Diferenças entre edições de "António José de Ávila"

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== Biografia ==
[[File:António José de Ávila, 1850.png|thumb|left|200px|António José de Ávila, em gravura de 1850.]]
António José de Ávila nasceu a [[8 de março]] de [[1807]], numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da [[Matriz (Horta)|Matriz]] da então vila da [[Horta]], [[Ilha do Faial]], [[Açores]], filho de Manuel José de Ávila, sapateiro de ascendência picoense, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, lavadeira, oriunda de famílias pobres da Matriz da Horta.
 
Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em [[22 de julho]] do mesmo ano.
 
[[Ficheiro:Jazigo Duque Avila e Bolama.JPG|thumb|left|Jazigo de família do Duque d'Ávila e Bolama]]
 
Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre [[29 de outubro]] de [[1870]] e [[13 de setembro]] de [[1871]], altura em que foi substituído por [[António Maria de Fontes Pereira de Melo|Fontes Pereira de Melo]]. Foi então designado para presidir à [[Câmara dos Pares]], em substituição do [[Duque de Loulé]].
 
[[Ficheiro:Jazigo Duque Avila e Bolama.JPG|thumb|left|Jazigo de família do Duque d'Ávila e Bolama]]
Em [[1877]], devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao Poder.
 
No ano seguinte, foi nobilitado com o título de 1.º [[Duque de Ávila e Bolama]], em recompensa pelos serviços prestados ao País, e como gratificação pelas negociações por si encetadas, tendo em vista a posse da ilha de [[Bolama]], na [[Guiné-Bissau|Guiné Portuguesa]], por Portugal<ref>{{citar web |url=http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=30472 |título=Duque de Ávila e Bolama – Biografia |acessodata=27 de Abril |autor=José Miguel Sardica |autorlink=Fundação Calouste Gulbenkian |data=2009 |publicado=Leitur@ Gulbenkian|língua2=pt |arquivourl=https://web.archive.org/web/20140427181239/http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=30472 |arquivodata=27 de Abril de 2014 }}</ref>.
 
[[File:Duque de avila e bolama horta (2).jpg|thumb|left|Monumento em homenagem ao duque de Ávila e Bolama, Horta.]]
Faleceu pelas 21 horas e meia do dia [[3 de maio]] de [[1881]] no primeiro andar da casa Nº20, da Rua do Duque de Bragança, freguesia dos [[Mártires (Lisboa)]], tinha 74 anos. Não deixou filhos. O funeral realizou-se dia 5. A urna saiu da Basílica dos Mártires pelas 14 horas até chegar ao [[Cemitério dos Prazeres]] pelas 16, onde foi sepultado no jazigo Nnº 1870.
 
Encontravam-se no funeral Fontes e Sampaio, o Duque de Palmela, o Marquês de Ficalho e o Duque de Loulé, seguido por cerca de 500 carruagens, com mais de um milhar de pessoas, que incluíam representantes dos órgãos do Estado, da família real, associações e muitas classes da sociedade. Um criado da Casa Real foi fornecido para conduzir a carruagem funerária, seguido de uma carruagem com o vigário paroquial da Basílica dos Mártires e doze sacerdotes. Este transporte também foi seguido pelo sobrinho [[António José de Ávila Júnior|António José de Ávila]], e outra carruagem com a coroa Ducal sobre uma almofada de veludo preto, seguido pelo [[Regimento de Cavalaria n.º 4]] e banda.