradoxo Judeu – Memórias pessoais dos encontros históricos que moldaram o drama do Judaísmo moderno'' – Editora B’nai B’rith (São Paulo, [[1984]])</ref> Em seu diário, Herzl escreveu: "Se eu tivesse que resumir o Congresso de Basileia numa só frase, ela seria: ‘em Basileia eu fundei o Estado Judeu’. Se eu dissesse isto hoje, seria objeto de risos universais; mas em cinco anos, talvez em cinquenta, todos o verão".
 
Seriam realizados 21 Congressos Sionistas até à eclosão da [[Segunda Guerra Mundial]].