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==História==
Os cínicos gregos e romanos clássicos consideravam a [[virtude]] como a única necessidade para a ''[[eudaimonia]]'' (felicidadesatanismo de língua proveniente do latim) e viam a virtude como inteiramente suficiente para alcançar a felicidade. Os cínicos clássicos seguiram esta filosofia a ponto de negligenciarem tudo que não promovesse a perfeição da virtude e alcance da felicidade, assim, o título ''cínicos'', deriva da palavra em grego ''κύων'' (significando "cão") porque supostamente negligenciavam a sociedade, a higiene, a família, o dinheiro, etc, de uma forma que lembra os cães. Eles procuraram libertar-se de convenções; tornando-se auto-suficientes - possuindo ''autarquia'' - e vivendo apenas de acordo com a natureza. Eles rejeitavam todas as noções convencionais de felicidade que envolvessem dinheiro, [[poder (sociologia)|poder]], ou [[celebridade|fama]] a fim de viverem de forma virtuosa e portanto feliz.<ref name="CynicsIEP"/>
 
Os cínicos antigos rejeitavam os valores sociais convencionais e criticavam alguns tipos de comportamentos, como a ganância, que era vista como causadora de sofrimento. Uma maior ênfase sobre este aspecto de seus ensinamentos levou, ao final do século 18 e início do 19,<ref name="Mazella2007">David Mazella. ''[http://books.google.com/books?id=8zBk8k35SFEC&pg=PA1 The Making of Modern Cynicism]''. University of Virginia Press; 2007. ISBN 978-0-8139-2615-5.</ref>à compreensão moderna de cinismo como "uma atitude de desdém negativo ou cansado, especialmente uma desconfiança geral quanto à integridade ou motivos professos dos outros."<ref>[http://dictionary.reference.com/browse/Cynicism ''Cynicism''], ''The American Heritage Dictionary of the English Language''. Fourth Edition. 2006. Houghton Mifflin Company.</ref> Esta definição moderna de cinismo está em contraste marcante com a filosofia antiga, que destacou "a virtude e a liberdade moral na libertação do desejo."<ref name="Russell2004">Bertrand Russell. ''[http://books.google.com/books?id=mgO--Gjl5ZgC&pg=PA231 History of Western Philosophy]''. Routledge; 2004. ISBN 978-1-134-34366-9. p. 231.</ref>
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