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[[Imagem:Afonso Celso de Assis Figueiredo (Visconde de Ouro Preto) c 1889.jpg|thumb|200px|direita|O [[Afonso Celso de Assis Figueiredo|Visconde de Ouro Preto]] deu início à política do encilhamento.]] {{Citação2|bq=s|cinza=s|''Certo, não lhe esqueceste o nome, Encilhamento... Quem não viu aquilo, não viu nada!'' <ref>[[Machado de Assis]] citando o evento em [[Esaú e Jacó (livro)|"Esaú e Jacó"]], Capítulo LXXIII - Um Eldorado</ref>}}
 
A primeira medida governamental dentro do processo, se deu ainda durante a monarquia, sob o comando do [[Visconde de Ouro Preto]], último ministro da fazenda deste período, empossado cinco meses antes da queda do regime, quando foi regulamentada uma nova Lei Bancária em novembro de 1888. Um aquecimento na [[Bolsa de Valores do Rio de Janeiro]] que já havia se iniciado em 1886, se acelerou com a [[Lei Áurea|abolição da escravatura]], mais as medidas implementadas pela nova lei bancária (que entre outras coisas revogava a citada "Lei dos Entraves"), e a proposta de mudanças na lei fundiária ao longo de 1889. Pela lei, três bancos foram autorizados a emitirem bilhetes conversíveis em ouro: [[Banco Nacional do Brasil]], [[Banco de São Paulo]] e [[Banco do Comércio]], mas na prática apenas o primeiro exerceu esse direito. O diretor do Banco Nacional era o Visconde [[Francisco de Figueiredo]], que recebera o título nobiliárquico pela ação de distribuição de gêneros a população atingida pela [[Grande Seca|Grande Seca do Nordeste]]. As ações do banco do Visconde se valorizaram bastante, chegando a serem negociadas com um ágio de 45%. Outros bancos auxiliares também ajudaram a criar um ambiente propício a especulação e atraíram pessoas que nunca antes tinham se envolvido nas negociações com títulos.<ref name="Levy" /> Junto com o aumento da liquidez, deu-se a introdução de modernos mecanismos financeiros, aumentando a capacidade de alavancagem. A redução na colocação de títulos públicos também abriu espaço para a expansão dos títulos privados.{{harvRef|Nassif|2007|p = 81}}
 
O Visconde de Ouro Preto tinha decidido pela criação de um grande banco que atuasse como [[agente regulador]] do mercado, um [[Banco Central]] ''privado'', nos moldes europeus, emprestador de última instância, agente do Tesouro e regulador da liquidez. E foi justamente o fato de ter sido um grande adversário teórico de tal sistema, que credenciou politicamente Ruy Barbosa a ser indicado ministro da fazenda pelos [[República da Espada|militares que implantariam a república]].{{harvRef|Franco|2005|p=16}} Ironicamente, ao assumir o cargo com a [[Proclamação da República do Brasil|proclamação da república]], colocou em prática tudo o que antes criticara, procurando garantir apoio da burguesia financeira nacional e internacional ao novo regime. Em janeiro de 1890 decreta uma nova lei bancária, incentivado pelas ideias do Conselheiro [[Francisco de Paula Mayrink]], banqueiro nomeado para ser diretor do Banco dos Estados Unidos do Brasil. Sem sequer consultar o presidente da república, assinou a lei na calada da noite, gerando escândalo que seria o primeiro de uma série até sua saída do ministério. O Decreto de 17.01.1890 buscava satisfazer a expansão da indústria, agricultura e comércio criando um sistema emissor que se baseava em lastreamento por Apólices da Dívida Pública (em escritos posteriores, Ruy Barbosa citou o Primeiro-Secretário do Tesouro da República dos Estados Unidos [[Alexander Hamilton]] como influência para as ideias contrárias à vinculação dos meios de pagamentos ao vulto das exportações e outras, de ideologia metalista). Também foram criados bancos emissores regionais.<ref name=Levy />
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